O Cordão do Colarinho-Branco!

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Ganho de presente da minha amada bicha-preguiça o livro-cançao AS MARCHINHAS DE CARNAVAL: ANTOLOGIA MUSICAL POPULAR BRASILEIRA.

Organizado por Roberto Lapiccirelli.

Editor Musa, 1996.

Como já escrevi, a vantagem que o cavaquinho tem sobre o tocador de MP3 e que, além de ser portátil e ter capacidade para inúmeras músicas, não depende da rede elétrica nem de cabos USB nem de poder baixar arquivos pela NET e portanto pode ser aproveitado durante apagões, panes, eclipses solares e lunares e até durante o fim do mundo.

Também, é mais divertido produzir a cultura do que só consumí-la, como se fosse feijão, cuecas ou lâmpadas.

Explica o organizador:

Não é que o carnaval hoje seja menos divertido, não. O que eu quero dizer é que está diferente, mais evoluído, mais organizado, mais técnico, menos improvisado. As músicas antigas parece que demonstram isso. Um carnaval ingênuo, sincero, humilde, alegre e, principalmente, popular. Exatametne coerente com a sua época. Portanto, este projeto tem por objetivo ajudar a preservação da cultura.

Eu levei o livro comigo ao almoço que tivemos com os sogros — o Doutor tem 72 anos agora, e parabens. A gente se divertia bastante com a obra.

Será que elé é? Chiquita Bacana lá de Martinica … Coitado do jacaré!

Essa última aprendemos no ano passado num Carnaval de marchinhas la na SESC Pompéia. Só tome cuidado de pedir desculpas quanto cante na presença da sua sogra.

Vamos levar o tomo conosco pra praia durante o fim do ano. Alugamos uma casa num canto bem escondidinho. Preciso comprar cordas lá na Teodoro Sampaio.

Em fim, fiquei inspirado e quero oferecer minha própria humilde marchinha para o Carnaval que se aproxima. Chama-se

O Cordão do Colarinho-Branco

Pensa mais ou menos no rítmo de “Água não é cachaça.”

Graças a Deus
O Tribunal Supremo
Me solta cada vez
que eu vou em cana!

Graças a Deus
Tenho facilidades!
Tenho amigos, advogados
E muita grana!

Graças a Deus
Tenho direito
De não ser algemado
ou grampeado!

Graças a Deus
Eu tenho defensores!
A imprensa marrom não deixa
meu nome ser enlameado!

O cordão do colarinho-branco
Jamais leva no xilindró (ó ó ó)
O cordão do colarinho-branco
Com o cordão da imprensa puxa-sacó (Daslu!)
O cordão do colarinho-branco
Bicheiros banqueiros doleiros ai que farra!
Quando se ouve da prisão a voz
É só lembrar o cara da sua caixa-dois
Quem usa colarinho-branco não esbarra!

É ruim, mais é minha.

Minha marchinha de Carnaval!

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