Meu Novo Amigo, Aluizio Amorim

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No meu análise incial da rede de blogs em apoio ao Instituto Millenium, eu disse, não disse?

Impressionante, eu achei, por exemplo, foi a ausência quase perfeita de concidências entre a rede dos 115 blogs em apoio assumidos pelo site do IMIL — seu “blogroll” — e os 138 blogs da rede Blogs Pela Democracia — ligado ao IMIL pelo endossamento de um blog de mais um covarde anônimo.

De todos estes 153 blogs, só há um nome em común emtre as duas listas: Aluizo Amorim, também conhecido como colaborador frequente da ONG-OSCIP Terrorismo Nunca Mais.

Uma amostra aleatória da prosa mais recente desse carioca filósofo de botequim:

“É lamentável o propósito dos ministros militares de abandonar seus cargos em protesto à investida do esquerdismo irresponsável, quando na verdade deveriam denunciar à Nação essa bolchevização botocuda do Brasil que vem sendo levada a efeito por Lula e seus sequazes …”

Acabo de ter aceito meu pedido de amizade com Aluizio no Facebook, dando-me acesso ao seu perfil.

Antes, a rede social do Ternumista e covarde anônimo foi o seguinte:

Antes, ele se dizia fã de Olavo de Carvalho e o Instituto Millenium.

Agora, constam os seguintes objetos de aprovação:

Substituiu o sacerdote gnóstico da Jaspora brasileira em Virginia pela ex-candidata e personalidade da mídia ultradireitista Sarah Palin, ex-governadora do estado de Alaska.

O Instituto Millenium não aparece mais.

A covardice anônima perdura, porém.

O Aluizo meu amigo se diz interessado em mulheres, encontros com mulheres, relacionamentos duradouros com mulheres, e talvez também contatos de negócios.

Entre os «links» do meu amigão,

BLOG ATUALIZADO COM ÓTIMOS POSTS

O blog em questão é o blog dele mesmo, naturalmente.

Se quiser ler jornalismo cidadão dos melhores, leia esse blog. Eu sou ótimo! A última nota:

Chamo a atenção dos Senadores para o relatório que confirma o que todos já sabem: a Venezuela é uma ditadura e não pode entrar no Mercosul. Falo também do Beautiful.people.com a rede social da internet que só admite pessoas bonitas.

Trata-se de Beautifulpeople.com, na verdade.

Metamorfoses Ambulantes: A Dimensão Sincrônica

Lição de casa: Uma nebulosa identidade virtual pode ser ajustada em qualquer momento para esconder ligações institucionais inconvenientes.

Conhecem a música de Hroquen Hraúl.

São todos uma «metamorfose ambulante.»

Por isso, o pesquisador precisa de uma memória.

Uma ficha de imagems da rede em determinado momento, por exemplo, para registrar mudanças sobre tempo.

Também dever conhecer ferramentas como a Wayback Machine, do archives.org, site dos Internet Archives.

Façamos uma análise do histórico do site de TERNUMA, por exemplo:

Em janeiro de 2001, por exemplo, destaque à seguinte declaração na primeira página:

Este vassalo que se curva, subservientemente, diante de seu líder ideológico, teve a desfaçatez de declarar: «Eu tenho horror de qualquer pessoa que tenha ligação com a tortura».

Quem disse foi o bom e velho Presidente Cardoso, segundo a Folha de S. Paulo de 30/11/2000:

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje que tem “horror” de torturadores, ao comentar a demissão do coronel Ariel de Cunto, diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Cunto foi afastado hoje do cargo depois de confirmar que havia nomeado um ex-tenente do Exército acusado de participar de sessões de tortura durante o regime militar para um cargo de confiança na agência.

Eu tenho horror de qualquer pessoa que tenha ligação com tortura, horror. Eu estive na Oban, eu sei o que é isso“, disse FHC, referindo-se à Operação Bandeirante, organização paramilitar que o deteve durante o regime militar no Brasil.

Na pagína de opinião do site de TERNUMA naquela época, o seguinte:

Por isso, quando ouço falar de uma nova safra de comunistas, saco logo meu passaporte.” –Olavo de Carvalho, filósofo (Época (Globo) de 24/07/00)

Fez o prometido.

Hoje dá aulas de filosófia na agreste de Virginia.

Os Amigos do Meu Amigo Têm um Pessímo Latim

Entretanto, da biografia do covarde anônimo para amigos de Facebook:

Sou jornalista, vivo em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil e possuo o blog: http://aluizioamorim.blogspot.com

Tem 92 amigos — eu entre eles, o que deveria nos lembrar que uma «amizade« virtual nem sempre implica o endossamento da pessoa — entre eles o «Summa Theologiae» [sic].

O latim está errado — o que os ingleses chamam de «latin de cachorro».

Eu tenho os dez volumes, em latim, da obra em questão, presente do meu grande amigo de Boston, John Paulin.

São os «Summa Theologicae», ou resumo da teologia (genitivo).

(Já ouvi debate sobre se a «summa» não seria o plural do nome neutro «summum», assim como «summum bonum».

Tem a versão Summa Teologica também  (a última ou mais alta teologia), mas eu sempre achava o santo mas humilde do que isso, cuidadosamente considerando os argumentos dos «auctoritatibus» e tentando quardar o melhor que achou em todos eles.

Éste e fã de Reinaldo Azevedo, a revista Veja, e Veritatis Splendor.

Include Consulting Solutions?

uma referência segundo o robô de Google.

Hospedagem anônima por nettica.com.

Charge na página de uma organização com esse nome no Brasil:

Várias buscas de «traceroute» dão resultados variáveis.

Desde die.net em Los Angeles, o indício é que trata-se de um domínio «estacionado» na cidade de Seattle, estado de Washington.

Outra, desde Telmex Chile, concorda:

Outra busca,  desde regis,tro.br concorda:

Desde minha própria macunaimachine — voltei ao Ubuntu, com minha instalação Debian (carmenmiranda@127.0.0.1) mantida para emergências — o seguinte:

Perdemos as pegadas no endereço 63.251.160.75, registrado mais um vez com (a empreiteira militar) ATT.NET.

Uma busca WHOIS nos refere à página WHOIS de arin.net.

Buscando naquele base de dados nos refere de volta à página WHOIS de arin.net.

A jibóia engole-se a si msmo.

Trata-se, então, de um site que passa pelos EUA e volta pro Brasil sem visto carimbado pela PF e Alfândega.

Esse site — hospedado nos EUA, aliás, onde sou gringo-cidadão por nascimento e preferência — passa?

Passa. (E durante a passagem, me ensina outro tipo de buscas WHOIS: RWHOIS.)

Uma vez a PF até me chamou para a sala lá atrás. Estava viajando muito, e portanto entendi. A moça foi bem educada comigo.

A devassa nas minhas malas flagrarou uma exportação maciça de cultura brasileira — discos! livros! folhetins de cordel! — coisa da qual o governo parece gostar.

Liberado na hora, sem futuras vistorias.

Sou extraterrestre de bem.