Um MONGO Transparente

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Project Syndicate nos dá um contraponto interessante ao tipo de MONGO — «media-orchestrating civil society organization» ou “ONG-OSCIP que pauta a mídia» — representado pela atuação do Instituto Cato, a Atlas Research Foundation, o Instituto Millenium, o RELIAL, a Fuerza Solidária, a UNOAmerica, e aquela reductio ad absurdam todo.

Ao contrário destes, o projeto responde ao «pergunta Alckmin» logo no começo: Donde veio o dinheiro?

Em março de 2010, integrantes do projeto incluía 435 jornais importantes em 150 países. Contribuições financeiras de jornais participantes em paises desenvolvidos apoiam os serviços fornecidos pelo projeto grátis ou com preço reduzido a integrantes em paises em desenvolvimento. Apoio adicional vem da Fundação Politiken (#) e o Instituto Open Society (#).

Se quiser mais detalhes, a entrada no base de dados WHOIS oferece um contato financeiro: finance@project-syndicate.org.

É assumidamente um MONGO nos moldes do Instituto Cato, sem a ofuscação sub-reptícia:

O Projeto Syndicate fornece aos maiores jornais do mundo comentários exclusivos por destacadas lideranças e formadores de opinião. Hoje, oferece 39 séries mensais e uma série semanal de colunas abrangendo economia, assuntos internacionais e filosofia.

O projeto tem o compromisso de manter a abrangência intelectual e alcance global que os leitores precisam para entender os debates e as decisões que formam suas vidas. Por isso, nossos comentaristas refletem a diversidade do mundo com todas as suas profissões, culturas e nacionalidades, e perspectivas políticas. …

Colaboradores incluem toda aquela turma que gira em torno de George Soros: Gorbachev, Jimmy Carter, Ban Ki-Moon, Tony «Invadindo Iraque Foi a Coisa Certa» Blair e o economista Josseph E. Stiglitz, autor de Globalização e Seus

Esse MONGO até conseguiu pautar a Veja dessa semana, em cuja páginas amarelas aparece uma entrevista com o economista Robert Shiller — notada com surpresa por Alberto Dines no OI.

Não deve ser tão suprendente assim.

A Veja não faz jornalismo próprio mais. Acabaram com o departamento de pesquisa. Simplesmente deixa-se ser pautado pelo MONGO que está na moda naquele momento.

Eu queria apontar, porém, as diferenças importantes na interpretação do princípio de transparência — valor central assumido pelo Instituto Millenium e seu exército Brancaleone de covardes anônimos — nesse caso.

As coisas mais simples têm importancia. O projeto tem endereço de rua em Praha, com telefone e fax. O hóspede do site támbem tem. Nenhum sinal de ofuscação técnica.