«Ese Tren Que Va Con Rumbo al Sur»: Endeavor e o MOSCOU Mexicano

Padrão

Me voy en ese tren
que va con rumbo al sur
y quiero que esta noche
tu me des mi despedida

Muy pronto volvere
primeramente dios
deseame buena suerte
pedacito de mi vida

LLegando a la estacion
del pueblo a donde voy
te mando un telegrama
pa´ que sepas mi destino
–Los Tigres del Norte, «Rumo al sur»

«Estou sangrando, Tati. Estou sangrando e morrendo. E provo um pouco do meu sangue: tem gosto de coca-cola.» –Roberto Drummond

Apesar de constantes panes na rede de NetVirtua — sequela do show de fogos de artimanha de 0200 horas hoje, quando vi os transformadores de Eletropaulo explodindo lá e cá no bairro todo — tenho um mapa mais completo agora para postar do IEE Brasil, o Instituto Empreendor Endeavor, e do seu central de controle e comando na sede internacional de Coca-Cola.

O mapa mostra a ligação do projeto, patrocinador do Instituto Millenium, com movimentos recentes no mercado dos telecoms — negócios no qual os Mexicanos Slim e Gil digladiam como toreiro e touro.

O que quero apontar aqui tem principalmente a ver, mais uma vez, com a conexão México-Brasil e a nova guerra Franco-Americano-Espanhol — visível a semana passada no leilão na Bovespa da Global Village Telecom.

Aviso: ¡Los mexicanos estan viendo rumo al sur!

Vamos abrindo as caixas de Pandora uma por uma.

Não há diretorias entrecruzadas entre o Instituto Millenium e o Instituto Endeavor Empreendendor Brasil — um iee.org.br para completar o iee.com.br do Instituto de Estudos Empresariais.

Mais a inclusão por referência do «IEE ponto org» — patrocinador do IMIL — na estrutura montada pelo «IEE ponto com» amplia bastante o «ecosistema» de Paulo Uebel, principal portavz do discurso golpista empregado.

Até ministro do governo militar tem.

E o quê podia ser pior, banqueiros multinacionais de Espanha, prontos para reviver a Guerra Civil dos anos 1930s.

O conselho consultativo também é muito interessante, como eu disse antes.

No Brasil — com suas dinastias de ACMs I, II, e III — a política é um negócio familiar.

Não é outro o caso aqui, com uma conselheira da revista Forbes — famoso por «ranking» de bilionário e brazilionários — prestando serviços de consultoria ao esforço que vários desses mesmos brazilionários estão dando para a candidatura de seu papai.

Vamos ficar de olho na cobertura dada pela revista.

Sempre era uma revista de que eu gostava entre os grandes semanários de negócios.

Desses outros dois, vocês terão que me informar.

Na Terra do Sol Aztéca

O papel de nepotismo não é muito diferente na política mexicana de tradição, familia e propriedade — representada pela organização quase mítica, El Yunque.

Como já contei, um dos escândalos que me deixou mais atônito e boquiaberto durante a campanha de 2006 no país foi a contratação pela commissão federal eleitoral (IFE) de uma empresa de TI pertencendo ao cunhado de um dos candidatos, Diego Hildebrando Zavala.

Lembre-se de que o base de dados de eleitores mexicanos, roubado por contratados de ChoicePoint, acabou nas mãos de Hildebrando.

Ainda hoje, o Hildebrando jacta-se de parceiros estratégicos gigantes como IBM, Microsoft e Oracle — esse útltimo responsável pela fracassada re-engenharia e informatização da Fazenda mexican sob o Auditor de Ferro, Chico Gil, de qual projeto sumiu um monte de grana.

Clientes ditados por Hildebrando hoje incluem Banorte, Microsoft, e operações de terceirização de serviços IT para New York Life (seguros) e IBM.

Outro episódio que pode ser chamado de escândaloso sem perigo de exagero, e até hoje jamais bem-contado, foi o fracasso total do projeto Enciclomedia, uma parceria pública-privada entre a Secretaria de Educação mexicana, o sindicato nacional de professores (SNTE)  e Microsoft.

Mais uma vez, com chocantes e descaradas pilhagens do erário público, essa vez pela Maestra, Gordillo, imperatriz absoluta do SNTE.

Veja

Agora, vemos que o sucursal do IEE (Endeavor) México, chefiado pelo diretor-executivo da Televisa, ainda inclui um conselheiro da mesma empresa, Hildebrando. Opa.

Obrigado por Morrer de Cáncer sem Reclamar

Da firma de advogacia White & Case, representado no conselho de várias empresas integrantes desse MOSCOU, também  terei mais a dizer depois.

Conheço a firma.

Estava entre as firmas que mais trabalhava na defesa da industria do cigarro durante a negociação do grande acordão — $350 bilhões, não foi? — com os estados e o Cirurgião-Geral da República.

No arquivo público de documentos no caso, constam mais que 23,000 documentos envolvendo o nome da firma.

Vocês acham que é por puro ocaso que essa firma envolve-se em projetos com o Instituto Cato, uma notória fábrica de pseudociência utilizada para ofuscar as questões de fato e lei no caso?

A luta aguerrida do grupo Modelo  e a FEMSA, assim como da Coca-Cola — sediada em Atlanta, Georgia, QG do grupo Endeavor, International —  para uma faixa do mercado brasileiro de cerveja e refrigerantes é bem conhecida.

Cabe apontar que o primeiro presidente PANista de México, Vicente Fox, já foi presidente de Coca-Cola México.

E o interesse de Televisa em fazer um presidente de sangue de Coca-Cola? Quem são os maiores anunciantes na TV? Refrigerantes e cerveja.

Para mim, é impressionante como o mesmo equipe da operação MOSCOU  — «Mídia Orquestrada pela Sociedade Civil de Oligopsonias Unidas» — de 2006 continua junto.

Nem um recuo tático, para deixar as coisas resfriarem, após o escândalo de Hildebrando, agora esquecido tanto pelos coyotes de Tijuana quanto o congresso dos EUA, que só fez uma CPI operação-padrão sobre o caso ChoicePoint.

Em fim, amigos:

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