Ciber-Dilma e a Gringada dos Estados Azuis?

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Uma novidade na questão de como será o cíber-Dilma de 2010:

‘Internet pode ser decisiva’, diz coordenador da campanha de Dilma.

Cuidado com essa reportagem aí.

O ex-diretor da Campus Party Brasil Marcelo Branco oficializou nesta segunda-feira, 5, que será o estrategista de redes sociais para a campanha de Dilma Rousseff, candidata à presidência pelo PT. Branco foi contratado pela Pepper Comunicação Interativa [e?] vai trabalhar com os americanos Scott Godstein e Joe Rospars, responsáveis pela campanha de mídias sociais de Barack Obama em 2008, além de Ben Self e Andrew Paryze, especialistas em marketing digital da Blue State Digital.

Dentro do duopólio partidário oficial — e bastante artificial — nos EUA, estados que votam Republicano são vermelhos e Democrata, azuis.

De acordo com o ex-coordenador da Associação do Software Livre, o trabalho terá em vista a base militante de PT e PMDB pela internet. Para Branco, ‘não tem como fazer uma campanha na internet com uma hierarquia muito superior entre os políticos e os cidadãos’. Sobre a relação da ex-ministra com as novas tecnologias, acrescenta: ‘A Dilma tem uma história relacionada à tecnologia’. Leia abaixo os principais trechos da entrevista ao estadão.com.br.

Fonte: Estadão via Blog da Dilma.

Aposto que eu possa adivinhar o que o rapaz dirá.

Não daria mais reclamar de ingerências de gringos, se a reportagem for verdade: cada campanha teria os seus agora.

Mais eu vou querer confirmação de outra fonte que não seja o Estadão antes de comentar o fato alegado.

Em 2006, eu perguntei, por e-mail, ao consultor americano James Carville se ele trabalharia para qualquer campanha em América Latina naquele ano.

Recebi uma resposta quase imediata dizendo que não, com bastante firmeza. Acho que entendo porque.

Foi naquele ano que Dick Morris e Rob Allyn, viajando sob disfarce e usando pseudônimos hispánicos, trabalhava na campanha de Felipe Calderón — contribuindo a campanha midiática «López Obrador es un peligro para Mexico», entre outras coisas.

Este tipo de participáção de quem não é cidadão é vedada pela legislação mexicana.

Não seria ilícita esse tipo de participação de estrangeiros numa campanha políítica brasileira também?

Eu entendi que sim.

Eu, cidadão dos EUA, não posso me afiliar ao PT ou PSD, doar dinheiro a Gabeira ou Marina ou César Maia, ou pedir votos para candidatos.

Assim eu entendi após uma leitura do Código Eleitoral.

Portanto, o Estadão seria denunciando, ou insinuando, a prática de ilegalidades aqui.

Não é?

Mais, a afirmação de que os gringos trabalharão na campanha falta atribuição a uma fonte, com nom ou sem.

Não diz com todas as letras que o próprio guru do Campus Party afirmou tanto.

Acredito só da boca do próprio cavalo, como nós gringos dizemos.

Mandei mensagem à agência Pepper pedindo confirmação.

Em observação.

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