A Mão Invisível do Millenium: Fechando o Círculo

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O nome de Adam Smith e a «mão invisível» são quase sinônimos no pensamento econômico moderno.  A «mão invisível» é entendida como uma regra geral segundo a qual as pessoas,  aos cuidando dos seus interesses pessoais, inconscientemente servem o bem-estar público. Mais a atribuição ao Smith é discutivel. Seu uso da metáfora foi muito mais modesto. A metáfora foi reinventada nos anos 1930s e 1940s para apoiar análises matemáticos do capitalismo (Samuelson, Friedman), associando-a com «ordem espontânea» (Hayek). O efeito tem sido uma ignorânica proposital de explicações muito úteis sobre o funcionamento de mercados, em favor de crenças quase-místicas em resultados imaginários, embrulhadas numa metáfora isolada do século XVIII que não explica nada.

— Fonte :Gavin Kennedy, «Adam Smith and the Invisible Hand: From Metaphor to Myth» (A mão invisível de Adam Smith: da metáfora ao mito), Econ Journal Watch (Atlas Econonomic Research Foundation, Washington, D.C.) Vol. 6. No. 2 (2009)

Com os análises dos últimos dias, fecho o círculo de um esboço da «ecologia digital» do Instituto Millenium do Brasil — atrás do qual achamos uma elaborada infraestura bancada (1) pelo Instituto Cato, com apoio do seu parceiro-fachada, (2) a Atlas Economic Research Foundation, além da agência digital contratada por essa última, (3) WirthlinWorldwide, subsidiária da Harris Interactive, e a (4) parceria de marketing entre Globo e o Endeavor International.

A missão declarada desse conjunto é fazer «a guerra mundial de ideais econômicas».

Flerta com a noção de um capitalismo autoritário, estilo Singapura:

Me sinto que consegui fechar o círculo, provisoriamente — pelo menos no que diz respeito à organização do meu próprio conhecimento dos fatos — bem no momento que o circo começa.

Também comecei a satisfazer minha curiosidade sobre a possível atuação do National Endowment for Democracy — um fundo pela «exportação de democracia e livre mercados» financiado pelo contribuinte estadounidense, em parte.

Como contribuinte, não concordo com este jeito de gastar o 39% do meu salário furtado pelo leão de Tio Sam.

Esse «produto para exportação » consiste de um modelo que eu cheguei a chamar do modelo «pipoca de microondas» — fruto da imaginação da publicitária — imaginária? — Faith Popcorn.

Fê vendida como se fosse pipoca. Está caindo na brincadeira agora?

Manda um time de USAID treinado pelas forças armadas, acrescente água, e presto! Democracia liberal e uma McDonald’s em cada esquina.

O mecanismo de distribuição desse produto é o que eu cheguei a chamar de uma MOSCOU: uma «Mídia Orquestrada pela Sociedade Civil de Oligopólios Unidos».

Esse argumento na verdade não passa de uma tentativa de desenvolver um corpus mais amplo de casos que apoiam e elaboram o trabalho de dois autores:

  1. Luis Nassif, que observa com muita perspicácia a importação do «estilo neocon» pelas redações da Editora Abril e outros vehículos
  2. Naomi Klein, que denuncia esse modelo de exportação no livro mostrado acima

Naomi nos mostra como, após a falência desse modelo em Iraq com a CPA — chamada por um editorialista do jornal maior circulação de Bagdá do equivalente moral, em termos de corrupção e crueldade, do regime de Saddam — o complexo militar-industrial dos EUA não abandonaram o modelo.

Buscaram melhorá-lo.

Tudo isso consta em documentos livremente disponíveis pela Internet.

O modelo MOSCOU, entretanto,  resume-se em um elemento de «design» compartilhado por todos os sites jornalísticos clientes da consultoria Innovation International — fundada por professores da Universidade de Navarra, instituição de ensino do Opus Dei.

Um dos exemplos mais escancarados de «advertorial»  ou «reportajaganda» já visto foi a capa da revista Veja que chamou a nova iPhone de «mágica».

Depois, a mesma palavra sairia da boca de Steven Jobs dez vezes por minuto: «this magic device».

Fica óbvio agora que o Abril tem, e tive, contrato de marketing clandestino com Apple.

Foi mais um sintoma do avanço altamente belicoso nos últimos anos pela mercadologia do setor de TI sobre o jornalismo tradicional de fatos apurados.

Quando um bando de hackers roubou o fórum da revista Caros Amigos no Orkut, por exemplo, deixaram uma pichação nua e crua:

VEJA, MELHOR REVISTA NO BRASIL! PARECE MÁGICA!

Modelo, Marketing, Mito

O marketing desse modelo «democracia de microondas» por meio de campanhas tipo MOSCOU depende, em torno, de um mito — o mesmo mito, na verdade, denunciado pelo jornal de pensamento econômico da mesma Rede Atlas como exatamente isso: o mito de «ordem espontânea» e a «mão invisível».

O mito é promovido entre a audiência de massa, ainda sabendo que é falso e distorcedor.

Assim, a capa de Superinteressante sobre «intelligent design», o creacionismo 2.0.

Observadores de propaganda nos EUA, como o SourceWatch, chamam a aplicação desse mito numa campanha publicitária estilo «guerrilha» de «astroturf» — literalmente  «falsos raizes do caipim»:

«… movimentos aparentemente espontáneos de cidadãos ou coalizações da sociedade civil que são concebidos, criados e/ou financiados por empresas, entidades de classe industriais, interesses políticos, ou empresas de relações públicas.»

O jornalista norteamericano Bill Moyers, em um discurso pronunciado ao plenário da Sociedade de Jornalistas Profissionais  (SPJ) em 2004 — eu estava presente — denunciou «uma guerra contra o jornalismo» pela indústria de relações públicas e propaganda.

Teve toda razão.

Não trata-se de exagero nem de teoria conspiratoria.

A estratégia é assumida e aperfeiçoada nos foros abertos aos profissionais dessa indústria, livremente acessiveis. Tem três fases:

  1. A desmoralização e minação dos alicerces econômicos do jornalismo investigativo tradicional, chamando o patrocínio direto o indireto por interesses mais ou menos transparentes de «inovação»
  2. Com a retirada do circúito critico representado pelo jornalismo tradicional , a desintermediação de mensagens de propaganda, com a entrega direta dessas mensagens ao consumidor-alvo por meio de personagens virtuais.
  3. A redução desse Jornalismo 2.0 às «notícias lite», com destaque para fofoca de celebridades, «drama humana» e «advertorial» — campanhas de propaganda disfarçadas de jornalismo, ou «reportajaganda$».

Sobre ponto (2), eu tenho chamado isso do «efeito Kassab-Kassabinho».

O golpe de mestre da campanha do prefeito — tecnicamente kassado — de São Paulo foi exatamente isso: a substituição da pessoa pela caricatura.

Kassab and L'il Kassab, 2006 mayoral campaign

Entretanto, o argumento apoiando essa transição para um Jornalismo 2.0 mais adequado aos interesses da Democracia 2.0 — na verdade uma nova versão do velho estado autoritário corporativista –é que se a mão invisível do mercado quisesse manter o modelo tradicional de jornalismo, a imprensa 1.0 não estaria beirando a falência.

A realidade é que quem mais promove esse argumento são carteis de mídia como Globo e Televisa — esse último com uma fatia invejável do mercado mexicano de 75%.

Um mito relacionado, portanto, é o do «monopólio merecido» — que às vezes beira a teologia gnóstica dos eleitos de Deus, como na cofradia  nebulosa El Yunque em México.

A grande arte de sofismas em geral é o cerne desse tipo de campanha.

Um dos piores sofismas de todos é o exagero sistemático do poderio das redes sociais virtuis — isso em um mundo onde a média de penetração da internet não passa de 22%

Um número muito provavelmente exagerado, aliás.

Na África, não passa de 4%.

Portanto, só quando empreiteiras das forças armadas dos EUA terminam a informatização do continente haverá uma voz coletiva africana de peso na conversa global.

Sobre à aproximação do «segundo superpoder» à «singularidade» pregada pelo futurólogo Ray Kurzweil — durante uma entrevista comigo em 2001, em pleno «estouro de boiada» da Bolha, ele previu a subida do índice Dow a 36.000 pontos até 2003! — cabe lembrar a crítica incisiva do autor de STATS, anotando a mortandade da maioria dos blogs no relatório «estado da blogosfera» annual de Technorati:

… essa medida [a queda de postagens por dia por blog] é um reflexo do fato de que os 50 milhões badalados por Sifry não é o verdadeiro número de blogs. É um número sem sentido, artefato de blogs passados e presentes, derelitos e moribundos, de entusiasmo virtual e preguiça manifesta.

O «segundo superpoder» é o Kassabinho do «superpoder 1.0», gente.

Que a retórica do «sebastianismo» ou «maoismo» digital — um discurso fim-de-milénio, apocaliptico e revolucionário que frequentemente faz apelo ao pensamento mágico — é altamente enganoso fica compravado pelo estudo da própria Atlas, eminência parda do Instituto Milleniumm, citado logo no começo.

A «mão invisível» dessa rede não passa de uma mistificação da «mão escondida» de covardes anônimos.

Isso, então, é o contexto que a desenvolvi para a deteção e o análise de casos futuros de MOSCOUs operando em nosso ambiente midiático.

A Teia do Milénio

Minha exploração da rede do IMIL por meio da «aranha» YaCy mostra a mesma«ecosistema digital» resumido na «caixa social» de tantos vehículos de mídia clientes de Innovation Internactional — desde USA Today (Gannett, EUA) até Libération (França).

Esses links são os «inputs» que alimentam os algoritmos dos agregadores de conteúdo, as pesquisas de mercado dos mercadologistas, e as «câmaras de eco» dos propagandistas. A militância político reduz-se ao «apoio de um clique só» — chamado entre nós de «clicktivism», ou ativismo do faça-clique.

Até agora, minha aranha ainda está trabalhando no análise de rede do IMIL, mas dá para fazer umas buscas interessantes nos resultados preliminares, como por exemplo:

Interessante nesse resultado de busca, eu achei, é a infiltração de uma voz dissidente dentro da propaganda milenária: «A democracia dos outros», por Guilherme Scalzilli de Caros Amigos, escrevendo num blog de WordPress — patrocinador, vale lembrar, da MOSCOU Alliance for Youth Movements.

Aparentemente, o WordPress é prestigiado pelos motores de pesquisa, especialmente Google. Eu estou sempre surprendido achar uma nota minha sobre determinado assunto na primeira página de resultados, dentro de 24 horas, por exemplo

Mas vamos começar com OrdemLivre.org — assumidamente o sucursal lusófono do Cato Institute de Washington, D.C. e portanto o «stargate» pelo qual chegam mensagens extraterrestres provindo da galaxia Rua K e Avenida Madison.

Elementos do ecosistema digital do IMIL presentes:

  1. Globo
  2. Blogger (Blogspot.com)
  3. Outros sites do Cato
  4. Veja
  5. Reddit (agregador algorítmico)
  6. YouTube
  7. Wikipedia
  8. Facebook
  9. WordPress
  10. Clientes de II: Guardian (U.K.)
  11. Independent (U.K.)
  12. Le Monde (França)

Um análise mais profundo dess nébula revela outras configurações:

O Wikipédia e o Twiiter são componentes essencias dessa MOSCOU.

O Cato, em especial, pratica o «maoismo digital» de Jaron Lanier em tudo que é edição em língua estrangeira da Wikipédia, marcando presença com sua bibliografia neoliberal para todos nós e patrulhando as fronteiras ideológicas como um bando de Afrikaaners armados de escopeta e defendendo o latifúndio.

O patrulhamento ideológico é feito por editores anônimos-covardes como o ínfame e censorioso DANTADD:

O Sífilis do Ubermensch

Um exemplo de «maoismo digital» que testemunhei alguns anos atrás na Wikipédia para inglês ver foi a guerra acirrada sobre o sífilis de Nietzsche.

Houve uma turba ensandecida fazendo de tudo mais tudo, até recorrendo a argumentos médicos dos mais abstrusos, para levantar medo, incerteza e dúvidas sobre um fato que poderia influenciar nossa leitura das obras tardias do pensador bigodudíssimo.

A mim, com uma aversão danada a qualquer pensador alemão que não seja Kant, em doses homeopáticos, não importa muito.

Falando em nietzscheanos praticantes, eis a visão «egocêntrica» da revista Veja dentro da rede atravessada por minha aranha, chamada de «trysteros silent e» — uma loura para quem consegue identificar a referênica:

Aqui parece um blog da Libération que observei nas redes de outras portavozes do Millenium. Curioso, vou atrás dele, dia desses.

Também constam todas a mídias sociais de grife e mais clientes de Innovation International.

Delicious, um serviço de «intercâmbio de laços» dito ultrapassado por alguns, é muito utilizado também.

Eu o utilizo para gerar uma coluna de manchetes escolhidas por mim, C. Brayton, no New World Lusophone Sousaphone, da minha autoria. Mas quase não uso as funções sociais — tenho Joiichi Ito na minha rede. Não sei porque. Preguiça.

Este poder ser dito um raio-X dos ossos desse corpus de textos interligados —  desse «link environment», como consta na ferramenta de análise de YaCy.

Mudando o foco agora dá para pôr o fígado e cérebro em primeiro plano, se quiser:

Embaixo, um complexo de Wikipédias na companhia de MSMs («mainstream media») gringos como CBS News e o Los Angeles Times.

Acima, uma densa nébula de blogues repercutindo Globo, Veja, e outras mídias de Innovation.

A aparência de ENRON.COM é interessante. Vou fazer uma busca para ver do que se trata.

Agora é a vez do Império Globo, acessado pelo portal G1, o agregador central — o «Central Scrutinizer» de Zappa, se quiser:

As Globo, com as centenas de vehículos que têm, apresentam uma densidade interna sem paralelo — formando  uma «câmara de eco» sem par.

Eu quis fazer a comparação nesse sentido com o UOL, mais parece que a rede da Folha espalha inseticida que impede a entrada da aranhas — ou pode ser que a aranha ainda não chegou lá.

Ah, não, consegui. Vamos ficar com o Blog de Josias, que aparece em toda parte, com destaque.

O mais interessante, porém, e o serviço de pesquisa da Folha no UOL. Dá para ver quais os ingleses para quem as pesquisas são feitas para ser vistas:

É muito importante à oposição — dita pela própria redatora da FSP de «enfraquecida» — convencer o investidor internacional a apostar as fichas nela.

Se aparecer que a Dilma vencerá com folga, como alguns já previram, esse investidor vai negociar com Dilma, deixando quem apostou errado lá fora no frio e a escuridão.

O Estadão — co-responsável pela política editorial do IMIL com a Veja — apresenta uma ossada quase idéntica — produto do mesmo DNA:

Em destaque:

  1. Apple
  2. Technorati
  3. Twitter
  4. TechCrunch
  5. BusinessWeek

Sobre TechCrunch — uma empresa egressa da rede FOX, da NEWS Corporation — leia «Porque TechCrunch deixou de vir para o Brasil» (inglêsportuguês).

Gringo anda falando mal de vocês.

«Fracasso mais épico na história»

Sobre a propaganda total de Apple, o Blue Bus destaca hoje a mais nova bugiganga nessa campanha sem fim com a manchete sensata, «É marketing ou notícia?»:

Já sabemos que foram mais de 700 mil iPads vendidos no final de semana, quase metade deles só no 1o dia, mas se você quer acompanhar as vendas em tempo real, nao se preocupe, tem um site para isso! :- ) Na página http://labs.chitika.com/ipad você pode acompanhar a estimativa feita pela empresa de propaganda de quantos iPads foram vendidos. Apesar de nao muito preciso, o método da empresa é bastante efetivo, já que conta quantos iPads acessaram a internet, e também mostra de onde provém os acessos desses aparelhos

Se fosse comigo, eu teria posto o afirmativo: «É marketing e não notícias, sim senhor».

«Informações imprecisas mais efetivas» sendo a mais pura definição de «factóide».

Um raio-X agora dos orgãos internos do Estadão 2.0:

Faz uso pleno de todos os canais de mídia social possiveis. Nodos interessantes:

  1. Huffington Post (Ariana sendo o PHA de lá — segundo PHA)
  2. Josias de Souza, que aparece em todas as diagramas (enquanto ainda não localizei o Noblat)
  3. Technorati de novo
  4. Google Notícias de novo
  5. Apple de novo
  6. FNAC

Seria interessante isolar e estudar a presença de anunciantes e patrocinadores nessas redes dentro da rede IMIL.

A absoluta centralide de Twitter nessa ecosistema digital merece um raio-X da rede como consta no «ecosistema» do regime de mil anos.

Se esta é uma visão da Via Lácta, eis o Cruzeiro do Sul — ou talvez seria o Urso Maior do outro hemisfério:

A Folha de S. Paulo começa a aparecer aqui.

Eu não consegui uma diagrama de FOLHA.UOL.COM.BR, mais tem muito redirecionamento dentro daquele domínio. Talvez esses outro endereços darão acesso.

(Consegui lá encima.)

O Josias de Souza é onipresente em todas essas redes, pelo qual eu diria que ele podia ser um porta-voz importante da campanha.

Terei que voltar a lé-lo para saber — infelizmente.

Geração Ypsilon, Globo e os Mafiosos Cubanos de Miami

Note-se também a presença de DESDECUBA.COM — hóspede do blog  «Generación I Griega», que ecoa a campanha de Globo e Endeavor, «como a Geração Ypsilon está mudando o mundo de negócios».

A Livraria Cultura — patrociniador de Mídia Sem Máscara (Olavo de Carvalho) — consta também.

Em fim, eis o IMIL do ponto de vista «egocêntrico» dele — diagrama ainda para ser gerada.

Acho que preciso reiniciar antes.

Java tende a entupir minha máquina.

sudo killall java

Eu, o superusuário, tenho o poder de morte e vida sobre todos os demônios comportando-se mal nessa macunaimáquina!

Meus amigos linguistas dirão, «Nós avisamos, não avisamos?»

Avisaram.

Aqui ô.

Tudo que é agregador e multiplicador de conteúdo é utilizado, desde del.icio.us até formspring.me — esse último o foro virtual predileto de César Maia quando não está trabalhando no seu ex-blog — sou assinante — ou no Twitter.

Pratica o jornalismo de Ctl-C, Ctl-V no Facebook, MySpace, Linked e Orkut. YouTube, Vimeo e Flickr hospedam imagens e vídeos, enquanto serviços de (suposta) medição como Technorati e SiteMeter são utilizados para medir a escala da rede criada — muitas vezes com imprecisão IBOPEsca.

SESC-SP e o Ministéria de Cultura constam na rede, mais não consigo entender como o porque.

Veja, Globo o Estadão e a FSP marcam presença.

(Preciso aumentar o tamanho da imagem para conseguir maior separação entre os pontos individuais e entender melhor as ligaçãoes)

Em outra perspectiva, notei a presença também do Electronic Frontier Foundation, campeão do anonimato na rede e fundado por um empreiteiro da USAID agora alojado no Berkman Center de Harvard, Ethan Zuckerman.

Também consta o Creative Commons, fundação que acha que vocês são shiitas egoistas nessa questão do seu patrimônio intelectual e biológico.

Quem é Dono da Palavra?

Já ouviu do caso da empresa alemã que conseguiu os direitos internacionais ao uso da palavra «rapadura»?

Utilizava para uma marca de açucar natureba, e queria impedir os fabricantes do Nordeste — artesãos de um produto com uma tradição, uma lavoura arcáica, de séculos e séculos — de usarem o nome.

E para completar, os agregadores de blogs, todos eles, desde Google Blog Search e Twingly até BlogBlogs — este último da Editora Abril, acabo de descubrir:

Em fim: todos os conteudutos levam à Roma.

A mensagem repercute-se e todos os canais, virando a Segunda Natureza cultural de Adorno.

(Menti. Tem outros alemão que consigo aguentar em doses homeopáticos.)

Colado de um daqueles sites com ensaios académicos para facilitar a vida de baladeiros plagiadores:

Ao aprofundarmos a relação entre corpo e técnica no marcos do conceito de domínio da natureza no pensamento de Adorno, como desdobramento do objetivo acima exposto, a técnica é interpretada como uma espécie de segunda natureza, não como humanização, mas sim como catástrofe — conceito central na filosofia da história de Adorno –, que engendraria um profundo processo de esquecimento do nosso passado, da nossa relação de compartilhamento com a natureza, ao mesmo tempo em que sua força proviria justamente desse esquecimento.

Os mitos trans- ou pós-humanos do «maoismo digital» — e o discurso do apocalipse-revolução-catástrofe — tinha um sábio intérprete naquele alemão exiliado em Los Angeles e observando a indústria de cultura em formação de primeira mão.

Leia-se também o épico cómico-amargo de frustração sexual de Vinicius, «História Passional, Hollywood, California»:

Preliminarmente, telegrafar-te-ei uma dúzia de rosas
Depois te levarei a comer um shop-suey
Se a tarde também for loura abriremos a capota
Teus cabelos ao vento marcarão oitenta milhas.

Dar-me-ás um beijo com batom marca indelével
E eu pegarei tua coxa rija como a madeira
Sorrirás para mim e eu porei óculos escuros
Ante o brilho de teus dois mil dentes de esmalte.

Mascaremos cada um uma caixa de goma
E iremos ao Chinese cheirando a hortelã-pimenta
A cabeça no meu ombro sonharás duas horas
Enquanto eu me divirto no teu seio de arame.

De novo no automóvel perguntarei se queres
Me dirás que tem tempo e me darás um abraço
Tua fome reclama uma salada mista
Verei teu rosto através do suco de tomate.

Te ajudarei cavalheiro com o abrigo de chinchila
Na saída constatarei tuas nylon 57
Ao andares, algo em ti range em dó sustenido
Pelo andar em que vais sei que queres dançar rumba.

Beberás vinte uísques e ficarás mais terna
Dançando sentirei tuas pernas entre as minhas
Cheirarás levemente a cachorro lavado
Possuis cem rotações de quadris por minuto.  …

Não quero dá um «spoiler» sobre o desfecho delicioso. Faça uma (minúscula, porque maiúscula é propriedade intelectual) google.

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