Sangue de Coca-Cola: Um Caso de Propaganda Clandestina

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Coca Cola, negócio e arte | Luis Nassif.

Um aviso ao amigo navegante o jornalista Nassif.

Sob o pretexto de que Andy Warhol — mestre da mercadologista Faith Popcorn, esta formada na Factory, segundo ela mesma — tivesse derrubado as fronteiras entre arte e propaganda e arte, o Muséu Guggenheim monta uma exibição de motos de BMW.

Patrocínio: BMW.

No filme Lula: O Filho do Brasil, sindicalista só bebe Brahma.

Patrocínio: Brahma.

Pessoalmente, eu prefiro Coke ao Pepsi, mais a guaraná Kwat, de Coca-Cola, eu não aguento. É doce demais e não combina com o sabor de laranja.

Patrocínio: ningúem minísculo.

Ultimamente eu estou bebendo cada vez mais água em vez de refrigerante, à instância da minha mulher.

Água: o mata-sede código-aberto. Beba um litro hoje!

Quem mandou dizer foi Chico Xavier.

Nassif, isso aí tem tudo para ver uma campanha de marketing viral-guerrilha-clandestina das menos sofisticadas e mais bobalhões.

Vai jactar-se da pegadinha que praticou contra você e a comunidade.

Bota “propaganda Coca-Cola” no Google e um dos primeiros resultados é um site com apresentação igualzinha, dizendo-se «a versão em português desse site».

Tem outra página destacando «colas mortas» de concorrentes, deixando a entender que «Coke is the one».

Como é que site tão pé de chinelo estiver entre os primeiros resultados? Num universo de tantos sites se dizendo sites de «notícias sobre» a indústria de propaganda?

Você geralmente ou tem muito trâfego — Wikipedia — ou você paga pelo privilêgio.

Alternativamente, no caso dessas campanhai «virais», você contrata monte de juventude ao preço de bananas, ou trabalhando como voluntários, e monta uma «fazenda de faça-clique» para aumentar a aparente atividade — o «zumbido» — no site.

Que importância cultural têm os anúncios de Coca-Cola do começo do século passado nos EUA — as imagens realmente não são tão interessantes assim como exemplos de arte comercial nos EUA; mais instigante são os anúncios chineses, com tema maoista — com um blog sobre o Projeto Brasil?

O site JIPEMANIA.COM é cadastrado a uma tal de J.C. Editora de Rio — uma caixa postal.

Mora do Reino Unido, que eu possa saber.

Este sincero apreciador amador das artes comerciais — «gente que nem a gente» — tem sanque de Coca-Cola, eu apostaria pesado.

Leia mais sobre a proposta de legislar contra esse tipo de marketing nos EUA, com casos concretos de empresas que usam essa tática de infiltração de «pessoas como todos nós».

A moda já passou em Nova York faz anos, mas ainda tem otários em outros paises. Que nem você, meu bom e brabo Índio Tupi.

Tem até outro profissional desse ramo chamando-se do Galo Clandestino — uma piada de mau gosto propositalmente feita para ser desvendada, talvez — causando ainda mais «zumbido» quando a empresa promete um debate público sobre a tática, como Nike fez alguns anos atrás.

Quer apostar que o Partido Pirata não seja um núcleo de propaganda clandestina também?

O modelo básico deste tipo de campanha é um «círculo elite» manipulando um «shopping de inovação».

O circúito fechado forma uma «câmara de eco», dando a impressão de intensa atividade por atores distintos e não correlados.

O mecanismo para espelhar a campanha fora do circuíto de autohagiografia por procuração é a «cadeia de tolos».

O agente clandestina traz a semente da campanha, com um moralização aparentemente forte e apoiada por múltiplas fontes independentes, sobrecarregando e provocando um curto-circúito no mecanismo básico de confiança crítica em rede.

O objetivo é ocupar as encruzilhadas — a posição do «man in the middle», o intermediário entre pontos isolados da rede e o circúito crítico. Que nem milicos dominando uma cidade.

Os pontos azuis, acima, são os «shills» — os cúmplices clandestinos do autor da propaganda.

É uma estratégia altamente belicosa desenvolvida pelos redeologistas da RAND Corporation antes mesme da rede de todas as redes.

Um ponto na rede que só tem duas ligações é fraco nesse sentido.

Se puder-se influenciar os influenciadores deste ponto fraco de ambos os lados, com efeito cascata ou «revolução em cadeia» ao longo da cadeia de tolos, cria-se a aparência fabricada de consenso.

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