Daspulu: Propaganda Clandestina em Velha Nova York

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O tablóide de Nova York The New York Post destaca uma campanha clandestina num artigo que promove um novo filme sobre propaganda clandestina.

Se tiver relação entre o jornal e a produtora — ou mais provavelmente, a(s) distribuidora(s) — do filme é dificil saber.

Toda a mídia cidadão — IMDB, Wikipedia — não identifica qual empresa fez ou distribui o filme.

A distribuidor, Roadside Attractions, mora no Sunset Boulevard em Los Angeles, mais o site dela não conta a quem a empresa pertence.

Não consta no diretório do prédio na entrada de Google Maps.

Para saber da empresa atrás o filme no IMDB, precisa-se uma conta paga IMBDPro.

O principal investidor é identificado como um fundo de empreendimentos de Índia, Vistaar Religare. Isso pode ser lido no cartaz, em gabarito, no site oficial do filme. Também consta WSG Entertainment e Premiere Picture, outro fundo de empreendimentos.

A produtora Echo Lake Entertainment se diz «produtora independente com acesso a um fundo de capital privado». Qual? Não consta.

Puff Daddy

Traduzo o «puff piece» sobre o filme feito pelo News.

Quer apostar que não trate-se de «cross-marketing» dentro do grupo-matriz?

Estamos de happy hour e Julia Royter, uma linda atriz de 26 anos, está paquerando um homem bem-vestido em um bar de Midtown. Após alguns minutos, ele abandona a luta e entrega seu BlackBerry para ele entrar seu número de telephone Ela jamais ligará, porém

Tudo não passa de uma falcatrua ardilosa chamado de stealth marketing, uma prática eticamente duvidosa que entrou de novo nos holofotes com o lançamento do filme The Joneses

Royter está recebendo para paquerar homens de negócios. Ela faz parte de uma campanha de propaganda clandestina visando a criação de «buzz» (zumbido) sobre seu produto, botando-o nas mãos de moça atraentes e gregárias que promovem o produto sem o conhecimento do público

«Eu é um bando de gostonas entravamos em bares, sacavamos nossos BlackBerry e tentavamos conseguir a atenção da rapaziada paquerando-os», diz Royter. «Diziamos, ‘Entre seu número no meu BlackBerry e te ligo, pode deixar. A gente sai juntos!’ Mas realmente so queriamos que eles experimentassem o aparelho. Pode apostar que eu não liguei para ninguém».

Tenho uma ótima ideia: Que tal a DASPU e o DASLU fazerem as pazes?

As Daspus vestem Daslu e indicam a roupa como presentes às mulheres dos fregueses, enquanto o Daslu vende Daspu como roupa de fantasia sexual às mulheres?

A empresas não respondeu pedidos para um comentário sobre o assunto.

Propaganda clandestina, também conhecido de marketing de zumbido (buzz) — ficou na clandestinidade até o lançamento do filme The Joneses.

A comédia negra tem David Duchovny e Demi Moore no papel de pais de familia aparentemente normais que na verdade  não passam de vendedores clandestino pagos por marcas registradas para ser bonitos e promover produtos de beleza entre amigos e vizinhos.

«Quem promove propaganda clandestina provavelmente acreditam que forneçam um serviço por fornecer informação sobre bons produtos dos quais realmente gostam», disse o cineasta e roteirista Derrick Borte ao jornal britânico The Times. «Mas acho que falta um limite bem definido para onde deverira parar. Daqui adiante, precisamos ficar com pé atrás com qualquer mensagem recebida de qualquer pessoa.»

Para empresas que fazem isso, os riscos são maiores do que os beneficios, disse Jonathan Margolis, diretor da agência Michael Allen e co-autor de Marketing Guerrilha para Todos Nós

“Pode funcionar se o produto seja bom o suficiente, mais no ultimo análise, o consumidor foi enganado” diz. “É arriscado encenar algo que as pessoas acham uma occorência natural.

“Pode sair pela culatra. Consumidores não gostam ser enganados, e marcas não querem publicidade negativa.”

Mas não é tudo mundo que enxerga a prática de maneira negativa.

«Propaganda tem maiores chances to fazer um impacto sincero no público em comparação com TV ou outdoor,” dizeJason Van Trentlyon, presidente de Street Guerrilla Marketing. «As pessoas são tão inundados com anúncios griantes na TV e em revistas que não prestam mais atenção. Este é um jeito de criar zumbido, e qualquer zumbido e bom zumbido.»

Fato suspeito sobre essa matéria é que ambos os personagens comentando o fenômeno, pró e contra, são do ramo.

Entro o Michael Alan Group e Street Guerrilla, por exemplo, não tem diferença alguma no modelo de negócios.

Se fosse eu o redator, eu teria encomendado uma fonte que sinceramente opõe-se à prática — tal como alguém do departamento jurídico da FTC, digamos.

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