Robôs Malucos Relatam: O Latifúndio Digital de Democracia 2.0

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Quando estavamos morando em Brooklyn, um ritual de cada noite foi assistir o Futurama, o nem tão bem-sucedido programa novo do criador dos Simpsons.

Chamavamos-no entre nós de «Robôs Malucos». O robomania chegou a tal ponto que eu comprei todas as tristemente poucas temporadas em DVD, sendo que eu trabalhava muito na época e não cheguei em casa em tempo de assistir. (Também tenho a coletânea de Auce e Esquilo, que nutria minha paixão por trocadilhos ultrajantes na infância).

Robôs Malucos não passa aqui no Brasil que eu saiba, infelizmente.

De todas nossas exportações culturais, aquilo merece ser visto pelo mundo inteiro.

Se quiser saber de nós gringos, é importante observar como tiramos sarro de nós mesmos.

Export $PATH

Exportações e importações na indústrial viraram o tema principal desse blog ultimamente.

Hoje, por exemplo, eu tenho meus robôs fazendo uma devassa na indústria de exportação de «valores americanos», como tal como empreendedorismo e livres mercados e as armas nucleares inexistentes de Saddam «Dilma» Hussein. (Há um perfill de Twitter DilmaHussein agora.)

Quem mais abraçam ditos valores no Brasil, é claro, são os carteis.

Como apatroa comenta comigo: «empreendedorismo só para inglês ver».

Aliás, uma das notas mais lidas por minhas decenas — se tantos — de leitores tem sido

Minha militância, como eleitor dos EUA, como vivo dizendo, é que deveriamos acabar com o NED e seus tentativos de abafar o nacionalismo de paises em desenvolvimento.

Nós passamos por nossa própria etapa de nacionalismo econômico, pô. Para que negá-la a outros paises? Terá uma hora para liberalismo no futuro desses paises, e hpa um papel importante para um oposição liberal leal agora, para assegurar que a porta não seja fechada intempestivamente.

De qualquer jeito, eu e os robôs estamos aprofundando hoje nas redes da «diplomacia pública» lá em casa.

Até Hillary tem blog, e há mais que um projeto pela promoção de cidadãos-embaixadores de uma proveniência meio duvidosa.

Segundo minhas leituras, parece que a diplomcia gringo toda não faz outra coisa hoje em dia senão criar redes sociais na dúbiûdúbiûdúbiû.

Um dos sites que emergiu com destaque do meu análise da «ecologia digital» de Foggy Bottom — nosso Itamaraty — foi Whirled View, um blog no Typepad de uma diplomata de carreira que ainda trabalha no governo.

Eu tenho um algoritmo tosco, programado em BASH, que separa o que poder ser categorizado de «samizdat» digital — embora hoje em dia, com agências de publicidade hospedos em sites de hospedagem de tal «samizdat», é dificil saber qual é qual.

Em fim, o Whirled View parece ser o samizdat oficial do governo americano no estrangeiro, partindo da premissa de marketing que deveriamos mostrar que o governo e «gente que nem a gente». Mais importante, parece ser um núcleo importante pela comunidade de diplomacia pública, segundo o Yahoo Site Explorer.

Então eu faço uma colheita do sites que mais se referem ao blog, e disso construio rapidamente uma ideia dessa comunidade para futuro análise robôtico. Consegui fazer funcionar Swish-e, após bastante trabalho e xingamentos!

Para minha surpresas, um dos primeiros resultados de um análise de laços a CIMA — agência promovendo o desenvolvimento de mídias «livres e sustentáveis» mundo afor — sou eu, na minha incarnação inglesprosificante!

Agora, com os dados de Yahoo Site Explorer e o Harvestman, eu posso indexar tanto os laços indos quanto os vindos para fazer o síntese da rede. CIMA, por exemplo, ofereceu uns mil laços indos ao meu robô, que eu vou passar por meu filtro tosco quando terminar.

Nota técnica: para meus fins, é melhor usar a configuração …

harvestman --fetchlevel=4 --depth=10000 http://colunistas.ig.com.br/luisnassif

… por exemplo.

Enquanto aguardamos o resultado — da para ver, enquanto o robô roda, que o CIMA se refere aos sites para anunciantes de vários jornais globais que são todos cliente de Innovation International — vamos fazer um índice de dados recolhidos ontem.

cd STATEARCH
swish-e -i http  -c ../../swishe.conf

Futz, está esbarrando-se nos arquivos em formato PDF. Tenho que acrescentar algo na configuração.

Entretanto, vamos indexar os dados sobre os blogueiros do Instituto Millenium.

Dentro de meio milhão de palavras — não tenho certeza que seja preciso este número — o Diogo Mainardi é mencionado sete vezes.

Dilma recebe 24 menções.

  1. Serra: 27.
  2. Lula: 36.
  3. Petralha: 3
  4. Comunista:: 11
  5. Liberdade: 36
  6. César Maia: 8
  7. PSDB: 27
  8. PT: 48
  9. PMDB: 10

Isso em um universo bem limitado, produto de, sei lá, 15 minutos de atividade robótica que recolheu só as páginas iniciais dos blogs relacionados como o IMIL.

Com paciência e elevada conta de Eletropaulo, pode analizar grandes latifúndios de discurso.

O Latifúndio Digital de Democracia 2.0

É impressionante quantas vozes há no mundo da diplomacia americana questionando se o marketing de nossa política etsrangeira como se fosse uma marca de um produto realmente pode prosperar. O estudo eu mencionei outro dia.

Impressionante também é o quanto essas vozes continuam sendo ignoradas.

Nossos analistas chamam de «fantasioso» o argumento fundemantal — o autor citado e Newton Minow, sócio-fundador da rede CBS e presidente do FCC no governo Kennedy  — que o talento nativo para marketing deveria funcionar tanto para nosso apoio ilimitado ao Israel, digamos, quanto aos novos discos de Madoona ou o último lançamento de Apple Computers.

O gringo marqueteiro irradia o ambiente com um tipo de insinceridade e sociabilidade forçada muito desagradável a gente de muitas culturas, eu sempre acho.

É um tema constante de nosso cinema clássico, até: O vigarista sem-vergonha e o oligarca cruel, domados em fim pelo amor como num passe de mágica A

ssiste The Music Man e It’s A Wonderful Life de novo — com legendas, sem dublagem, para poder ouvir a úsica, pelo menos, da linguagem.

Ora, divagando, sempre divagando, eu sou assim. Desculpem. Resultados de nossos robôs quando estiverem prontos.

Marketing pode ser legal quando estamos no mercado. Pode ser divertido, comovente, admirável pela esperteza e criatividade. Mas não vivemos nossas vidas no mercado. É um vai e vem cotidiano: espaço público, espaço de emprego, o supermercado, o espaço particular — o lar, onde veneramos os lares et penates.

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