Posts filed under ‘Código Dada Vinci’
Pega o Preguiçoso Ladrão!
YouTube informa: Segundo a Globo, o bicho-preguiça é ladrão!
Recebemos reivindicações de direitos autorais sobre o material que você enviou, como segue: de Rede Globo de Televisão sobre o vídeo «Execution Style: Globo on the latest military police scandal», legendado por C. Brayton
ID do vídeo: 7PEvxiQZjQk
Observação: incidentes repetidos de violação dos direitos autorais resultarão na exclusão de sua conta e de todos os vídeos que você enviou. Exclua todos os vídeos sobre os quais você não possua os direitos necessários e não envie vídeos infratores.
Se não estiver certo do que isso significa, é muito importante que visite nosso guia Informações sobre direitos autorais.
Pena que a Escola de Direitos Autorais no site do YouTube não pode ser embutido numa nota como essa.
Era uma vez que eu vivia fazendo montagens nas quais traduzi trechos de vídeos sobre assuntos da atualidade. Eu achava que estava tomando as providências necessárias e justas quando da identificação das fontes das materiais. Agora acho que será muito fácil ser mandado embora do YouTube, pela quantidade de «mashups» que já fiz.
Pelo visto eu deveria baixar todos esses «noticiários surrealistas» antes de perdé-los quando o Globo resolve me perseguir. Nos meus «mashups», sempre tentei seguir a regra de «fair use» — o uso de um trecho limitado pelo propósito de comentar criticamente.
Dos Anais do Noticiário Imaginário | Google-ICOA
Graças à Internet, é bastante fácil poluir o fluxo de notícias com comunicados forjados.
Fonte: Reuters
Por: Jack Shafer
Tradução: C. Brayton
30 de novembro de 2012 — Ontem, algum comediante empreendedor fez uso da PRWeb para divulgar um comunicado falso sobre a suposta compra de WiFi fornecedor ICOA por Google por $400 milhões.
Associated Press, Business Insider, Forbes, TechCrunch e outros publicaram matérias sobre a suposta operação — sem buscar uma confirmação de Google. Pouco tempo depois, AllThingsD desvelou o comunicado como um fraude, e as redações enroladas faziam mea culpas por sua imperícia.
As vitimas da brincadeira tinham razão pela autocrítica, e os pedidos de desculpas pareciam sinceros. “A nota foi errada, a gente nem tentamos confirmar com Google e a outra empresa envolvida.Deveríamos ter aguardados uma confirmação sólida antes.” .
Nem precisa ser mentiroso muito talentoso para enganar a imprensa com uma falsa noticia. Atrevimento pode ser suficiente.
Em fevereiro, o jornal Madison Capital Times foi enganado por um «release» forjado sobre deputado federal Paul Ryan, pedindo ao Instituto Smithsonian a tirar certas cartazes dos seus arquivos.
Em abril, um release fictício sobre um suposto pedido de conselhos aos contistas de Bank of America enganou Dow Jones Newswire.
Em junho, um release forjado sobre General Mills foi destaque no Dow Jones Newswire, WSJ Online, e Fox Business News antes que a falcatrua seja descoberta.
Em agosto, o Los Angeles Times foi duplamente ludibriado quando publicou uma matéria sobre uma farmácia — inexistente –reprimido pela polícia, fundamentada em dois «releases» impostores.
Infla e Desova
O comunicado Google-ICOA bem podia ter sido parte de um esquema «pump and dump» — o uso de boatos de manipular o preços de uma certa ação — segundo Technology Review.
O objetivo podia ter side manter um aumento de cinco vezes no preço das ações de ICOA por cinco horas, tempo suficiente para um operador no mercado colher lucro rápido.
Graças à Internet, é bastante fácil poluir o fluxo de notícias com comunicados forjados. Como a página da PRWeb sobre o preço do serviço explica, você pode mandar sua mensagem a “milhares do veículos jornalisticos” por apenas $189.
Lição do Dia | «Como Manipular Pessoas Pelo Controle de Informação»
Aegisub – mostrado acima – é um software pela produção de legendas sincronizadas com filmes.
Estou mais familiar com um pacote mais simples, Subtitle Editor — «redator de legendas» — mas achei que valia a pena aprender este, que permite mais controle sobre o posicionamento exato de fragmentos de texto.
Entrei nessa porque eu quis legendar uma entrevista interessante entre o Mano Brown dos Racionais e o Fernando Haddad, que aconteceu durante a campanha passada.. (more…)
«O Brinde de Obama Para Rupert»
Deu no Huffington Post:
- Reguladora do governo Obama planeja um grande brinde para Rupert Murdoch. Mas por quê? | Craig Aaron
Tradução minha.
E se eu dissesse que o primeiro passo a ser dado pelo novo governo de Obama após as eleições será um enorme vale-presente para o Rupert Murdoch?
Vocês responderiam perguntando, uai, úm brinde tão generoso para aquele cara dono do Fox News?
O mesmo que escandalizou a Inglaterra com espionagem industrial, chantagem e suborno?
O mesmo que acorda no meio da noite pensando, na sua conta de Twitter, o que fazer com “uma imprensa dominada por judéus”?
Puxa! (more…)
Argentina e Mídia | «O Monopólio da Cristina»
“O nível de concentração da mídia na Argentina é absurdo, nem a Globo no Brasil é assim. O Clarín vai continuar grande, talvez continue a ser o maior grupo do país. Mas terá que reduzir sua participação na TV a cabo” –Gustavo Bulla
Enquanto aproxima-se a aplicação da Lei de Serviços de Comunicações Audiovisuais de Argentina, cresce o número de versões e análises do fato. O assunto vem ganhando destaque entre jornalistas brasileiros em especial, levando em conta o trâmite de legislação parecida — embora menos draconiano — no Brasil.
Entre os mais curiosos pontos de vista:
- Governo de Argentina Tem Monopólio Sobre Informações | Daniel Politi, New York Times, 9 de agosto de 2012
A matéria tem o defeito de se basear em várias proposições de natura estatística sem fornecer pesquisas ou números específicos.
Tradução minha de um trecho da matéria.
O interesse da Cristina na mídia parece sempre surgir quando suas taxas de popularidade caem, como faziam recentemente após a forte vitória que a levou à reeleição.
Sem contar com uma oposição crível, a imprensa fica tratado como um inimigo conveniente. E não há alvo maior do que o Grupo Clarin, o maior grupo midiático argentino, com o qual a presidente está em pé de guerra desde 2008, quando os jornais e as emissoras do grupo favoreciam os ruralistas em greve.
Lembra o lugar comum dos grandes diários tupiniquins, de que na ausência de um partido de oposição credível e consagrado nas urnas, o papel de oposição cai nos ombros das Seis Famílias +1 — o Quarto Poder.
Kirchner conseguiu emplacar um projeto de lei sobre a mídia em 2009. Apesar de louvável em algumas partes — busca a diversificação do setor, que sofre de concentração desmedida — o PL parece enfocar Clarín em especial. Por exemplo, limita o número de licenças que uma empresa poder ter, proibe que uma única empresa seja dono de canais de TV aberta e canais de TV a cabo simultaneamente, e fixa um teto à participação de mercado.
E quantas são as emissoras do grupo hoje? Qual sua fatiada do mercado?
O Governo justificou essas pressões chamando Clarín de “O Monopólio.” Embora é verdade que o grupo muitas vezes tinha poder demais no passado, nos dias de hoje é o governo que mantem o verdadeiro monopólio de informações na Argentina.
As TVs e rádios são frequentemente obrigadas a emitir os discursos da presidente em rede nacional. Não existe qualquer lei que garante o direito ao acesso de informação público. E mais, graças aos generosos gastos do governo central em propaganda, agora há muito mais orgãos da imprensa favorável ao governo do que o contrário.
Trata-se de argumento cansado de que uma «imprensa chapa-branca» e «blogosfera suja» representam um canal de lavagem cerebral pró-governo.
Nosso repórter da Dama Grisalha — apelido carinhoso do Times — não tem a gentiliza de informar quais os números precisos dessa pesquisa, e quais as critérias de chamar um veículo de «afim da CFK».
A Lei das Mídias no Cablegate
Houve um cabo interessante no Cablegate-Wikileaks sobre a orígem da lei argentina que eu também vou traduzir.
ID | 09BUENOSAIRES1132
SUBJECT | DOES THE PASSAGE OF CONTROVERSIAL ARGENTINE ...
DATE | 2009-10-15 00:00:00
CLASSIFICATION | CONFIDENTIAL
ORIGIN | Embassy Buenos Aires
A tradução:
1. (C) Resumo: O governo argentino da presidente Cristina Fernandez de Kirchner (CFK) se salvou por um triz da morte pollítica ganhando a aprovação do Congress para um projeto de lei controversa sobre a mídia. O senado argentino aprovou a medida, No. 44-24 durante a madrugada do dia 10 de outubro, três semanas após a aprovação da casa baixa. CFK assinou a lei no mesmo dia e foi imediatamente divulgado no diário oficial — um velocidade inédita. A nova lei levará a mudanças regulatórias em três áreas principais: a propriedade de canais de comunicação social em massa, o regulamento de conteúdo audiovisual, e a implantação de uma agência reguladora. A aprovação da lei foi vista por muita gente como sinal do recrescimento do poder dos Kirchners, visto como bastante enfraquecido pelas perdas nas eleições. A oposição, que continua meio sem jeito, agora pretende impedir ou reduzir que a medida seja regulamentada, enquanto pelo menos um governo provincial e alguns lideranças políticas pretendem desafiar a lei nos tribunais. Ainda assim, a vitória dos Kirchners no legislativo pode augurar a passagem tranquilo de outros PLs pelo Congresso antes que ele muda de mão em dezembro. O que não muda, porém, a falta de popularidade dos Kirchner End Summary.
The Government Wins a Big Vote
——————————2. (SBU) Conseguindo a aprovação do Senada durante a madrugada do dia 10 de outubro, Cristina Fernandez de Kirchner (CFK) conseguiu passar um projeto de lei sobre a mídia sem este sofrer modificações. Para impedir que o inconformista Vice President Julio Cobos mexa com o texto da lei enquanto CFK estava na Índial, ele assinou-a no aeroporto pouco antes de embarcar. Foi imediatamente publicado pelo Diário Oficial, o que representa uma velocidade inédita para uma nova lei.
3. A nova lei levará a mudanças regulatórias em três áreas principais: a propriedade de canais de comunicação social em massa, o regulamento de conteúdo audiovisual, e a implantação de uma agência reguladora. Apos mais que 15 horas de debate, o Senado passou o PL com 44 votos a favor e 24 contras (quatro deles, entre os quais ex-presidente Carlos Menum, faltaram for razões de saúde. Em vários momentos da tramitação, 31 senadores, incluindo alguns do partido de governo, reclamavam mudanças em algumas das medidas da lei. CFK e seu marido, antigo presidente Nestor Kirchner, deixaram claro que qualquer emenda não seria bem-vinda, em parte porque assim o PL voltaria á Câmara, atrasando a passagem da lei dentro dos dois meses que restam antes de que o governo perde sua maioria em ambas as casas. Até quando foi apontado um error no texto da lei, que erroneamente estabelecia a revisão dos licenciamentos “semiannualmente” em vez de “bi-annualmente” as lideranças do Sendado não deixarem que corrija-se o erro.
4. (SBU) No fim das contas, o governo recebeu os votos de todos os senadores do partido de governo, além do voto de um Radical, um Socialista, e dois senadores nominalmente da oposição. O voto no Senado veio um pouco mais de tres semanas após o voto do dia 17 de setembro na Câmara dos Deputados, isso também sem emendas. (Passou com 147 votos em favor, 4 contra, 1 abstenção, e mais que 100 deputados que abandonaram o plenârio protestando o que chamavam de falhas no trâmite e pressa indevida. Ao redor de 5,000 apoiadores do governo comemorava o voto no lado de fora da Câmara pouco antes do amanhacer
5. Na esteira da percebida derrota do Frente Para La Victoria nas eleições de Junho, ficou claro que o governo continuaria com maioria até o começo do novo congresso no dia 10 de dizembro, embora muitos apostavam que a derrota tinha sido tão esmagante que o Governo de Argentina (GOA) teria dificuldades mantendo ordem entre seus deputados e senadores. Os votos no congresso mostram que essa expectativa foi errada. Nestor e CFK, com o poder orçamentário e outras formas de alavancagem de que dispoem, ficam comandandos seus legisladores, and continuam com a capacidade de convencer outros com argumentos. O lobby dos Kirchner assegurou que os contraversos artículos articles 161 and14 não foram modificadas, segunda a prensa local. Article 161 enfraquece o inimigo presumido nessa batalha, o Clarin Media Group, quando manda as empresas de mídia a despir-se de todas as licenças de emissoras além de um máximo de 10, e a fazé-lo dentro de um ano. O Artículo 14 fortalece o poder dos Kirchner sobre a mídia, dando o Executive bastante poder na renovação e revogação das licenças das emissoras
Senadores Governistas Criticam Monopólios de MídiaMedia Monopolies
6. (SBU) Durante o debate prolongado, senadores do partido governante accusavam os críticos da lei de serem fazendo o trabalho dos monopólios. Senator Nicolas Fernandez de Santa Cruz disse que, enquanto “sempre haverá tensões quando discutemos o monopólio, os políticos tem que tomar lado.” Continuava dizendo que “nós estamos com quem não tem como se-expressar.” A Senadora Haide Giri de Cordoba descreveu como “o pior tipo de censura” “aquela que não se vê and que continua sendo praticado dentro dos maiores monopólios. Senador de La Pampa, Ruben Marin disse que “Todo e qualquer monopólio ou oligopólio ferem a liberdade de expressão,” acrescentando que o PL das Mídias “quer assegurar que o poderio de monopólios não afeite a sociedade e seus governors.” Líder do governo no Senado, Miguel Pichetto enfatizou que a lei não forneceria “regulamento perfeito, and terá que ser emendada no futuro.
Oposição acusa o governo de limitar liberdade da imprensa
7. (SBU) Depois do fracasso de esforços de resistir o governor, senadores da oposição ocupavam-se com ataques aos motivos do governo. Acusaram que o GDA busca limitar liberdade de expressão and questionaram trechos do PL com argumentos de cunho constitucional. Senador da Coalizão Civica Estenssoro disse “essa lei cria um monopólio só,ou seja, o monopólio do governo nacional.” Outros, como Senador Delia Pinchetti, de Tucuman, questionarm os motivos do governor quando alvejou o Clarín. Senador Juan Carlos Marino perguntou por que o governo não está emendando o Código da Alfândega, que também remete aos tempos da ditadura, o qual facilita o desperdício de produtos agriculturais por meio de impostos sobre o setor.
As Preocupações de Tio Sam
8. (C) Empresas midiáticas dos EEUU gentilmente communicavam a autoridades do GDA sua preocupação com trechos da nova lei sem ligação com a disputa Kirchner-Clarin, na esperança de que essas preocupações serão revisados quando as novas regras são regulamentadas.
Altos autoridates do GDA prometeram que iam, mas avisaram que se eles pressionaram o debate com suas reivindações ante o voto no congresso, não seriam ouvidos durante a etapa de regulamentação. Alguns analistas acreditam que regras e idiossincrasias processuais vão adiar a implementação por mais dois ou tres anos, pelo menos.
Pesquisas de Opinião sobre a Lei dos Médios
9. (C) Durante o debate no Senado, vários senadores favoráveis à legislação externalizaram raiva ou ressentimento pelo tratamento recebidos às mãos da mídia, e o governo nitidamente ganhou apoio pela má-fama de mídias nativas, e o Clarín em especial, no seu tratamento, tomado como “irresponsáve,” de figuras do cenário político. À mesma vez, pesquisas recentes sugerem que, embora há apoio geral para a Ley dos Médios, também há um questionamento dos motivos do governo. Uma pesquisa de Management & Fit que ouviu 1,200 cidadãos em 13 distritos eleitorais, realizada antes do voto no Senado, 69% disseram que o PL representava e foi reduzível a uma briga entre Clarin e o governo. Mais, 67.7% acreditavam que o objetivo da lei e “controlar a mídia” enquanto apenas 23% acreditam que a medida mira nivelar o campo de competição. Por final, 64.3% disse que a lei infringiria na liberdade de expressão e uma proliferação de mídia nas mãos do governo.
Recursos Jurídicos Prováveis
10. (SBU) Tem sido amplamente divulgado que Clarin e outras empresas midiáticas apelarão aspectos-chaves da nova lei. A Provincia de San Luis, encabeçado pelo Peronista Alberto Rodriguez Saa, deixou saber-se de que ia desafiar o suposto infringamento de atributos provinciais sob a Constituição. Os recursos podem atrasar a implementação de alguns pontos, inclusive os divestimentos obrigatórios às empresas de mídia. Lideres da oposição fazem barulho dizendo que vão revisar a nova lei após a convocação do novo Congresso, o fato é que a oposição mal terá os dois-terços de ambas as Casas necessárias a derrotar o veto presidencial.
11. (C) Há muito exagero nos argumentos de ambos os lados, onde o governo pregava o fim de monopólios e a oposição vaticinava o fim da liberdade da imprensa.
No fim das contas, porém, acreditamos que o setor de mídia na Argentina, daqui dois anos, serão bem parecido ao setor de hoje: múltiplos veículos expressando uma variedade de pontos de vista, alguns ásperos na sua crítica dos poderosos, e outros de bom grado cooptados por verbas publicitárias do governo.
Anti-ALEC: Vídeo do PR Watch Para Brasileiro Ver
Enquanto nos Estados Unidos o lobby é uma atividade considerada como parte do processo político (ser lobista é uma profissão reconhecida e a atividade em si é regulamentada por leis), em outros países como o Brasil, a atividade é informal e não regulamentada, o que pode dar margem a interpretações de corrupção. –Fonte: «Lobby» | Wikipédia
Como muitas crianças norteamericanas da minha geração, Lisa Simpson, filha do Homer e primo do William Bonner, cresceu aprendendo o civismo patriota de programas infantis como aquela satirizada nesse vídeo do projeto PR Watch – Observatório das relações públicas.
Nesse caso, um desenho animado recriado pelos roteiristas dos Simpsons narra como um PL vira lei dentro do processo constitucional.
Quando o palhaço Krusty é eleito a uma vaga no Congresso, porém, Lisa fica desiludida com o processo após tentar ajudá-lo a passar um PL que visa reduzir o barulho vindo do aeroporto de Springfield.
A crítica à ALEC — «governo limitado, livre mercado e federalismo» — parte do fato de que tais associações, conhecidos como organizações 501(c)(4), não tem o dever de divulgar seus doadores e finanças, como se fossem entidades de caridade. A fronteira entre propaganda partidária e expressão tópica fica bastante flexível.
Em nosso caso, então, algo bem parecido com a caixa dois está protegida por brechas na própria lei de financiamento de campanhas eleitorais.
Assim, doadores como os irmãos Koch — apenas Bill Gates tem fortuna maior — conseguem multiplicar suas doações além dos supostos limites.
Um Computador por Aluno | O Blecaute
Uma pergunta simples: por quê será que o programa Um Computador Por Aluno fracassou no Brasil?
Evangelistas do programa, capitúlo do One Laptop Per Child, tendem a culpar políticas e atitudes que, como dizemos, «don’t get it» — que são Luditas cegos às possibilidades milenárias do projeto. Assim me parece argumentar o Nelson Pretto, por exemplo — assunto tocado numa nota no meu blog em inglês. Ele escreve,
De uma maneira bastante equivocada, a meu ver, o MEC praticamente interrompeu o programa Um Computador por Aluno, sem nem mesmo ter sido possível se fazer uma profunda avaliação do que significaram os cinco anos do projeto no Brasil. As cinco primeiras escolas entraram no experimento inicial no ano de 2007 e a constatação deste abandono, entre tantas outras que bem conhecemos por estarmos envolvidos no programa, está no próprio site oficial do UCA: a última notícia publicada é, pasmem, do final de 2010!
Mas existem razões muito mais práticas pelo atraso aparente do programa aqui, entre eles o fato de fracassos do programa em outros paises que assinaram embaixo. Por exemplo:
Eu traduzo a nota da peruana Kiko Mayorga, que critica a brecha entre propaganda e a realidade técnica do projeto — que faz com que os números proporcionados pela mapa do projeto ficarem exagerados.
Eu soube que ainda nem podemos contatar por e-mail os responsáveis pelas 3,5 mil “salas de inovação” no Pais. Nem sequer temos os endereços de profesores utilizando o XO. Temos menos que 5% das 200 mil máquinas ligadas à rede, portanto não tenho qualquer noção de onde estão. Alem disso, temos poucos casos de éxito.
Segundo o mapa do OLPC, porém, Peru teria 980 mil máquinas XO.
Fiz uma pesquisa no Google pela frase”OLPC Peru” e busquei no Youtube. O que eu descubri foram exemplos estarrecedores da brecha entre realidade e publicidade. Eu achei alguns vídeos assustadores feitos por nosso governo, em estilo próprio à propaganda, dizendo qualquer coisa que publicitários, trabalhando muito longe da nossa realidade, achava convincentes
Outro texto, de Wayan Vota da Rwanda, conta como a falta de infraestrutura básica atrapalha a adoção da tecnologia.
Cinco anos atrás, Rwanda anunciou a sua participaçação no programa OLPC, e dois anos atrás o pais encomendou 120 mil laptops XO. Segundo o ministério de educação do Pais, porém, apenas 57 mil foram entregues.
Porque demoraria dois anos para entregar os 57 mil, cinco anos após anunciar que iam entregá-los a cada criança do pais? Há bastantes razões políticos e educacionais, mais segundo o relatório do Ministério de Educação, a razão técnica mais óbvia é a falta de eletricidade.
Como propulsar todos estes XOs?
Nkubito Bakuramutsa, coordenador do OLPC no Ministério de Educação, explica que 56,607 laptops foram distribuidos e que até o fim de junho desse ano o OLPC espera ter distribuido 100.000. Comentando a falta de eletricidade nas escolas, ele dise que a eletrificação tem sido um desafio maior na implementação do projeto.
Foi exatamente isso que foi o calcanhar de Aquíles do programa mexicano Enciclomedia, de 2006: algumas das máquinas, que iam baixar materiais escolares de um servidor maciço, foram roubadas e convertidas em máquias de caça-níquel (!) enquanto outros foram entregues a escolas sem condições de utilizá-las. Além do qual não houve treinamento adequado de profesores da rede pública.
Na Rwanda,
“O primeiro passo tem sido a reparação da eletricidade nas escolas, assegurando que todas são equipadas com luzes e pelo menos quatro tomadas capazes de recarregar 60 unidades à mesma vez,” disse Nkubito.
Bakuramutsa disse que 150 escolas já receberam a reforma e que mais 90 a terão até junho. O ministério também planeja a instalação de paneis solares em escolas não ligadas à rede nacional.
O Rwanda não é o único pais a sofrer a falta de eletricidade como uma barreira maior à distribuição do XO. Em Peru, um estudo recente do IADB- BID descubriu que 5% das escolas que receberam XOs ainda não têm eletricidade, enquanto existem escolas consideradas eletrificadas que não têm condições de receber os XOs — algunas tem uma única tomada, no gabinete do diretor. Isso não será o suficiente para propulsar várias dúzias de XOs.
Na Nigeria, a situação foi ainda pior. O custo de eletricidade, escandalosamente caro, não atrapalha apenas a entraga do XO. O gerador comprado para fornecer energia aos XOs teve que ser armazenado no gabinete do diretor para evitar roubo, foi propulsado por gasolina cara, e, além disso, precisava de manutenção constante que demora vários dias. O que é pior, o gerador quebrou, Worst of all, the generator broke down, apagando o UPS do servidor da Internet.
Afeganistão ainda procura soluções de energia alternativa, inclusive por pedalos, enquanto na Quênia instalaram poder solar.
Portanto, se bem que a gente possa elogiar os avanços do Século XXI que nos trouxeram os XO e outros, o OLPC ainda está dificultado por barreiras técnicas do século passado.
Merece destaque também os críticos constantes e consistentes sobre a atuação de Intel e Microsoft na elaboração do projeto.
A Folha aos Noventa Anos
[http://youtu.be/3LujW-cYLjY]
Eu posso lhes ajudar com as legendas, que — me desculpe — tem alguns trechos de book-on-the-tablismo.
Brasil Em Guerra 1942 | Homenagem a Sylbeth Soriano
Nova e notável, uma homenagem à tradutora Sylbeth Soriano:
Eu tenho certo gosto ou predileção para filmes de propaganda daquela época, a época quando meu avó deixou a familia atrás para pisar nas areias de Normandia e pegar estrada até Berlim sob constante ameaça de morte.
Ainda tenho comigo uma lâmpada feita de uma bomba incendiária que caiu sobre a tenda dele sem explodir. E a pistola Luger que ele recebeu de um oficial nazista que se rendeu a ele.
Com respeito ao conteudo do filme, lembra muito o argumento daquele livro de Stefan Zweig.
«São Paulo, a Detroit do Brazil», ou Seja …
Nem tão novo assim, mas ainda admirável, o documentário seguinte sobre a livre imprensa no Brazil durante a Segunda Guerra Mundial:
Eu tenho um certo fascínio com as curta-metragens do princípio e o meio do século passado — e filmes documentários em especial, pre-cursores da moderna programação de canais de TV a cabo, tal como a Discovery e NatGeo.
Na época, havia sim o infotenimento — a mistura de educação com entretenimento — nessa produção toda de curtas exibidas antes do fime principal, mais em geral, apelava à curiosidade da platéia, convidando o telespectador a um sentimento de humanidade compartilhada e não a suas crenças e preconceitos. Eram bem-humorados e espirituosas sem diluir o aspecto educativo. (more…)








