Dois Jeitos de Enxergar um Jovem Tucano: Um Exercício em Calibração

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OK, alguns leitores reclamam que só falo mal da organização em rede do anticontinuismo.

Na minha defesa, estou estudando a estrutura do continuismo desse ano também, e estou achando-a muito interessante. Acima, o complexo PT-CUT com a rede de alianças internacionais em destaque. Futuras notas detalharão os pontos de interesse nessa rede.

O fato, porém, é que o anticontinuimso-novaideiaismo é simplesmente muito mais interessante do ponto de vista técnica. Apresenta mais desafios ao análise e muito mais sofisticação no uso de teconologias de ponta.

Dilma na Web é mamãe e papãe, que eu consegui descubrir até agora

O anticontinuismo é a Kama Sutra na melhor de hipóteses — e em um alguns casos, posívelmente a Venus em Pelz também

Ambas tem suas agências de publicidade, sites de «ideologia» — o termo de OpenSecrets.org para campanhas publicitárias sobre questões específicas (trabalho escravo), tópicos gerais (o meio-ambiente), ou pensamento político.

Nos EUA, é a categoria de lobby que de longe gasta a maior quantia de bufunfa por ano.

Calibrando CONFIG.XML

Ora, como exercicio técnico, eu resolvi apontar meus robôs, por exemplo, ao site do Jovem Tucano.

Eu até tem amigo que é jovem e tucano — candidato tucano, até — e a única coisa que tenho dificuldade aguentando é sua juventude. Estou virando o Clint Eastwood em Gran Torino na medida que a velhice aproxima-se.

Para não ficar sempre falando mal o tempo inteiro, entaõ, direi que o modelo de organização em rede do site é impressionante, e as técnicas de marketing orientadas à juventude são de ponta.

O «youth marketing» é talvez o assunto que me interessa sobretudo pelo ponto de vista de um estudo geral de propaganda moderna nos tristes trópicos.

O Blue State Digital barra Revolution Messaging, estou começando a achar, especializa-se em botando uma hidroelétrica de mídia social no caminho da Amazonas de energia e emoção que surge de uma campanha eleitoral, ou de qualquer outro fenômeno de massa — futebol é muito importante nesse sentido.

Esse motor de zumbido e criatividade caseira eletrifica as marcas dos clientes.

Quando a imprensa fala da importância de tecnologia ao processo eleitoral, o assunto em primeiro plano não é política.

O factóide segundo em importância do momento segundo o algoritmo de Goobge News: «Revista Time use perfis de usuários para uma matéria de capa sobre Facebook».

É notícia isso? Se você só vai ler dez manchetes hoje para se enterar do estado do seu mundo brasileiro, esta realmente seria entre elas?

A notícia é que um agregador de conteúdo ligado a uma comunidade social  repercute uma reportajabaganda sobre a agregação de conteúdo em redes sociais. Eu, hein?

Nesse tipo de jornalismo, a coisa pública não passa de um pretexto. Os assuntos em destaque são as marcas dos clientes — MSN, MSNBC, iPhone, Orkut para Android, Facebook no iPad, House M.D. no Tweetdeck, Twitter no House M.D. — no contexto da tendência fabricada estilo Faith Popcorn.

O efeito líquido pretendido é gerar e manter um zumbido sempre crescente sobre a suposta importância revolucionária dessas bugigangas mágicas.

A mensagem é, se você não tenha o iPhone, você não pode participar na vida pública.

Na verdade, eu diria e apostaria, a Internet não terá muita importância no processo eleitoral desse ano no sentido de conquistar corações e mentes de eleitores conscientes agonizando sobre seu voto.

A rede boca-a-boca em espaço geográfico é de longe a rede mais importante pela vasta maioria de brasileiros fora do eixo Sampa-Rio. Acordem: para cada hectare de espaço urbano, tem um milhão de caatinga, selva, agroindustria monocultural, latifúndio, várzea, cerrado, agreste, sertão.

Luz para todos continua um sonho a ser realizado.

Os cibermilitantes simplesmente ferverão dentro de uma câmara de eco, mutuamente reforçando o fervor pela verdadeira fê.

Votarão com paixão no candidato(a) deles.

Mas um voto é um voto, feito com paixão apocalíptico ou com aquela resignação que eu sinto as vezes.

Sabe: «Esse cara é o babaca de sempre, mas o outro é ainda pior. Poxa, que liberdade de escolha é isso, companheiro?».

Então, os Jovems Bicudos são parte do meu censo desse tipo de moblização do ponto de vista técnica. Só isso.

Domando o Eu, Robô

Isso dito, deixa-me explicar meu problema e minha experiência.

Como eu mencionei ontem, preciso aprender melhor como configurar o robôs que vagam pelas redes recolhendo dados.

Deus abençõe o Adnan Pillai de Letterboxes.org por ter programado o Harvestman, mas o talento dele para programação não se traduz em talento igual para documentação.

Estou enlouquecendo tentando saber, por exemplo, se aquele parâmetro é boolean, string, whole number, o que seja.

Então eu invento a experiência seguinte para me ajudar.

Eu vou apontar o Harvestman ao site dos Jovens Tucanos e, à mesma vez, pela mesma duração, vou deixar rodar o jeito mais bruto de navegar um site

wget -rH

Esse método é meio como abir um jarro de aceitonas com marreta.

É considerado grosseiro, e muitos sites parecem proibir este hospedado meio descontrolado.

O primeiro instinto desse robô, por exemplo, é tentar baixar os e-governos federal e estadual inteiros. Naturalmente, uma campanha competente pela conscientização política da juventude tem um catálogo de recursos do e-governo. O processo logo descobre o fato é vai atrás.

O resultando é um monte de erros 404.

Eu sei que o Tribunal Supremo Federal está lá, só que a secretária está filtrando as ligações e recusando a atender o telefone. Podia ser Leandro Fortes ligando para Ministro Gilmar.

No mesmo momento, eu começo um processo de Harvestman com a configuração padrão.

Este tende a ir fundo embora sem abrangência — ideal para meu projeto de fazer um motor de pesquisa da obra completa de Dave Winer, por exemplo — enquanto o que quero aprender a fazer é começar com um mapeamento abrangente mas raso para depois poder selecionar os trechos a serem mapeados em mais detalhe.

Então, eu paro o processo padrão e recomeço outro com o mandamento, Faça o samba da abrangência doida!

A Via Láctea de Spam

Dentro de poucos segundos, estou perdido em uma galaxia de spam.

O robô some em um pouço sem fundo de sites como ADOBE-BEST-SOFTWARE.BIZ e OEM-CHEAP-BUY — todos vendendo software OEM — «original equipment manufacturer» — de, mirabile dictu! Microsoft e Macromedia-Adobe.

Até Quark está à venda ainda!

O bom e velho e saudoso Quark, melhor amigo do diagramador de páginas impressas.

Nunca me conformei com a transição ao InDesign, e meu bom amigo diretor de arte de revistas — participaos em uma liga virtual de beisebol de fantasia do Yahoo — ainda hoje continua com o mesmo antigo sistema de fluxo de trabalho hospedado num servidor Quark. O patrão é pão-duro.

Também aparece o que deveria ser o mecanismo de disseminação de propaganda contextual a vários sites, LINKWS.COM.BR.

Geralmente, o WS é a sigla de Web Service, um interface a um latifúndio de servidores de e-comércio.

Disso eu gostaria saber mais.

Lições de Casa

O que aprendo com esse método «marreta e escova de dentes» é que eu aparentemente mandou o robô (1) ir ao ponto mais distante na rede para voltar no sentido do ponto de partida, e (2) vai absurdamente fundo nos servidores externos descobertos.

Ah, agora entendo o que faz aquele parâmetro!

Faço uma revisão no arquivo de configuração e começo de novo.

Para encurtar o relato, eu consigo fazer o Harvestman fazer em muito menos tempo e com muito menos descontrole o resultado que demora muito para conseguir com a marreta.

Resultados Preliminários

É isso que eu queria — um mapa abrangente mais raso no que trata-se de servidores externos.

Por enquanto, só quero localizá-los dentro de um grau de separação do «ego» da rede.

Outra vantagem imbatível do método mais refinado é que o processo relativiza os enlaços.

Quer dizer que todos os enlaços levando dos Jovems Tucanos ao AL.SP.GOV.BR, por exemplo, são escritos no diretório «www.jovemtucando.org.br», enquanto um eventual enlaço recíproco ao JT aparece no subdiretório, assim:

$ ls./www.jovemtucando.org.br/al.sp.gov.br/www.jovemtucando.org.br/index.html > jt.txt

O mapeamento de enlaços recíprocos é muito importante. Quero poder extrair estes dados e aplicar algoritmos que identificam agrupamentos e agremiações naturais, além de homens-chaves, corretores, guardiãos do portal, e tudo mais. Um exemplo de uma rede aleatória, diagramada com yEd:

Imagine podendo fazer este análise de, digamos, TopBlogs, o latifúndio de samizdat digital do Abril.

O Servidor-Fantasma

No curso deste análise, eu também descubro o que parece ser um servidor-fantasma do partido central, com um endereço desconhecido pelos bancos de dados do mundo.

Quem tem o CPF virtual 200.171.55.28?

cbrayton@macunaimachine:~/crawls/NETWORKING$ ls 200.171.55.28

ROBTEX.COM não tem informações sobre o endereço, salvo que consta em sete listas negras de administradores de redes, o que quer dizer que não aceitam dados da redes por várias razões.

É um «proxy-registered route object» que passa pela rede de Telesp sem mostrar o RG ao guarda.

Um traceroute com Graphviz pela rede de NET Virtual alcança o site e retorna o nome do servidor.

Fato curiosos que não sei direito explicar. Coisas de segurança.

Está na hora de debruçar sobre a tabela de delegação.

Deixa eu estudar mais sobre isso.

Só para ilustrar porque chamo o continuismo na rede de «mamãe e papãe» em contraste com o tucanato digital:

O partido e a cibercandidata moram em condomínios verticais comerciais normais ao lado de dentistas e contadores.

CUT mora no THEPLANET.COM, segundo meu robô. Mais não é cadastrado pelo GODADDY, obviamente.

Interessante.

Segundo um WHOIS, o CUT mora no

cutnac-web1.cut.org.br

cujo CPF virtual, para assim falar, é

75.125.40.18

E WHOIS 74.125.40.18?

ThePlanet.com.

Suponho que esta seria classificado de uma procuração transparente.

eAgora

Próximo exercício: uma visão semântica da vida e obra do Grande Dave.