Cook My Books and I’ll Pay You Under The Table: O Tradutor Robôtico Segundo Veja

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A capa da revista Veja a semana passada me atingiu na honra e me causará danos materiais.

O discurso «gee whiz» sobre o quanto tradutores algorítmicos são milagrosos, além de reportajabaganda, é o mais puro esterco orgânico, «Made in Brazil»

Tradutores algorítmicos permanecerão idiotas totais por pelo menos mais 50 anos, senão dois séculos, eu aposto. Pesquisas em redes neurais e a programa de Chomsky ainda estaõ em sua infância.

Não podia haver melhor exemplo do «Maoismo Digital» de Jaron Lanier.

Leitores dos meus desabafos anteriores darão conta de um paralelo entre meu desconforto com a chamada inteligência artificial e com esta corrida para apagar a agência da pessoa humana e assim ganhar o título do «mais Meta» — o último agregador de agregadores de agregadores de conteúdo. Em ambos os casos, parte-se da premissa que algo bem parecido com inteligência humana está para aparecer em qualquer momento, ou que já apareceu. O problema com essa premissa é que as pessoas são dispostos demais a baixar seus padrões para fazer a inteligência artificial aparecer inteligente.

Para mim, baixando as expectativas do cliente é o embuste principal do horrorosa indústria de ensino de idiomas no Brasil. Fica elogiando o estudante para incentivar a matrícula no curso avançado.

Pergunte a minha mulher. Anos e anos ele cursava inglês. Chegou em Nova York é foi abalada pelo fato de ninguém falar em sotaque de Oxbridge. Ainda assim, ele passou com facilidade um exame para virar professora de inglês.

No caso de tradutores algoritmicos disponíveis hoje, sempre avisam: escreva um texto gramaticamente correto para ter um melhor resultado. Meu texto embaixo é impecável gramaticamente, embora uso uns lugares comúns muito comúns com um toque de gíria.

–Ah, mas então não é correto!

— Está vendo? Só restringindo seu discurso a «Jane sees Spot. Run, Spot, Run! Get the book that it is on the table!» você pode ter um bom resultado. Mas a culpa sera sua! Olha, moleque, eu lecionava letras numa faculdade da primeira linha por seis anos. Trabalhava no copydesk em Nova York dez anos. Minhas intuições linguísticas sobre minha lingua-mãe tem alto grau autoridade.

Só se escreva-se como se fosse um robô que não podia passar o teste de Turing é que a bugiganga parecerá quase humana.

Yahoo! Babel Fish é um dos melhores tradutores algoritmicos que há. Tem trechos no texto seguinte em que quase conseque, com alugns acertos. Esse tipo de tradução pode ser bom como passo primeiro numa tradução de verdade. Eu tenho software que faz isso.

Mas com a insinuação de que minha melher seria um home, me ofende na honra mais uma vez.

Brasil é, nação grande, se às vezes incomodada e eu amo-a assim. Minha senhora idosa é um brasileiro ela mesma, carregado e produzido. Nós vivemos no mais grande, a maioria de cidade mobbed-acima em Brasil, que a chamada de locals Sampa. As bobinas aqui parecem terrivelmente curvadas. Após o futebol, o comportamento aluguel-procurando olha para ser o esporte nacional. Eu amo os poetas que twang em suas guitarra estranhas e compo versos do troubadour no ponto. Uma palavra final: Apenas como em México você não deve beber a água, em Brasil que você não deve ler o compartimento de Veja. Os efeitos são notàvel similares. Eu falo o por experiência. Eu caçôo-o não.

Nem sabe que o que chamos de «guitar» é seu violão, salvo no caso da elétrica.

O léxico parece ser muito antiquado, dando «compartimento» para revista — «magazine».

É verdade que o compartimento de um navio onde armazenam-se munições é o «magazine», do árabemakhaseen. Mas pede a qualquer pessoa desenhar o objeto e vão produzir o que parece um pequeno livro.

«Eu caçôo-o não» não é tão mal assim, mas eu diria «Não estou brincando como vocẽ».

Li recentemente alguns documentos traduzidos do Grupo Abril. Foram uma porcaria de inglês de cucarcacha (Henfil).

Fui oferecido uma oportunidade uma vez de um trabalh traduzindo a revista. Além de prometer ser uma mancha no meu currículo — Se fosse Exame eu aceitaria — pagam pouquíssimo e tem fama de caloteiros safados.

Eu, hein?