O Inferno de Dantas, Pra Inglês Ver
Abril 7, 2009
O Portal IMPRENSA mostra uma certa preguiça que prejudica a matéria Relatório de Protógenes cita 25 jornalistas e fala em conspiração da imprensa (dia 6 de abril).
Sugere, por exemplo, que no seu relatório sobre a imprensa, o paranóico delegado Protógones “indica” o jornalista inglês Jonathan Wheatley como parte da “suposta conspiração arquietetada por Daniel Dantas:
No julgamento do delegado, a suposta conspiração arquitetada por Daniel Dantas possui ramificações internacionais, por este motivo, indica Luigi Ferrarela do jornal italiano Corriere Della Sera, Jonathan Wheatley, do norte-americano Financial Times e, por fim, Giacomo Amadori, da Revista Panorama (Itália).
O Financial Times é de Londres, que fica no Reino Unido,que é uma ilha beirando a Europa. Não consigo pensar num jornal menos norteamericano em estilo e atitude. São inglêses dos mais inglês.
Quáquáquá.
Mais: a reportagem da IMPRENSA obviamente não leu em detalhe o relatório do delegado doido (ou nem tanto), que tem o seguinte a dizer ao respeito do instruído profissional inglês:
A matéria do correspondente britânico aborda o assunto com neutralidade, atendo-se aos fatos e omitindo os detalhes a respeito da briga judicial entre o Citibank e o Opportunity, bem como as denúncias que pesam sobre Daniel Dantas. Isso pode ser explicado porque Wheatley escreve para o leitor inglês, o qual se interessa mais pelo aspecto geral da situação que pelos detalhes.
Na verdade, no análise de Protógenes, o Wheatley serve quase como contraponto ao atitude, por exemplo, de Marcelo Tognozzi do Correio Braziliense, que escrevia mais para o grupo de Dantas que para os leitores do jornal, atuando mais como assessor de imprensa como de jornalista.
Aqui no Brasil, vocês tem uma formação única e um so sindicato (FENAJ) para jornalistas e assessores de imprensa e relações públicas.
Eu posso trabalhar minha vida inteira como assessor e ainda me assinar de jornalista, a pesar de jamais ter feito uma reportagem segundo os padrões daquela profissão.
Assim, a confusão descrito pelo bom se não muito discreto delegado fica institutionalizada.
Por isso, vemos tantos casos como o ConJur, onde o jornalista-chefe mistura jornalismo com o negócio de assessoria, porque Chaer, ou jornalista-chefe, tambem funciona como publicitário-chefe, naquele jogo duplo que conhecemos tão bem como o saudoso “sambão dos conflito de interesses doido.”
Segundo nosso dito gringo, não se pode usar dois chapeus à mesma vez.
Aqui no Brasil — pode ser por causa da chuva — o jornalista que usa um chapéu só acaba empapado.
Divulgo que eu trabalho como correspondente para um subsidiário da empresa que edita o FT. Tenho inclusive cartão de visita!
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