O Inferno de Dantas, Pra Inglês Ver
O Portal IMPRENSA mostra uma certa preguiça que prejudica a matéria Relatório de Protógenes cita 25 jornalistas e fala em conspiração da imprensa (dia 6 de abril).
Sugere, por exemplo, que no seu relatório sobre a imprensa, o paranóico delegado Protógones “indica” o jornalista inglês Jonathan Wheatley como parte da “suposta conspiração arquietetada por Daniel Dantas:
No julgamento do delegado, a suposta conspiração arquitetada por Daniel Dantas possui ramificações internacionais, por este motivo, indica Luigi Ferrarela do jornal italiano Corriere Della Sera, Jonathan Wheatley, do norte-americano Financial Times e, por fim, Giacomo Amadori, da Revista Panorama (Itália).
O Financial Times é de Londres, que fica no Reino Unido,que é uma ilha beirando a Europa. Não consigo pensar num jornal menos norteamericano em estilo e atitude. São inglêses dos mais inglês.
Quáquáquá.
Mais: a reportagem da IMPRENSA obviamente não leu em detalhe o relatório do delegado doido (ou nem tanto), que tem o seguinte a dizer ao respeito do instruído profissional inglês:
A matéria do correspondente britânico aborda o assunto com neutralidade, atendo-se aos fatos e omitindo os detalhes a respeito da briga judicial entre o Citibank e o Opportunity, bem como as denúncias que pesam sobre Daniel Dantas. Isso pode ser explicado porque Wheatley escreve para o leitor inglês, o qual se interessa mais pelo aspecto geral da situação que pelos detalhes.
Add comment Abril 7, 2009
Mesa de Preguiça
Todos os maços de Marlboro vêm agora com um novo aviso sobre a relação entre tabagismo e a vergonha de brochar. Como se pode ver na minha mesa de trabalho (acima).
Entre Raul Seixas e Santo Expedito (hodie!), eu tenho santos suficientes para afastar a urucubaca do meu trabalho cotidiano.
Entre Ruas São Paulo 2009 e Folksongs & Ballads Popular in Ireland (Canções folklóricas populares na Irlânda) eu sei onde vou e onde já era.
O resto são vários anuários de negócios e tal, além de uma gramática da lingua árabe, dicionários, e Finanças para todos nós. Minha cartão de visita com logotipo do grupo FT para impressionar as moças.
Como é gostoso voltar em casa num fim de tarde quente, ligar o ar-condicionado, e acender um charuto baiano.
Add comment Abril 5, 2009
De Volta da Praia

“Todo ahí era grandioso para el observador echado en la arena, que sin dificuldad olvidaba las dimensiones del paisaje, en verdad minúsculas. Despertó Álvarez de su esimismamiento, descalzó unos piecitos blancos que, a la intemperie, resultaron patéteicamente desnudos, hurgó en la bolsa de lona, encendió la pipa, contempló el mar e preparó el ánimo para un prolongado paladeo de la beatitud perfecta. Con asombro advirtió que no estaba feliz.” –Alfredo Bioy-Casares, “El Gran Serafin”
Eram assim nossos dez dias de folga, desligadas todas as teleconexões e alugada uma casa rústica não muito longe da divisa com Rio de Janeiro, na beira da estrada BR 101.
Eu, pelo menos, me achava surpreendentemente infeliz apesar de ficarmos na Ilha das Couves quase todos os dias, eu lendo aquela biografia de Assis Chateaubriand dos Diários Associados.
Fábio (encima) não.
Add comment Janeiro 9, 2009
Sebolândia: Últimas Leituras

Acabo de ler O Grampo de BNDES: Quando o complemento da ABIN é a mídia oficiosa, de Bruno Lima Rocha.
Pedi-o pela Internet de um sebo lá na Porto Alegre.
Chegou rapidinho por Sedex.
Eu simplesmente queria que alguém me contasse aquela história cabeluda toda, e contava direitinho. O livro não cumpriu o prometido, mais provocava bastante.
Segundo a revista Época, em reportagems feitos entre 1999 e 2001, tratava-se de espionagem oficial do governo contra o governo, ou de agentes corruptos do Estado trabalhando no serviço de atores do setor privado.
O título do livro sugere que desmentirá essa versão.
Infelizmente, não consegui entender quase nada sobre o que o autor achou realmente aconteceu. Como o livro vem em formato de tese de mestrado, tem todo aquele aparato de metodologia e leituras preciosas de teóricos franceses, tambem. Chato. Aos fatos!
Quanto à leitura da cobertura feita do episódio, o que eu pude entender foi que a Época não apurou a possibilidade nada supreendente do que agentes do SNI estariam utilizando o aparelho do Estado para fazer bicos e outras micagens desse tipo — chegando até a anunciar seus serviços nos classificados dos principais jornais da época.
O grampo sobre autoridades e demais membros das elites operando no Brasil, são, em nossa opinião, tanto uma política do aparelho de Estado de vigilância, como uma arma do capitalismo concorrencial, seguidas vezes utilizadas por grupos de interessse.
Isso foi escrito em 2003, um ano antes de lermos (29 abril de 2004, Folha de São Paulo):
O STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou ontem, por 9 votos contra 2, a denúncia criminal contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no caso dos grampos telefônicos da Secretaria de Segurança Pública da Bahia. A denúncia — que geraria uma ação penal — foi oferecida pelo procurador-geral da República, Claudio Fonteles, em setembro de 2003, com base em inquérito da Polícia Federal. Ele acusou ACM de formação de quadrilha e escuta telefônica ilegal.
Porque não conseguiram enquadrar o ACM?
Foi mais um “lixo” de uma investigação pela policia federal, como um tal de Mário de César de Carvalho escreveu na Folha nessse sábado?
(Eu tenho uma razoavelmente boa impressão da polícia federal do Brasil. Prendem seu próprios agentes quando corruptos. Apreendem bastante pó. Fazem trabalhos de investigação tecnicamente avançados. Aos custos, conseguem desmascarar o lado mafioso do País. É feio, mais alguém tem que mostrá-lo. Senão, quem vai querer investir aqui?)
Ou mais um caso de “faclidades lá encima”?
Por alguma razão, não se convocou em 2004 uma CPI dos Grampos Clandestinos e Abusos dos Grampos Autorizados — apesar do falecido Senador ter supostatmente acrescentado os nomes de desafetos à lista de grampos autorizados por uma juiza (não foi?) num processo na Justiça que nada tinha a ver com essas pessoas.
Só para dar uma bisbilhotada em vida alheia.
O que eu consegui entender da minha leitura do livro foi mais o menos o seguinte: No Brasil, tem o Estado e tem o Governo. Caso o aparelho permanente do Estado não concordar com o Governo de plantão, o Estado permanente manda o Governo de plantão a sifu.
Valeu para FHC, e tem valido pelo Lula.
E vale especialmente para o aparelho da chamada “segurança nacional.”
Agora, uma figura tipo Paulo Lacerda chega querendo estabelecer uma corregedoria na ABIN para apurar desvios de conduto, repetindo uma experiência bem-sucedida na PF … e portanto, Paulo Lacerda sifu.
Até agora, é a única versão desse acontecimentos que fez sentido para mim.
Aguardo o próximo capítulo.
Depois, passei a ler Lacerda x Wainer: O Corvo e o Bessarabiano, de Ana Maria de Abreu Laurenza.
Aí, eu comecei a aprender alguma coisa.
Add comment Dezembro 21, 2008
O Cordão do Colarinho-Branco!

Ganho de presente da minha amada bicha-preguiça o livro-cançao AS MARCHINHAS DE CARNAVAL: ANTOLOGIA MUSICAL POPULAR BRASILEIRA.
Organizado por Roberto Lapiccirelli.
Editor Musa, 1996.
Como já escrevi, a vantagem que o cavaquinho tem sobre o tocador de MP3 e que, além de ser portátil e ter capacidade para inúmeras músicas, não depende da rede elétrica nem de cabos USB nem de poder baixar arquivos pela NET e portanto pode ser aproveitado durante apagões, panes, eclipses solares e lunares e até durante o fim do mundo.
Também, é mais divertido produzir a cultura do que só consumí-la, como se fosse feijão, cuecas ou lâmpadas.
Explica o organizador:
Não é que o carnaval hoje seja menos divertido, não. O que eu quero dizer é que está diferente, mais evoluído, mais organizado, mais técnico, menos improvisado. As músicas antigas parece que demonstram isso. Um carnaval ingênuo, sincero, humilde, alegre e, principalmente, popular. Exatametne coerente com a sua época. Portanto, este projeto tem por objetivo ajudar a preservação da cultura.
Eu levei o livro comigo ao almoço que tivemos com os sogros — o Doutor tem 72 anos agora, e parabens. A gente se divertia bastante com a obra.
Será que elé é? Chiquita Bacana lá de Martinica … Coitado do jacaré!
Essa última aprendemos no ano passado num Carnaval de marchinhas la na SESC Pompéia. Só tome cuidado de pedir desculpas quanto cante na presença da sua sogra.
Vamos levar o tomo conosco pra praia durante o fim do ano. Alugamos uma casa num canto bem escondidinho. Preciso comprar cordas lá na Teodoro Sampaio.
Em fim, fiquei inspirado e quero oferecer minha própria humilde marchinha para o Carnaval que se aproxima. Chama-se
O Cordão do Colarinho-Branco
1 comment Dezembro 15, 2008
Deixe o Povo Comer Bolo: Daslu, Daspu, e Daí Sifu?

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Eu fui convidado outra noite a assistir um evento do Britcham num bar de Pinheiros, quase no Teodoro Sampaio, não muito longe da Dr. Arnaldo.
Um bate-papo com o correspondentes estrangeiros, com chopes pagos pela rainha Elisabeta. Presentes: Jonathan Wheatley do Financial Times; Kenneth Rapoza da agência Dow Jones; Todd Benson da agência Reuters; um rapaz do Boston Globe, Rogério Simões do BBC, e aquele consultor de comunicações corporativas John Fitzpatrick.
Não consigo entender como é que um consultor em comunicações seria a mesma coisa do que um correspondente estrangeiro.
Mais como o evento atrasou, como sempre acontece com eventos desse tipo, eu comprei na banca da esquina o último número da revista Exame e comecei a ler sobre o percurso da loja de luxo Daslu desde a Operação Narciso em 2005.
Foi uma reportagem estranha, embora interessante.
Exame se encaixa muitas vezes no modelo de jornalismo que o Rupert Murdoch gosta de chamar de “business-friendly” — pró-negócios, amigável ao livre-mercantilismo.
Prefere evitar escândalos — ou qualquer coisa que cheira do negativo o a possibilidade de fracasso — para enfocar narrativas de inspiração, atrevimento, não-conformismo, e assim adiante.
É o jornalismo estilo Caras do empreendedor como celebridade. Do empreendedor heróico, do vasto império commercial, da subida meteórica, do fardo do gênio, da solidão de tamanha responsibilidade, e assim adiante.
Um jornalismo cheio de lugares comuns sub-literários desse tipo.
Eu gosto de chamar esse tipo de jornalismo empresarial de “o romance ardente do mundo de negócios.”
(Nos EUA, seria o Romance Harlequin. Vocês sabem: aqueles romances de paixão desmedida que donas de casas adoram ler. Aliás, parece que o grife já chegou no Brasil.)
Daí a dificuldade de tratar-se da Daslu na luz da encrenca decorrente da Operação Narciso da Receita e a Policia Federal.
Lembra-se disso? A filha de Alckmin levando a diretoria financeira para uma reunião com o homem de confiança no governo do papái no meio da noite, procurando uma exceção às regras de contabilidade?
Então, qual o modelo narrativa na qual se encaixa essa história toda?
A manchete-chamada sugere uma resposta:
Daslu se reinventa após o escândalo
O modelo narrativo seria o do “metamorfose ambulante.” Daslu mudou!
Add comment Dezembro 14, 2008
Chove Chavurska, Na Esteira e No Velório de Finnegan

É de manhã. É da madrugada é de manhã.
Chove cada vez mais forte.
Segundo a gravação da NET – que conseguiu me atender dentro de um minuto, seja dito – ainda não há previsão para a volta da NET Serviços na sua (nossa) região.
Cada vez que chova, a NET cai e não tem previsão para a volta de NET Serviços na nossa região.
Sumiu como o Imam Oculto dos xiitas ou os velhos heróis de lendas.
Chavurska! (Tambem escrita Skavurska!)
Uma palavra russa significando descaso com os efeitos da chuvarska – no russo, -rska significa ria “forte e implacável.”
Na primavera e no verão, chove muito, faz séculos.
Desde quando os dinossauros reinava sobre essa terra, chovia por caralho nesse lugar.
É quase como a NET não entendesse que a região na qual oferecem seu serviço é uma região altamente chuvosa.
Terra da garoa. Campeão em pontos de alagamento.
Para operar um sistema de banda-larga aqui, precisa-se a tomada de providências contra a chuva.
Mais talvez o Mexicano Carlos Slim, vindo da caatinga cozida do deserto de Sonora, não entende muito disso.
Mais isso nem vem à conta.
Seguindo uma sugestão da minha pomba querida e bicha-preguiça, estou pensando em frequentar, como auditor, um curso na USP sobre o Tupi Antigo.
Add comment Dezembro 11, 2008
Manco e Mifu

Acima: O autor desse blog tá manco memo.
Estou manco. Eu manco. Mancando eu vou.
Arrastando o meu pê esquerdo, que enche quando faz calor.
É quase uma metáfora para o meu pobre português.
Mancar é assim como não poder fechar a distância entre lá e cá, nem com as minhas palavras nem com meus passos lentos – e mancos.
Descendo a escada agora, estou mancando.
Se eu não estivesse manco, ah, eu correria atrás de Corisco (nosso cão, mordedor de ladrão) lá no parque.
Corisco gosta é correr atrás da bolinha amarelinha, peluda e toda babada dele. Alguém topa jogar? De jeito que não caia no côrrrego?
Levamos ele pro campo de tênis e ele vai cheiretando todas as bolinhas perdidas no mato. Talentoso, aquele cão. Ele não passa de um perdigueiro, choramingando o tempo todo.
Aconteceu na praia da Barra do Sahy.
Add comment Dezembro 10, 2008
A fantasma de puta-sacanagens impressas, passadas e presentes
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos curiosos tomos de ciência ancestrais …
– “O Corvo,” de Edgar Allan Poe (traduzido por Fernando Pessoa, 1924)
Na minha estante no momento, entre outros vagos curiosos tomos, consta Chatô, O Rei do Brasil.
Eu tenho desenvolvido ultimamente um gosto para história e biografia. Vai saber por quê.
Quase não leio ficção mais, a não ser, no momento, A Guerra do Fim do Mundo de Vargas Llosa, que eu teria preferido ler no espanhol original em vez da tradução para o português.
Aqui não se produz boa ficção, me perdoem, mais é assim. Rubem Fonseca tem uns 120 anos, e tem Garcia-Roza, tambèm. Isso não quer dizer que não existe bons escitores de ficção. Deveria haver. Olha só, que puta país interessante que tem por aí. É só que ninguém publica.
Agora, muito do zumbido na imprensa essa semana emana de uma segunda condenação do grupo de Daniel Dantas, por ter suposta e alegadamente caluniado e tentado subornar a juíza Márcia da Cunha, além de someter ela a um calvário na imprensa.
Plágio! Corrupção! Enriquecimento ilícito!
Como se a meritíssima fosse tipo uma Imelda Marcos da turma togada tupi.
Luis Nassif está indignado com o caso, e dedicou um capítulo inteiro do seu Dossiê da Veja ao assunto. Confira.
Portanto, na minha leitura sonolenta de meia-noite, eu ficava mais antenada a atitudes parecidas por parte do varão dos Diários Associados — o responsável para fazer do francês Jean Manzon o Leni Riefenstahl da Revolução do Dia das Mentiras e o orgulho da Rede Globo, e de Carlos Lacerda o governador de Guanabara, entre outras coisas.
Na biografia não-autorizado do varão de imprensa colombiano Julio María Santo Domingo, dono do jornal El Espectador e a TV Caracol, Gerardo Reyes do jornal El Nuevo Herald atribui a pérola seguinte ao varão da mídia:
“Los periódicos son como los revólveres: se los tiene para sacarlos cuando se necesita disparar”.
Pois é. Como bramava The Who:
Meet the new boss
Same as the old boss
(Conheça o novo patrão, o mesmo que o velho patrão.)
O impressionante é ver como essa tradição se mantem viva hoje em dia – no Brasil, entres os clãs Marinho, Frias e Civitá, especificamente. Dos Mesquitas, estou recolhendo uma bibliografia e pretendo debruçar sobre o caso no futuro.
Lá na altura da página 437, então, na segunda edição da Companhia das Letras (1994) eu achei o que podia ser a pior puta sacanagem já impetrada por meio do poder da imprensa.
E tudo, parece, por uma mera questão de ódio mesquinho e pessoal.
Deixa eu resumir. (mais…)
Add comment Dezembro 10, 2008
O Rei da Tailândia e o Corretor Suicido, ou, Navegar Não é Possivel

Acima: “Propaganda comunista apreendida pela policia após a derrubada de Jango.” Revista Time (EUA), abril de 1964
Deu na Gazeta Mercantil:
A edição desta semana da revista The Economist foi proibida de circular na Tailândia. O motivo alegado para impedir a venda da publicação foram artigos críticos ao rei Bhumibol Adulyadej, disseram funcionários de livrarias do país, embora não tenha ficado claro de quem partiu a ordem para a proibição.
Quem é rei desse pedaço?
Quem dá as órdens? Ninguém sabe.
A Carta Capital, numa matéria o título da qual — “Marcha pela família com Buda” — lembra a Marcha da Familia Com Deus pela Liberdade, acerta quanto às pretensões da direita rabugenta daquele país miserável:
Apoiada pelo rei, pelos militares, pela burocracia judiciária e estatal, a APD, incapaz de ganhar pelo voto, continuará a puxar o tapete até que o povo desista de votar ou se imponha aos militares.
São os DEM-PFL de lá. O papel do varão de mídia Sondhi Limthongkul, tipo um Roberto Marinho tailandês, é um capítulo a parte …
Mais para falar de anarquia em países chuvosos tropicais …
Um belo dia, eu seguia de carro rumo a um endereço na Moema.
Caia uma chuva infernal na Avenida Faria Lima.
Eu devia ter evitado o Largo da Batata naquela hora da tarde.
No meu colo, a versão impressa da mapa produzida pelo Google.
Add comment Dezembro 9, 2008


