As Duas Redes do Dia: ACLAME e o OI

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Prelúdio: Perdida na Tradução

Anotada com — cadê o dicionário?

A faxineira esconde coisas de mim.

Esperta, aquela moça. Ela tem celular, kombi e um filho do bonitão baião faz-de-tudo da vizinhança, enquanto a mim faltam-me todas essas coisas.

Poxa, e Babylon não tem Português. Cadê? Ando distraido.

A palavra em inglês que quero é «bemusement».

Em tcheco, é  «nechápavého údivu».

Dizem eles. Como vou saber?

Em alemão,é «Verwirrung», ou «Durcheinander»; ou em qualquer caso «sich mit etwas mental beschäftigen».

Ah, aqui ô: Babylon não tem tradução para a palavra.

Então, anotada com um certo nechápavého údivu e bastante beschäftigen mental, a nota de um blogueiro  qualquer colega de WordPress, dizendo de uma das minhas notas qualquer,

«que raiva! típico petralha!»

Ora, gente, sou casado com uma petista, é verdade.

Eu, muito embora do fato, permaneço eleitor de Brooklyn, em Nova York, nos EUA — a vida política dos quais também não se traduze facilmente para a final flor de Lácio. E vice versa.

É um fato curioso que lá o «liberal» é o que vale para «petralha» aqui, enquanto o conservador de lá é o liberal daqui. Eu me identifico como algo entre um liberal é um libertário, pelos padrões de lá.

Pelos padrões daqui, sou um antropólogo marciano.

A coisa mais perto ao brasileiro cordial que temos lá em casa é o latifundiário texano dos Simpsons.

Fonte: Wikia.

É o tipo de ricaço doido que invade outros paises sem tropas suficientes para segurar os milhares de paiois de munições do ditador bigodudo anterior — imaginando que o pais só precisava de uma economia de mercado e todo mundo ia virar feliz, trabalhador e rico de noite por dia.

A situação que deu de fato é o bazaar de violência.

Fonte: Global Guerrillas

Pode-se dizer que sou anti-dogmatismo — mas não da linha superdura dessa tendência. Os sermões de Jesus admito sem grande esforço intelectual. Fazem sentido.  Não sou afiliado de nenhum partido político. Votei em Bloomberg LLC para prefeito.

Tenho sido, é bem verdade, fortemente anti-neoconservador a vida inteira, usando o direito ao voto pela primeira vez para votar na terceira opção — tanto contra a nulidade da máquina Democrata — que corria contra um ator de filmes B que todo mundo achava uma piada — quanto contra o ator, que tinha sido governador de California.

Quem lembre do movimento pela liberdade de expressão no começo dos anos 60 — veja o documentário Berkeley in the 60s — jamais esquecerá do governador fascistóide «The Gipper».

eAgora.

As Duas Redes Exdrúxulas de Hoje

Meus robôs me trouxeram duas redes interessantes hoje, interessantes por razões diversas.

Uma é de uma ONG patrocinador do Instituto Millenium — leia-se Cato, AtlasHeritage, e Endeavor — enquanto o outro é a nova fortaleza de solidão virtual do bom e velho Observatório da Imprensa.

Sou assiduo leitor.

Me lembro vagamente de Alberto Dines falando mal do iG e um discurso meio raivoso — se quiser conversar com alguém com uma baita de uma raiva, é Dines — sobre bandidos do submundo digital. Terei que reler.

Aliança de Carteis pela Liberdade de Acabar com Menores Empresas

Primeiro, porém: ACLAME — Associação da Classe Média em Defesa dos Interesses do Rio Grande do Sul, segundo uma busca WHOIS — é um patrocinador esquecido do Instituto Millenium, mostrado na diagrama acima.

O presidente da entidade de classe socioeconômico, Fernando Bertuol, é pelo mais puro ocaso o presidente da entidade de classe empresarial SINDUSCON-RS.

Enquanto eu tenho robôs fazendo um perfil do patrocínio de entidades de classe em geral — um bom jeito de ganhar uma perspectiva ampla de setores industriais sem frequentar eventos chatos — cruzei com a associação e resolvi dedicar uma robô menor — tipo um R2D2 — ao assunto.

Criada em junho de 1999, em Porto Alegre, a Associação da Classe Média – ACLAME é uma ONG apartidária com atuação na valorização da livre iniciativa, no desenvolvimento sustentável e na promoção da justiça tributária, idéia de um grupo de cidadãos indignados com o comodismo e o isolamento assumido pela classe média brasileira, principalmente nas últimas décadas.

Uma ova.

É uma fachada inacreditavelmente frágil e transparente de um grande grupo regional de sindicatos empresiariais nas áreas de turismo, informática, logística e — aquela arte perdida que só sobrevive hoje em dia no Brasil — «factoring».

É um «panelazo» clássico direto das páginas de Moniz Bandeira, embora sem as centenas de milhares de pessoas na rua. Do censo dos adesivos de parachoque, não constam números firmes.

E factoring! O famoso Comendador Arcanjo de Mato Grosso — assassino de editores de jornais — tem como fachada legítima do jogo do bicho uma empresa de factoring. Difícil não pensar na profissão como algo pré-moderno.

A não falar em despachantes de alfândegas, aquela igualmente nobre e antiga profissão.

Para ser justo, nossos despachantes no Porto de Santos foram razoavelmente eficientes e baratos — relativo ao contexto completamente doido em que a importação da minha famigerada biblioteca de sabedoria gringa tomou lugar.

Como toda campanha deste tipo, o homem à frente é quase-identificada com uma meia-divulgação dos interesses que representa.

Omite ser o Skaf gaúcho.

Duvido ele ser da classe média pessoalmente.

Tendo à frente o arquiteto Fernando Bertuol, a ACLAME organiza ações e campanhas para conscientizar as pessoas sobre seu papel na sociedade, especialmente no que diz respeito ao pagamento de impostos e o retorno destes para a população. Foi adotado o bordão Chega de Tanto Imposto, que rapidamente recebeu a aceitação do público e ganhou as ruas em adesivos e cartazes.

Xô imposto!

Que ideia mais original e apartidária!

Aquela campanha em particular está hospedada no mesmo servidor que PAULOBORNHAUSEN.COM.BR, DEMOCRATASSP.COM.BR e DEPUTADOJEAN.COM.BR.

Talvez apartidário não signifique a mesma coisa que o inglês «nonpartisan».

Nenhum desses sites são abrigados em servidores — caixas zumbindo com luzes piscando — localizados na República dos Estados Unidos … do Brasil, quer dizer.

Moram em Houston, TX com o boiadeiro dos Simpsons.

Este grupo, aliás prefere o Impostômetro — clone de uma campanha de publicidade famosa dos anos 1990s em Nova York.

Foi logo ali em Bryant Park, esquina da Rua 42 com — Avenida das Américas? Sétima?

Que eu saiba ainda está lá.

Eis a força de novas ideias — novas por serem obrigadas a fazer a viagem de Nova York para California em carrouça de pioneiro, para depois fazer a volta de Tierra del Fuego de veleiro e finalmente chegar em Santa Catarina na mula de uma freira de Santa Clara vindo de Salvador.

A gente sofre taxas de impostos muito piores do que sua classe média, aliás. Durante o regime de Bush ibn Bush, meu cargo tributário chegou a 39%. O que eu sempre pagava, sem terceirizar meu posto de trabalho por meio de uma limitada nas Bahamas chefiado por um banqueiro suiço.

Segundo o Wayback Machine, o site de ACLAME ou não existia em 1999 ou não foi indexado pelo projeto. Eu apostaria na primeira opção.

Parece ter surgido como parte daquela campanha contra aquele imposto, me esqueço, sobre transações financeiras? Fim de 2006 para 2007? Os últimos minutos daquele congresso?

Talvez não deixam o robô do Wayback Machine entrar mais, pois o Google mostra páginas, a maiora clippings de notícias, com data de 2009.

Essa campanha parece morar em domínio próprio, mais não é o caso.

Mora num condomínio vertical compartilhado com outros domínios com o mesmo tema, além de sites como EMPREENDER.ORG.BR, MUSEUDACORRUPCAO.COM.BR, e FACESP.COM.BR.

Ah, é também o DCOMERCIO.COM.BR, aquele monumento ao jornalismo de negócios — quase o Wall Street Journal sambodiano — com o prefeito de São Paulo como um dos vice-presidentes. Apartidariamente, tenho certeza.

Fonte: ROBTEX.COM — sua canivete suiça de informações técnicas sobre quem é quem na internet!

Uma vez que o genial de vinte-poucos anos que programou a aplicação não cobra pelo serviço, não tem como me pagar jabá para promové-lo.

Fez porque achava divertido. Eu também acho. Recomendo espontâneamente. Juro.

Em fim, se os representados pelo ACLAME são da classe média, deveriam renegociar os salários, urgentemente.

A capa da revista Época que peguei na antesala do bom doutor hoje mostra a maquina de sindicalismo com um desenho bonito de engrenagens.

Só que não conta o outro lado da história — a máquina dos sindicatos empresariais, que vive em uma caixa preta com luzes piscantes em Miami ou Houston ou algum paraiso no Caribe.

Cadê o OpenSecrets.org tropical onde posso conferir quem gasta mais em lobby e propaganda?

Eu realmente gostaria saber, para ser justo. É verdade que o poderio dos sindicatos proletários ultrapassa os dos pobres patronais?

Não tenho me esquecido da CUT-PT. Tenho robôs trabalhando.

Mas ainda gostaria ver uma entidade de classe brasileira que divulga suas finanças do mesmo jeito que instituições parecidas nos EUA são obrigadas fazer — o famoso formulario 990 e o relatório annual.

A Ecologia Estranho do Novo OI

Não veio criticar o Observatorio da Imprensa — apesar dele divulgar reportajabagandas de vez em quando, provavelmente sem perceber — mas para estranhar a sua metamorfose.

Sua nova cíbersituação é bem esquisita, é não sei direto explicá-la.

Como trata-se um site jornalístico, você espera uma estante sobrecarregada de páginas contendo enlaços aos mais diversos assuntos.

Talvez Costa aponta um projeto em Romêna ou Dines refere-se à morte da revista Newsweek — a qual eu considero a primeira morte causada diretamente pelo «jornalismo de inovação». Portanto, a aranha acaba em Bucharest ou na Sexta Avenida onde cruza com Columbus Circle, com as torres gêmeas da Time Warner.

A aranha atravessa um determinado número de camadas embaixo do «root» do servidor — a barra em eu.hein.org/* — recolhendo os enlaços a outros sites, e depois vai para aqueles sites e, se comandado, recolhe e segue os enlaços encontrados lá também.

Nesse caso, primeiramente, minha aranha encontrou vários domínios-fantasmas que inexistem até nos dados dos NICs. O domínio TLD «.yu», por exemplo — do bom e velho Iugoslávia — não existe mais, assim como toda a estatuária de Lenin, Stalin e, como se chamava o homem forte de lá?

Ah, sim, Tito — também um dos irmãos Jackson.

Segundo, vemos um monte de ligações a uma empresa esportiva seja russa seja servska seja decerto do leste de Europa — acho que é de Sérbia, julgando de uma página em inglês mambembe — chamado de Partizan.

Vai saber porque.

Tem equipes profiessionais de futebol, handebol, basquete, volei e todo mais. Os cores lembram o preto-e-branco do Timão ou o Time Cujo Nome Não Se Diga Nessa Casa.

Os patrocínios e parecerias que constam na primeira página do projeto são todos lá — Intervozes, outro projeto com financiamento da Ford; aquele projeto da USP, Hiperjornalismo; Observatórios en Red, de Peru; o Banco do Brasil; a campanha Direito a Comunicação.

Há várias ligações a TV Brasil, que parece natural, dado a cobertura do lançamento do PBS brasileiro, se bem que sobreviva os primeiros anos de guerra nuclear Global.

Como qualquer publicação em rede, tem todos os componentes ou plataformas ou canais ou conteudutos «sociais» presentes — YouTube, Facebook, FaceTube, YouBook, MashFlash, LinkedLove, LoveLink, BlogBlogs — agora TopBlogs, de Abril — ou que seja.

Na questão de mídia, não sei porque, mais aparece com mais frequencia veículos estadounidenses ligados ao complexo de MSNBC, CNBC e NBC-Universal — até recentemente Vivendi-Universal, é o responsável pelo modismo de House M.D. no Brasil.

Minha mulher, fazendo uma frila para uma editora meio espirita, conta que no catálogo a vir têm um livro chamado algo como «A Filosofia de Gregory House». Se viesse da iMac de Olavo de Carvalho ou algum nomme de plume dele, não tenho como saber.

Slate é a revista de cultura bancada por Microsoft.

Futz, por quanto tempo continuará a HQ Doonesbury?

Eu lia nos anos 1970s. Tá na hora de aposentar Zonker.

Eu sempre preferia Salon.

Fui um dos primeiros assinantes. Se me lembre bem, emergiu daquela turma do WELL, onde eu tenho orgulho de ter começado a minha vida em rede com minha primeira conta de e-mail.

Hoje em dia, não sei mais. O teor do produto muda enquanto a marca de sempre permanece. A marca W$J, por exemplo — chega de prêmios Pulitzer, vamos vender o iPad, porra!

O outro grupo midiático representado com destaque é o Times-Mirror — se ainda seja chamado isso — dono do New York Times e o Boston Globe além das operações digitais de ambos.

Cliente de Innovation International.

Uma amostra rápida da rede de seguidos pelo OI na Twitter é outro reflexo disso. Segue

  1. Microsoft
  2. Meet the Press (NBC)
  3. Martha Stewart (CNBC)
  4. Craig’s List — a bala prateada de classificados impressos, embora o CL-SP continue um Cracolândia virtual cheio de travestis
  5. National Public Radio
  6. Nerd News
  7. um cafajeste sorridente

Eu teria que fazer um censo completo para tirar conclusões, no entanto. É bem possível fazer.

Outro fato notável: a mídia brasileira, assunto principal da revista, quase não marca presença.

O jornal Gazeta do Povo, só.

Até agora.

Eu esperava outra coisa.

Cadê a Caixa Preta?

A hospedagem do novo site é um mistério completo — talvez por razões de segurança.

Tenho que reler o que foi dito sobre a mudança.

Um sinal de teste de YOUGETSIGNAL.COM sai daqui pela rede de Virtua é some na vastidão do deserto Sonora. O teor do arquivo AS — no linguajar do sistema DNS, o fornecedor de acesso à rede de redes, servindo como a entrada da rodovia, como por exemplo Embratel ou Global Crossing  — não passa de um ponto de interrogação.

Jamais vi isso antes. Teria algo a ver com estes domínios-fantasmas do império de Tito? Alguém com mais conhecimento técnico terá que explicar o caso. Não quero criar mistérios onde não existam.

Entretanto, eu vou ter que melhorar meu conhecimento de todas as técnias de redirecionamento, ofusação e pseudonomia antes de poder interpretar os dados seguintes:

Lembra o ourobouros, não lembre?

O arquivo A indica que o verdadeiro nome do escritório virtual da revista é EASYDNS1.DUALTEC.COM.BR — uma torre de negócios ocupadas por monte de empresas diversas, algumas do mesmo ramo, a maioria sendo como dentistas com clínica ao lado de uma firma de advogacia ao lado da oficina de um alfaiate de qualidade.

Outro robò da minha confiança só mostra o sinal passando normalmente pelo servidor do domínio .BR — 200.218.130.93 — e depois pela rede da NET Virtua até o rotador sem-fio lá embaixo — um dia vou surprender minha mulher tomando controle da sua máquina por meio dessa ligação — e finalmente pela WAN até essa máquina macunaímica.

Sem passagens pelo bonito aeroporto Bush abu Bush de Houston, ou qualquer passo intermediário — muito menos uma viagem em tempo até a época de Tito, Michael e Germaine..

A visão frequentemente diverge entre o ponto de vista de lá — YOUGETSIGNAL mora na Los Angeles — e aquela de cá. Tem que triangular.

Referências às biografias oficiais de Hillary Clinton e o chefe da Justíça — não consigo lembrar o nome dele, é irlandês, acho — eu preciso examinar no nível semântico.

Donde veio, um citação em uma matéria, talvez?

Eu não analisei a rede complea, só um trecho mais ou menos aleatóriamente escolhido.

Ainda assim, teria a ver o que um veículo respeitável como o OI  com H1N1666.COM, um exemplo de samizdat digital completamente porra-louca apocalíptica?

O gripe das frangas vai iniciar o fim dos tempos, aquelas coisas.

Sinceramente nem sei saber como saber.

Amanhã: A metamorfose ambulante da blogosfera Abril, hoje em dia Top Blogs. Estou fazendo uma amostra ampla para servir como ponto referência.

Até agora, descubri um único blog em común com as blogosferas de Ternuma, o IMIL, e Aluizio Amorim: Libertatum.

Isso de uma amostra de uns 300s blogs distintos antes de sair de casa. O acervo cresceu a quase 800 desde então, sem eu levantar um dedo!

Vamos dar uma checada antes de House começar.

Agora, tem bastante entrecruzamento entre as várias listas e a lista de referência.

O comando

comm -12 arquivo1 arquivo2 > intersex

quer dizer «omite todo que não seja os dados que os dois arquivos tem em común, e escreva esses dados no arquivo chamado intersex».

Com meus robôs, a vida de um pesquisador vira um paraiso.