El Tio-Rei x Nassif: Quem Tem Mais Influência?

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Em qual portal anunciar para obter a melhor colheita de globos oculares? Globo e UOL, mais é interessante ver como o iG tem crescido nos útlimos anos — apesar de ser meio feioso.

Será que o consumidor de informações não liga tanto para «design», valorizando conteúdo?

Ora, mais uma vez: Laços levando a um blogueiro não diz respeito a natureza do laço. Pode ser «esse cara é um idiota» ou «esse cara é um gênio». Ou outra coisa.

Ainda assim, os gênios de marketing levam isso a sério, e portanto: Quem tem mais influência neste sentido limitado?

Nassif ou El Tio-Rei?

Eu teria apostado que fosse o Glen Beck tropical, só porque o Abril tem investido em infraestrutura de «câmara de eco», com sua própria «fazenda de faça-clique» e o jornalismo-cidadão de Ctl-C, Ctl-V

Mais segundo duas métricas, não é bem assim.

Aze(ve)(ja)do alcançou o auge em julho de 2009, com 1.5 mm páginas accessadas por dia — 0.8% do povo brasileiro, adotadas premissas que na verdade não deveriamos assumir.

Nassif alcançou um milhão em Novembro do ano passado — 0.5% dos índios Tupis, totalmente não-científicamente falando — e mantinha o desempenho por algum tempo, até estabilizar nos arredores de 400.000, digamos 20% aquém da média da auto-proclamada «voz do contragolpe».

Azeve(ja)(ba))do, no entanto, é muito mais pesadamente promovido, aparecendo na capa do portal de Veja.

No iG, para localizar Nassif desde o portal, você tem que navegar a um índice de todos os colunistas, onde tem que clicar na letra do alfabeto do nome — ou seria ou sobrenome? — do colunista. Só o ombudsman da Folha está enterrado mais fundo. Eu aposto num iG 2.0 daqui a pouco destacando navegação com menos meandros fúteis e inúteis.

Além disso, Nassif leva forte vantagem na diversidade de fontes que fornecem laços ao seu blog: 73.877 no momento, de 273 domínios, segundo o serviço de Yahoo!

Não estou empolgado com o fato.

O nome da empresa e Yahoo! mesmo.

Era uma vez que eu recebia telefonemas da assessoria reclamando da omissão da exclamação. O pior, porém, era E*TRADE. É um pesadelo tipográfico em Quark, especialmente na fonte meio classuda que a gente utilizava. A autohifenização pira de vez.

O Majestic mostra na vizinhança de 85.000 laços levando o internauta a um dos melhores blogs mais feiosos no Brasil — agora que Vianna e Azenha descubriram estética e os maus de navegação que sempre me lembrava de uma vez que ficamos tentando sair de Mogi das Cruzes e não conseguimos.

No Google Blogsearch, o placar ficar 7-5 em favor de G.R.E.S. Nassif.

Interessante é que muitas vezes o «círculo fechado de elite» — acima, uma fazenda de blogs de uma agência de publicidade estadounidense — nem sempre tem o efeito pretendido, servindo de centro de gravidade que atrai os de fora como multiplicadores, medido pelo grau de «inlink».

O Nassif, por exemplo, troca laços com um pequeno cŕiculo de colegas: Azenha, Leandro Fortes, Vianna, Altamiro Borges, se não me engano.

Não sei se pode atribuir o sucesso do blog ao efeito desta «rizoma». Eu apostaria em boca-a-boca em «espaço carnal». Mas a rizoma está de volta na modo hoje em dia.

Um exemplo é a fazenda-rizoma recém-lançado InBlogs, que atraiu minha atenção num relatório robótico sobre DEMOCRATAS.ORG.BR, onde chegou a ser classificado como SAMIZDAT. Realmente não é. E mais um «shopping de inovação» em decadência.

Um tipo de revista de variedades — sexo, esportes, lazer, sexo, internet, política, cozinha, sexo, vida noturna, conselhos amorosos, sexo, e tudo mais — é um fracasso. (Acho que esqueci-me de mencionar sexo.)

Após razoável zumbido inicial, levando o site a 15.000 páginas vistas por dia, caiu na zona de rebaixamento logo depois. Pergunte ao Urso, blog do publicitário que aparentemente montou o projeto, consequiu entre 4.000 e 5.000 referências —  «back links».

Meu recorde pessoal e 10.000 num único dia, e 60.000 em cinco dias uteis — isso num blog pessoal sem nenhum SEO ou outro mecanismo de contéúdo. Foi uma dica aleatáoria do pai de RSS, Dave Winer, no blog dele, que deu-me meus 15 minutos de paranotoriedade modesta.

Nossa rizoma, seguindo o padrão de Rede 2.0, está presente em múltiplos canais amplificadores simultaneamente, aguardando o efeito viral da «militância de faça-clique», como de praxe. Utiliza um CMS livre, B2EVOLUTION, para dar aquele toque artesanal.

A problema pode ser o modelo Consultor Jurídico utilizado — publicitários travestiados de jornalistas praticando reportajabaganda para clientes. Acho que as pessoas sentem o cheiro disso até sem o uso de robôs e SNA.

O conteúdo entrando vem de

  1. um portal de interesse femina da Abri;
  2. uma agência especializada em colocar produtos de interesse feminina em programas de TV;
  3. uma perfumaria;
  4. um programa de solidariedade em rede montada por
  5. outra agência de publicade em parceria com Interney;
  6. um shopping virtual, e
  7. um jornal eletrônico de Globo

É mais um exemplo do afastamento de anunciantes e veículos da grande mídia de um projeto supostamente feito por «gente que nem a gente» e se dizendo pautado com independência, quando na verdade são os anunciantes que pautam-no.

Entre os clientes da agência primária:

  1. Juventude do PSDB
  2. Secretário Estadual de Juventude, Esporte e Lazer
  3. Governo de Sãõ Paulo
  4. Prefeitura de Araçatuba

O que Clubes de Iate tem a ver com governo e política não sei.

Então, parece algum tipo de clone da saudosa e falhada Primeira Leitura, mais voltado a mulheres e com um elemento de shopping online, para dar sustentabilidade, imagino. Que duvida que o apoio de Mendonça de Barros escancarou a mambembice do modelo de negócios do Tio Rei e Cia, campeão de novas lideranças empresariais pautadas pelo desempenho?

Em Fim

O que tô me perguntado é, O que explica o relativo sucesso ou falta de sucesso de uma «rizoma» dessas?

Suponho que a comunidade de Nassif, com 10,000 integrantes — muitos que chegam, cadastram-se, e não participam mais, como eu — ajudou a aumentar os números.

Os atritos Nassif-Aze(vejaba)do realmente são uma história de Daví contra o Filistinão?

Bem, a Agência Dinheiro Vivo e o novo contrato com TV Brasil não fornecem, de longe, a mesma exposição que vem de destaque permanente no portal de uma revista que diz ter circulação de 2 milhões de exemplares — se bem que a auditoria de circulação cabe a um representante da editora da mesma revista.

Já ouviu falar de diretores independentes? Muitos auditores de circulação usam!

Pelo outro lado, o portal do Abril está longe de poder concorrer com iG. Abril Digital: nem tudo mundo usa.

Me perdoem.

Estou brincando de um IBOPE de eu sozinho hoje. Deve haver conclusões mambembes aqui, mas talvez

A vir: a primeira pesquisa IBOPE-Preguiça.

Em vez de entrevistar pessoas de carne e osso, fazemos tudo encima de blogs. Margem de erro: 100%