Clipping: A Tosquia de Notícias

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Clipping e advanced search: estrangeirismos tipo zapping ou coffee break. O mundo é minha bola de sorvete. De milho, de preferência.

Para o viciado em notícias, talvez o melhor blog do Brasil seria o Clipping do Ministério de Planejamento.

Lá, dá para ver, de imediato, quais são os destaques e pautas de todos os jornalões e semanários formadores de opinião. Aí, dá para ver facilmente qual é o vil jogo deles, não dá?

Radiobrás tambem tem seu clipping — serviço de recortes, em bom português — mais só para servidor público.

O serviço do Planejamento sofreu (or aproveitou, dependendo do seu ponto de vista) uma mudança importante nas últimas semanas quando deixou de utilizar o servidor ASP de Microsoft e introduziu o Zope, um software livre para portais internetisticos (se me permitam o Seu Creysonismo).

Segundo a última fonte de toda sabedoria (e bobagens):

O ASP (de Active Server Pages) é uma estrutura de programação em Script que se utiliza de VBScript, JScript, PerlScript ou Python processadas pelo lado servidor para geração de conteúdo dinâmico na Web. Ele roda/corre nativamente em servidores Windows, através do serviço chamado de IIS (Internet Information Service) – o servidor web da Microsoft, ou do PWS (Personal Web Server) em ambientes com Windows 98. Além disso ele pode rodar/correr em outras plataformas, como Linux no servidor Apache quando usando um Módulo de um programa como o Tomcat

Resultado do qual, muitas vezes: Uma porrada de mensagens indecifráveis sobre erros no servidor, em vez do conteúdo procurado.

Teria sido mais educado informar, na página de entrada do velho portal, sobre a mudança de endereço, de clipping.planejamento parra clippingmp.planejamento.gov.br.

Eu passei uns dias meio pasmo por causa da mensagem “Nenhuma notícia no clipping” na página antiga.

Ue. A imprensa entrou em greve? Esgotaram já as reservas pre-sal de nhemnhemnhem?

Agora, é só completar o serviço e traduzir, por exemplo, “advanced search” como “pesquisa avançada.”

Eu gosto muito ver governos de paises emergentes deixando de gastar bilhões em direitos autorais por ano, abraçando o Software Livre.

Tem alguma coisa marxista em pagar muito para um serviço pelo qual você podia pagar menos? E aproveitar, de quebra, a transferência de tecnologia?

A eterna procura de pechinchas não é o grande motor do capitalismo e o livre mercado?

O fim da picada foi a notícia do que o TCU ia pagar 44.000 licenças de Microsoft Office — escritório, em bom português — para 34.000 servidores. Tem contadores capazes de datilografar com quatro mãos à mesma fez?

Sobre o qual, veja:

Isso é: Porque será que 34.000 contadores de favas precisam de 44.000 cópias do software?

(Sobre a discussão em torno de estrangeirismos — vocês sabem que vocês falam errado quase sempre quando tentam usar expressões tirado do inglês, não sabem? — veja aqui.)

Igualmente, a substituição do sistema operacional Windows CE com o Linux na famosa urna eletrónica — que agora virou uma caixa preta de código aberto, pelo menos.

Eu gostaria de ver o governo da minha pátria, o império decadente, seguir nas pegadas dos tupiniquin, inclusive.

Nosso novo presidente terá que ser mais mão-fechado com o orçamento, a maioria do qual está compremetida para pagar as “para-quedas douradas” dos altos executivos de bancos falhidos.