Meu Novo Cumpadi Lenny, Energúmeno da Multitarefização!

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Lenford "Lenny"

Ubuntu, a distribuição de Linux patrociniado pelo bilionário australiano Mark Shuttlesworth, está sofrendo um desgaste, principalmente entre usuários que tentam rodar o sistema em computadores móveis.

(Injustamente, talvez, na medida que trataria-se de uma decisão do time que mantém o kernel de Linux. Ainda não consegui descobir a orígem do mal.)

E parece que os responsáveis estejam nem aí, ou que a comundidade, que tem crescida bastante, não consiga mais ser ouvida pelo time de desenvolvimento.

O que eu entendo é que, com o lançamento da versão 9.04, os responsáveis pelo distro resolveram compilar alguns “drivers” no cerno (“kernel”) em vez de deixá-los em formato de módulos.

Assim, tiraram do usuário o controle sobre algumas configurações essenciais. A imprescindível module-assistant não adianta mais. Para tentar consertar, o usuário não tem opção senão aprender a compilar um cerno — eu proponho “cerno” como tradução de “kernel” como modesta contribuição à defesa de lusofonia — sob medida.

Eu já fiz isso algumas vezes (sem muito sucesso) e posso testemunhar que é um processo que deve-se ser começado na hora de dormir, porque vai demorar a noite inteira numa máquina aleijada como era a minha na época. São precisas innúmeras opções técnica, qualquer um dos quais podem estragar o desempenho do sistema caso escolher errado.

Para mim, o fim da picada foi a perda de controle sobre a frequência do CPU, o processador central, coração da minha querida macunaimáquina, como denominei o trem.

No momento, precisa-se de várias tentativas de inciação até poder começar uma sessão de GNOME estável.

Eu estava passando mais tempo cada dia fazendo pesquisa, manutenção e reconfiguração para tentar resolver a problema do que trabalhando no meu trabalho. O que simplesmente não pode ser. Eu gosto de aprender sobre as entranhas do sistema, e aprendi muito com o fracasso da minha tentativa de fazer o Ubuntu 10.04-alpha dar certo.

Mais no fim das contas, o computador para mim é um meio e não um fim em si.

O que fiz, então, foi instalar o Debian Lenny num disco USB external. Pensei que por ter muita experiência com o jeito Debian — base de Ubuntu — eu acharia mais simples manejar esse distro, com APT e Synaptic e a instaladora Debian e tudo mais.

Fui uma escolha fortúita.

Queimei um CD com o instalador mínimo da versão mais recente de teste, e instalei pela Internet direito a uma partição criada pela GParted no disco externo,

A instalação durou um pouco mais do tempo que precisa-se para saborear um charuto Partagas Milles Fleurs, aquelo purinho delicado e picante provindo da Havana — fruta proíbida para cidadão dos EUA, até em país terceiro.

Batizei a nova instalação, localizada num tijolo USB de armazenagem, de carmenmiranda, porque fiz a instalação no aniversário que compartilho com a pequena notável.

Além da complicação de sempre com apoio ao cartão de vídeo Nvidia — que já resolvi decenas de vezes no Ubuntu, aliás — o sistema inicializou-se pela primeira vez caprichosamente.

Tenho som. Tenho vídeo. Tenho os mais avançados e psicodélicos efeitos especiais para o gestor de janelas e área de trabalho, com compiz e GLX. Tenho telha de iniciação — “splash screen — bonita que funciona, o que a Plymouth de Ubuntu ainda não consegue fazer, atrapalhando o processo de inicialização.

E o que é mais importante, a gestão do procesador é uma maravilha.

Às vezes, com o Ubuntu, o melhor possível é conseguir uma sessão durante o qual o processador ficava resmungando e suando sob a carga máxima de 2.0Ghz, com o uso de um punhado de programas necessárias a minha rotina básica de trabalho — editor de textos Open Office, correio eletrònico e agenda, o navegador Google Chrome, e com frequência a OmegaT, ferramenta de tradução programada em Java.

Agora, com Lenny, posso “multitask” — que tal “multitarefizar”? (Assunto para Sarney e a Academia Brasileira e Letras) — como … como … como energúmeno, sem me preocupar com o desempenho do CPU-UCP.

Tenho todos as programas mencionadas aberta nesse momento, como uma carga na UCP de 22%.

Tudo isso até trabalhando com a versão “upstream” — geringonça que falta de equivalente em português até agora, que eu saiba — conhecida como Squeeze, até com alguns pacotes “voláteis.”

Salve Lenny, em fim.

Será que eles estavam pensando no colega e companheiro de boteco de Homer Simpson, Lenny Leonard?

Lenford “Lenny” Leonard é um personagem dublado por Harry Shearer. Ele trabalha na Usina Nuclear de Springfield e possui um mestrado em física nuclear, mas não é retratado como um acadêmico. Lenny parece ser um simples, muitas vezes ingênuo operário cujo melhor amigo é Carl Carlson.

Ele também é um herói de guerra, um três-jurado do tempo e um budista (embora muitas vezes é mostrado na igreja de Reverendo Lovejoy, e é a única pessoa que não seja o da Flandres que fica na igreja quando a cidade sofre uma lavagem cerebral por um culto, sugerindo que ele também pode ser um cristão, apesar de muitos personagens de outras religiões aparecem na igreja (O hindu Apu, p.e.x). Pode ser que ele seja como Lisa, indo à igreja por respeito à religião alheia.

Durante um episódio, ele é mostrado como um guitarrista extremamente hábil. Lenny foi também membro número 12 dos Stonecutters, paródia da maçonaria, que foi dissolvido para formar uma nova organização conspiratória com regra férra de “ninguém com o nome de Homer.”

Eu tive que revisar a tradução mal-feita do site Wikisimpsons. O perfil no Wikipédia Lusófono é mais lacónico:

É um dos “técnicos” preguiçosos que trabalham na Usina Nuclear de Springfield. Apesar de ser formado na universidade, trabalha pouco. É um grande amigo de Homer Simpson e anda sempre acompanhado por Carl, o que cria rumores de que os dois seriam homossexuais, já que nenhum dos dois é casado. Cliente assíduo de Moe’s Tavern também de vez em quando joga boliche com seus amigos.

Lenford feriu o olho durante a guerra. (Qual guerra? Jamais esclarecida.)

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