Reservem a Data: CONAR Lecionará Sobre Liberdade Jornalística

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Nova e notável: Portal IMPRENSA | III Fórum Liberdade de Imprensa tem inscrições abertas; conheça os convidados.

Patrocínio: a mesma OAB-SP que não consegue administrar um exame sem vazamentos do gabarito de antemão, partocinador também do notável fracasso, «Cansei!»

Até Caludio Lembo falou mal, pelo qual Reinaldo Azevdo tachou-o de «neopetista».

Trata-se de um «release» da Editora IMPRENSA divulgado como notícia na secção de notícias do Portal IMPRENSA.

Teria sido uma mera formalidade fazer a divulgução de costume: Este evento é um produto do lado não-editorial da empresa dona desse noticiário.

Até CNN, Fox e MSBNC ainda fazem. Eu até vi Neal Cavuto, o William Bonner do movimento neoconservador, entrevistando Ruperto Murdoch, dizendo, em tom de desgosto, «Suponho que eu deveria divulgar que esse australiano é meu grande chefão, como se vocês não soubessem».

O mínimo é melhor que nada.

Em quaquer caso, tô lá! Esta vez os ingressos são $0 em vez de $500, mas que não passa de mais um avatar do Instituto Millenium, este próprio um avatar do Cato Institute, fica óbvio pelo patrocínio.

Cato tem defendido a indústria de tabaco faz décadas com putas sacanagens sem fim.

Souza Cruz é patrocinador.

O presidente de CONAR vai falar sobre liberdade da imprensa. 

A mídia é a massagem.

Entre os convidados estão Ariel Palácios, correspondente internacional de O Estado de S. Paulo, e Edney Narchi, vice-presidente executivo do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Palácios fará uma comparação entre a restrição da liberdade de imprensa do passado, feita por governos militares, e a de hoje, que acontece de maneira mais sutil. Já Narchi falará sobre diferentes maneiras de restrição da liberdade de imprensa dos dias de hoje.

Isso é meio como o presidente do CUT palestrando em favor da flexibilização das leis trabalhistas.

Quando vão aprender, meus caros índios Tupis?

Samba não e rumba.

Até eu aprendi isso.

Sinatra não é Elvis.

Rolou uma discussão amigável mais séria sobre o fato com minha querida sogra ultimamente.

Propaganda nem entretenimento nem jornalismo é.

Propaganda é propaganda.

Reportajabaganda e uma reportajasacanaem. Ponto final.

Eu tento não falar mal de qualquer produto — ora, talvez dos componentes marca Clone (?) que comprei uma vez de FENAC por não ter outra opção — mais ouvindo do chefe que deveria falar mal da concorrência do anunciante  ou morrer de fome como carrouceiro, eis o dilema do jornalista brasileiro hoje.

Alguns abraçam este admirável mundo novo no nome de «inovação»

Ainda assim, no jornal, ainda hoje, uma página com propaganda vem com gabarito dizendo, «essa é propaganda».

E não imita o leiaute e projeto gráfico do orgão em que vem inserido — embora essa ser uma prática recorrente naquele jornal de qualidade, O Estadão, cujo correspondente, não duvido, nos dirá que lá fora, todo mundo faz!

Há ainda outros quatro painelistas confirmados: Claudio Santos, diretor geral de mercado nacional do Grupo RBS, Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br), Fernão Lara Mesquita, conselheiro e acionista de O Estado de S. Paulo e Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo.

Em qualquer caso, tô lá — se bem que não me investiguem e me neguem um crachâ.

Tenho um interesse sincero em ouvir o cara de NIC.br, gestor do domínio PONTO BE ERE.Não acredito que querem sabe do meu RG. Não tenho ainda. Eu entendi que eu receberia os papéis da PF e Itamaraty em junho. O escândalo de corrupção no balcão de vistos na PF-SP criou um baita de um atraso, ouvimos da moça do poupatempo.

Eu achava essa turma campeões de privacidade. Porque meu RG? Meu RG gringo — o SSN — eu guardo com sete chaves.

Dei telefone falso. Já recembos uma ligação cada santo dia da Veja, apesar de ter dito que não queremos e não ligue de volta, sue búgio de call center.

Simplesmente pedindo-o á para fazer qualquer gringo ficar com pé atrás. O governo avisa contra divulgando essa informação.

Felizmente, o formulário não tem validação para ver se o número entrado encaixa-se no formato de dados adequado.

Eu entro uma corrente de dígitos mexidos à toa na vida e passo pelo portal.

Ainda tenho que dar a razão para meu interesse no evento, porém.

Respondo com sinceridade: o porque é aquilo de frequentar qualquer evento. É para observar os peso-peados em ação e fazer um pouco de «netoworking»,

Eu frequentei um foro mundial de bolsa de valores aqui em S. Paulo uns anos atrás, por exemplo, e antes, como editor chefe de um jornal especializado, assisti um debate épico entre os grandes fundos de investimento e o PCAOB, reguladora de contabilidade pública criada no pós-Enron depois esvaziado pela SEC e o governo Bush.

Foi na faculdade de direito de Harvard. Peguei o Acela, trem-bala de Amtrak.

Passamos três horas parados no meio de Connecticut. Se quiser um bom caso para privatizando um estatal, escolhe Amtrak.

Em fim: corpos de carne e osso falando com os pulmões e gesticulando com s mão são mais vívidos na memória do que páginas de Facebook. Quero ver se eu reconheço alguns gringos de Cato nos bastidores.