«Blogueiros Vencem o Pulitzer» Uma (In)ova

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Um tal de marcosb — covarde anônimo –comenta no Luis NassifBlogueiros vencem o Pulitzer

A velha mídia reconhece a nova.

Deixei o comentário seguinte.

O que tem da Mídia Nova é que eu não fiz «spellcheck» nem passou pelo «copydesk» antes de divulgar.

Mídia Velha-Nova é uma polarização falsa, embora común no marketing do Jornal 2.0.

De fato, o prêmio foi para um artigo que apareceu no New York Times Magazine, com patrocínio de ProPublica.

O co-prêmiado foi o jornal 1.0 Daily News de Philadelphia.

Um dos jurados foi Gretchen Morgenson do mesmo New York Times.

Dr. Sheri Fink é tipo um Dr. Dráuzio americana.

Egressa de várias ONGs de desenvolvimento internacionais, fez o nome dela com com um livro 1.0, tinta e papel, reconhecido pelo PEN e a associação de «Overseas Correspondents».

Já escreveu em muitos orgãos de prestígio da mídia 1.0 como Scientific American e Discover.

Cabe lembrá-lhes mais uma vez: a CEO do canal Discovery — sem relação à revista  — e arquiteta jurídica da internacionalização do MTV, é hoje a Subsecretária de Estado para Diplomacia Pública.

A velha mídia virou o governo que promove a Nova Mídia e o Jornalismo 2.0 mundo afora — ora com Bush Filho ora com Obama — com «vector» de lobby sem fronteiras.

Scientific American hoje não é a mais a revista da minha juventude, quando recebi assinatura dela e de National Geographica cada ano de Papai Noel.

Foi reformada nos anos 1980 pela empresa alemã que comprou a matriz — hoje a subidiária Macmillan International — implementando valores de entretenimento e fazendo do venerável foro de innovação um vehículo de «edutentimento ».

Macmillan, em parceria com TESOL International, quer dominar seu mercado de livros escolares.

Ela podia ter escrito o artigo premiado em pergaminho com pena de ganso e ainda ter sido a mesma boa peça de apuração.

O que tem de Mídia 2.0 na autora é ela ser uma autora subsidiada por institutos de pesquisa.

Ele não é jornalista carteira assinada como os do Daily News.

Ela é «Public Policy Scholar» no Woodrow Wilson Center.

Esse sistema tem méritos e falhas. A missão do projeto ProPublica é financiar jornalismo investigativo do tipo que os Jornais 1.0 não tem o orçamento de fazer.

Mas mais o efeito líquido é o que vemos, por exemplo, ora na Globo ora nas redes dos EUA — peritos supostamente isentos praticando advogacia para políticas públicas, financiada por grupos de interesse.

O pior desse esquema é o Cato Institute, que ainda hoje defende os interesses de ExxonMobil e a indústria de farmacéuticas com argumentos espúrios tal como «aquecimento global: ciência ou ideologia?»

Tome nosso blogueiro anônimgo-covarde do Instituto Millenium, Diogo Chiuso — na verdade Diogo Costa, empregado do Cato Institute. Meu robô está estudando  rede social e memeologia dele.

Captou uma nota entitulado: «a ciência e a negação da realidade».

Tipico discurso da MOSCOU — «mídia orquestrado pela sociedade civil de oligopólios unidos» — que é o Cato.

Assim, grupos de interessse vem substituindo jornalismo independente pela mediação e ofuscação de institutos de pesquisa enviesados.

No caso da nossa prêmiada «blogueira», parece que a parceria jornalismo-«think tank» foi uma coisa boa.

Até no sentido econômico foi boa. O Times pode demitir jornalistas e preencher os buracos na cobertura utilizando Jornalistas 2.0 subsidiados, muitas vezes, por seus anunciantes.

Nesse caso, as relações da autora parecem ser devidamente divulgadas, é não duvido o artigo ser de uma qualidade merecendo a premiação. Mas o quê não consta é quem paga o salário da bolsista.

Você realmente pensam que Nassif, já jornalista da velha guarda e agora «blogueiro» não pode praticar o mesmo tipo de jornalismo que praticava antes?

Falando com fontes, apurando, cruzando dados, aplicando o circúito crítico aos dados?

Sem dúvida, a Comunidade traz benefícios no sentido de conhecimento compartilhado, servindo de exemplo na formação de novos jornalistas cidadãos.

Mas ouça bem: Eu não so blogueiro. Sou um jornalista que bloga.

O meio não é a mensagem.

Quem realmente leu as obras de McLuhan até o fim saberia: O meio é a MASSAGEM.

Jamais receberei um Pulitzer, mas sou profissional capaz, com dura aprendizagem na editoras de Nova York.

Se Nassif divulgasse uma série de investigação no blog merecendo premiação, seria porque ele é bom jornalista em qualquer meio, não porque divulgou na Internet.

O blog é um mero duto de distribuição — duto eficiente, é verdade.

(Já tentei ler notícias no meu velho Blackberry no metrô, sincronizados com um serviço MEdia 2.0. Era chato. Voltei para o Wall Street Journal impressa — A.M. ou antes de Murdoch. O Blackberry eu usava para jogar Tetris e ignorar telefonemas e e-mails, desncessárias na maioria, que pretendiam gastar meu tempo e quebrar a minha concentração.)

Numa cidade, porém, onde uma única empresa detem 100% da distribuição de informação impressa, isso não é pouca coisa.

É o seguinte: Eu não viajei às selvas húmidas de outro hemisfério para assistir outro gringo interpretando esse Novo Mundo na TV local para mim, dublado. Brasileiros tem a capacidade técnica e o talento académico. Porque não vemos brasileiros dublados explicando coisas deles ao telespectador gringo?

Me lembra de uma aventura minha. Uma amiga-colega alugou uma casa enorme na Floripa e a gente ficava lá, vagabundeando. Peguei o barquinho um dia ao centro, e, na volta, fui oferecido uma carona por um casal gay de antropólogos brasileiros.

Me contava como eles estavam trabalhando um sambaqui — «monte de conchas» — de 5.000 anos atrás junto com equipes de França e os EUA. Eles tinham descobertos, por análise científico de ossadas, que os habitantes que amonoavam esses monumentos tinha uma dieta que comprovou eles não serem moradores do litoral, mais do interior.

O que lhes faltavam para completara prova dessa hipótese era grana para datação de carvão.

O projeto ficou parado por mais de uma no, porém, quando o debate polarizou-se entre a hermenéutca francesas e o «funcionalismo» de Chicago sobre a interpretação de eventuais dados ainda não recolhidos. Cada lado temendo que os dados apresentariam um desafio ao seu ponto de vista teórica.

Isso realmente aconteceu. A colega Seréia Enigmática confirma. Estava comigo no carro.