A Revolução Apple de Martha e Moraes

Padrão

Sem dúvida alguma, o blog de Andre de Moraes forma parte de uma campanha de marketing guerriilha da empresa Apple Computers — o que vale hoje em dia, na nova época de «empresas-redes», para o complexo, ou zaibatsu anônimo, Intel-Apple-Microsoft.

A cadeia de tolos que leva à empresa Apple Computers é o seguinte.

  1. Andre de Moraes de Oncovô Propaganda tem outro blog sobre o Mac, segundo ele
  2. O responsável pelo blog, Vicious.com.br, segundo WHOIS, é Leonardo Rosa Silva Barbosa
  3. Leonardo Rosa Silva Barbosa é o autor do site Apple Addicted
  4. O responsável pelo site Apple Addicted é Victor Gonçalves Anselme
  5. Esse último é autor do site victoranselme.com, hospedado com LocaWeb
  6. O contato desse site é victoranselme@mac.com
  7. O DNS do site mac.com é apple.com
  8. Apple.com mora no servidor APPLE.COM.WAS.PWNED.BY.M1CROSOFT.COM, entre outros:

É uma piada cruel e bem «nerd». Sobre  a gíria «pwned»:

“Pwn” ou “Pwned” é um estrangeirismo de gíria da internet usado comumente em comunidades de jogadores quer dizer que a pessoa foi humilhada por outra pessoa, ou por um grupo. É uma variação de owned, porém mais ofensiva.

Eu já soube de «0wn» — com zero em vez de o Ó do Borogó — como um termo para a grilagem de sites alheias, «own« sendo o bom e velho anglosaxão para «possuir»

Um ato de «0wning»  que aconteceu no Orkut foi a grilagem da comunidade de Caros Amigos, com a pixação:

VEJA A MELHOR REVISTA DO BRASIL! PARECE MÁGICA!

A implicação e que hoje em dia, Apple não é dono do seu próprio nariz.

Microsoft que seria. Tem fatos em apoio.

Apple.com hoje:

Veja, durante o lançamento do iPhone:

Fotocrédito: Fotoagência NMM(-TV)SNB(B)CNN(P)BS-Tabajara (quer dizer, o bloco de eu sozinho. Tirei o foto na paderia Letícia da vizinhança.)

Sobre Andre de Moraes, veja também

Rumorologia

O manual da ciência de rumorologia, cabe lembrar, foi escrito por J.J. Rendón, do CENTROPOLITICO.ORG, na Florida International University.

Lá pode ler, em detalhe, ora sobre o uso defensivo ora sobre o uso ofensivo de boataria.

A revolução em cadeia seguinte encaixa-se muito bem nesse modelo.

Tem outra cadeia de tolos que podemos constatar com um grau razoavelmente alto de confiança.

  1. A agência Oncovô é autor de um site repercutindo o marketing móvel de clientes da agência DPZ
  2. A agência DPZ tem como cliente o Grupo Abril
  3. Veja, do Grupo Abril, acusa o «guru do PT» de ações-guerrilhas de marketing anti-éticas
  4. Esse meme apareceu no site de Andre de Moraes, de Oncovô, dia 28 de março, insinuando que o Blue State, consultor de Obama, ia trabalhar para Cíberdilma
  5. O factóide foi repercutido pela Agência Estado — esta, junta com a Veja, integrante do conselho editorial do Instituto Millenium (leia-se Atlas-Cato)
  6. Com base no factóide distribuido amplamente, o sarcasmo de Reinald Aze(ve(ja)do dia 6 de Abril.
  7. Depois, a máteria no blog de Moraes foi escondida e alterada, tirando a referência ao Blue State
  8. Blue State organiza MOVEMENTS.ORG, na rede da qual consta o projeto YOUTHACTION NET
  9. O patrocício de YOUTHACTION no Brasil vem de SYLVAN LAUREATE, dono da Faculdade Anhembi Morumbi e a BPS de São Paulo.
  10. O endereço físico da agência Oncovô até esta virar «virtual» foi o mesmo da empresa EDUCATION FIRST, maior empresa de ensino superior privado no mundo.
  11. A sócia em Oncovô, Martha Gabriela, é professora contratada de ambas as faculdades da SYLVAN LAUREATE em São Paulo, além de dona da agência New Media Design, entre os clientes da qual ganhadores de prêmios iBest e responsável pelo site AllHealthNet.com (EUA).

Na verdade, ela é realmente muito boa com interfaces programadas em Flash. São simples, leves, e intuitivas. Gostei.

A Política de Ofuscação

Importante é anotar a política de privacidade que permite a lavagem de identidade que possibilita uma montagem de sites no Brazil orquestrada desde o Vale de Silício.

A política de privacidade de LocaWeb:

Alguns hosts internacionais, ao registrarmos um domínio com os mesmos, as informações contidas no Whois são modificadas, afim de manter a privacidade do dono do site. Um exemplo disso é o serviço oferecido pela http://domainsbyproxy.com/ e pela http://www.active-domain.com/whois-proof.htm. A Locaweb poderia adotar medida parecida, afim de manter, sob sigilo, os dados dos donos de domínios internacionais.

Quer dizer que a empresa oferce serviços de anonimato ofuscado.  Haverá sites hospedados e gestados no EUA que aparentemente serão sites no domínio .BR. O hóspede mentirá para ofuscar o fato.

Campanhas Virais

Uma observação sobre campanhas virais dentro deste esquema.

Uma novidade para mim — ninguém consegue ficar atualizado hoje em dia sobre todos os projetos utilizando os APIs das redes sociais, muitos deles realmente bacanas — e Twibbon, um dispositivo que coloca uma bandeira promovendo uma causa ou produto no Twitter e Facebook.

Nesse caso, a bandeira e da campanha «eu sou viciado em Mac».

É um exemplo simples e claro da «militância faça-clique», ou «clicktivismo» entre nós ianquimperialista.

Cabe lembrar de que, com minha 999 contas de email do meu domínio pessoal, transformadas em 999 contas de Gmail, eu podia criar um «bloco de eu sozinho» de 999 contas de Twitter apresentando 999 bandeiras de «eu sou viciado em Mac» ou «eu sou um indívíduo único na história do Universo».

Dia desses vou fazer uma demostração disso.

Quem tem ideias para uma campanha subversiva que depois podiamos divulgar como uma falcatrua-brincadiera? Eu estava pensando em «Orgulhoso cidadão de Laputa», da utopia satírica de Jonathan Swift. Ou talvez algo mais brasileiro, mas sem malvadezas ad hominem. «A verdade está na Veja», com tuiteros da campanha contando ábsurdos.

«O céu é verde».

«O mundo acabou ontem»

«A terra de Oz existe»

«O iPhone é a Viagra do cérebro».

«Eurípedes Alcântara é meu pai espiritual».

«Buemba! Nietzsche era francês!»

E assim por diante.

Ou que tal esse: «Não acredito em fantasmas»

Sylvan Laureate e o Vaterlands Sicherheit

Para completar, cabe apontar que Sylvan Laureate é uma empreiteira de segurança nacional do governo dos EUA.

Um dos projetos dela é o Homeland Security High School, em Baltimore, estado de Maryland, um «charter school», ou colégio privado credenciado pelo poder público, que forma estudantes para carreiras na burocracia do DHS — a metaburocracia ou «rede guarda-chuva» de vaterlands sicherheit introduzida pelo governo Bush.

Também com sede em Baltimore é o International Youth Foundation, mecenas do projeto YouthActionNet. Coincidência? Lembre-se de que Baltimore é quase um subúrbio da capital federal, além de bem perto ao Fort Meade, por exemplo.

O Homeland Security High School já apareceu bastante na mídia nacional estadounidense.

Um exemplo: um segmento no bom e belho 60 Minutes, antigamente um programa de jornalismo investigativo dos mais agressivos e competentes.

Acima: Vicious.com.br no Google Reader

Mais com a venda da rede por Westinghouse — rival histórico de General Electric — para Viacom, para depois ser vendida para National Amusements, as coisas mudaram.

CBS agora é irrmã corporativa da MTV e  hoje em dia prática aquele tipo de «reportajaganda» que forma parte da estratégia de «cross-marketing» ou «captação de sinergias» da matriz.

Por final, insisto mais uma vez na importância do fato seguinte: A arquiteta júridica da expansão internacional da MTV, depois diretora-executive do canal Discovery — NASDAQ:DISCA — é hoje a subsecretária de Estado federal para Diplomacia Pública.

Essa ligações precisam de mais pesquisa, mas por enquanto, eis a ligação direta entre Apple e seus Contras no mercado brasileiro, que pode agora receber o imprimatur de um QED.

Próximos Passos

  1. Se haverá propaganda clandestina na rede YouthActionNet
  2. Se haverá propaganda clandestina na blogosfera de Goias montada por Moraes
  3. Uma olhada mais detalhada na organização «guarda-chuva» do IYF, o Association for Youth Movements — um projeto da Blue State Digital.

E uma nota final: compare o modelo PROMEDIA utilizado pela USAID com o modelo da campanha em destaque ultimamente no site de Blue State Digital.

Ambos são campanhas conjuntas sindical-patronal de «lobby», visando mudanças na legislação regulamentando o setor de comunicações.

No caso do projeto de Blue State Digital, o «lobby», organizado por AT&T, líder assumido do «movimento», foi razoavelmente transparente.

Utilizava argumentos respeitáveis visando mobilizar o consumidor que estiver de saco-cheio com a falta de escolha nos mercados de serviços convergentes — o chamado «triple play» (outra metáfora de beiseból!) de telefonia, TV a cabo, e banda larga. Prometia preços maix baixos e a criação de empregos.

No projeto da USAID, porém, vários métodos de ofuscação, para tirar as impressõe digitais do governo, foram utilizados.

Como eu explicava antes, a rede de ONGs original servia de uma «MOUSCO-ponte» efémera que depois viria uma «MOSCOU-caseira» com a transferência de moral a ONGs com nomes na língua tcheca.

Era para essas redes virarem sustentáveis, mais existem vários estudos da USAID apontando o risco de tirar a presença estrangeira cedo demais, com MOSCOUs-caseiras morrendo de inanição, passando por «hostile takeovers», ou desviando da pauta pretendida.

Assim, estabeleceu-se as métricas de sustentabilidade divulgadas pela fachada IREX.ORG, para melhor avaliar se o momento seja propício ou não para passar a bola às ONG-OSCIP-lobistas locais.

Se se implentasse o mesmo modelo no Brasil, o esperado seria uma coordenação entre sindicatos de jornalistas e empresas de mídia.

Uma vez que o FENAJ tem uma história de eleger gestores de conteúdo da GLOBO à sua liderança — até o bom e velho Além de Cidadão Kane foi um simples jornalista —  seria interessante fazer uma «memeologia» das posições assumidas por este sindicato «guarda chuva» e pelêgo em comparação com o discurso das entidades do patronato integrantes do Instituto Millenium.

Só isso hoje.

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