Desenvolvimento de Mídia Global: Explorações com yEd, Gephi e OOCalc

Padrão

Aguardando ainda o envio do projeto pelo cliente, eu ponho em ação três aranhas — «Web spiders» — acima.

Duas são instânicas de Harvestman, uma navegando o blog Whirled View — um blog quase não-oficial da diplomacia estadounidense — e outra a rede do Institute of Politics da universidade Harvard.

Também estou testando uma nova ferramenta chamada de 5Degrees, que navega os caminhos que se bifurcam de uma rede e produz um map ao vivo — assim como faz o WebSphinx, ambos sendo bugiganga programadas em Java.

Primeira impressão: Gosto de poder controlar o conteúdo mapeado facilmente– aqui, não quero saber dos arquivos ou estrutura internos do site, só dos 97 outros endereços referidos e as 3 refêrencias ao alvo — nesse caso o Centro Berkman de Harvard.

Mas é muito, muito lento. E ainda não sei se esteja gravando a seção em algum lugar paranálise posterior.

Uma seção de WebSphinx, para comparar, segue.

De Volta à Mídia Globalizada de House M.D. Dublado em Nepalês

Passei um tempo ontem anoite navegando nas redes do Foro Globo sobre Desenvolvimento de Mídias com Viés Pró-Washington — o GFMD — é, como ponto de referência, o e-Governo 2.0 dos USA — embaixo, com sites do domínio .MIL, da forças armadas, em vermelho — de um «crawl» feito começando com CIA.GOV.

Primeiro enlaço no site da CIA?

Baixe o tocador de Flash aqui em ADOBE.COM!

Era uma vez que sites governamentais tinham que oferecer , em lugar de destaque, uma versão do conteúdo sem Flash,. Alguns ainda oferecem essa opção.

Flash é uma barreira à facilidade e abertura de comunicação, no meu ver. A Neuza foi falando com o carro que cuida dos cachorros quando a gente viaje, que mora numa região rústica e só após uma luta feroz conseguiu uma conexaxão por microondas de 750 kbps.

Vocês vão gastar o tempo e a largura de banda limitada desse cara com uma animação Flash que não informa-lhe de nada?

Espanglês: A Língua Franca do Futuro

Antes de começar, me deixem dizer que fico meio constrangido pelo fato de que meu governo montaria um site alvejando um audiência hispanofalante chamando-o de «GobiernoUSA.gov».

No mundo hispanofalante, o nome de nosso país é abeviado EEUU — Estados Unidos. Algo parecido com FFAA para «forças armadas» entre o tribo dos lusófonos, que nos conhecem, com bastante sensatez, como os EUA.

O correto teria sido GobiernoEEUU.gov, portanto, né?

Só que a marca do grife é aquele grito de U-S-A! U-S-A! cada vez nossa seleção de futebol — a forma dele que realmente utiliza o «foot» — está sendo goleadada por Marrocos ou Zimbabwe.

Meu governo não fala espanhol.

Fala «spanglish», ou seja, «espanglês».

Editando Dados Visualmente

Agora, o propósito técnico da ultima seção foi ganhar prática com os dois editores de diagramas que me parecem mais uteis, yED e Gephi.

O assunto foi o GFMD e seus laços estreitos com o USAID, servindo como agência coordenadora entre a diplomacia e forças armadas hoje em dia — um função formalizada recentemente e anunciada num boletim da agência.

Um projeto do Foro, como bastante grana da perceria Cargegie-Knight, é a rede internacional de jornalistas, IJNet.

Eu resolvi ver o que eu pudesse aprender de útil sobre essa organização-rede.

Tudo começou em confusão e desordem. Em uma baderna liberal.

A ordem progressivamente se revela com bastante trabalho pelo homem e o robô.

Consigo fazer aparecer, utilizando filtros dentro do yEd, uma rede que eu anotei manualmente outro dia, a dos tuiteiros afiliados com o canal lusófono de Twitter do IJNet, um projeto, como ja se disse, do WFMD — este um projeto do WMD, este um projeto do NED, este um projeto dos poderes legislativos e executivos de nosso governo federal.

Os mesmo dados visualizados com Gephi:

Os seguidores do canal em inglês incluem programas das redes CBS e MSNBC, o evento anual TED — tipo um primo do famoso Campus Party  — veículos impressos como Foreign Policy e o Financial Times, e uma candidata Republicana ao governo do estado de New Jersey — terra de House M.D. e Tony Soprano!

O fragmento dessa rede vai fundo nas atividades do usuário «Cartola de Conteúdo», entre os seguidos do qual achamaos uma conta de Twitter pró-Dilma e o canal sobre eleições de UOL.

O GFMD tem canal próprio no Blip.TV — esta de yEd, que mantém a imprescindível «vizinhança» de cada nó sempre visível, à esquerda.

USAID, na visão «tela inteira» de Gephi, com funçẽs de navegação muito parecidas com os controles de Google Maps.

Uma visão geral, com a rede de Twitter separada e recolocada dentro da diagrama pelo yEd, após exportar o arquivo no formato — manipulável e dinámico —  SVG.

Os e-UA em Geral

Entretanto, o Navicrawler baixou dados sobre o e-Governo estadounidense. Assim como a CIA convida a baixar o Flash, o Defense Intelligence Agency — a CIA militar — convida o usuário a se cadastar no Facebook.

Vários departmentos do executivo federal tem blogs, além do blog oficial do país inteiro, BLOG.USA.GOV, assim como nos vários sites inuteis senão como campanhas de marketing, como AMERICA.GOV e o dito GOBIERNOUSA.GOV.

A diplomacia continua doida pela mídia social.

O e-governo de Obama aparentemente é Mac Addicted.

A presença do antigo vice e presidenciavel mais votado de 2000, Al Gore, na diretoria de Apple Computers não haveria nada a ver, suponho eu.

Azul clara é a cor do iGoverno, acima.

Um caso especial que emergiu dos dados e atraiu minha atenção foi a agência NDI — a Diretoria Nacional de Informações, mais uma nova camada de metaburocracia criada durante a GWOT — sigla em inglês da Guerra Global contra uma Emoção Dolorosa mas Nebulosa.

Notei na página do agregador de conteúdo Newsgator que o Exército e Aeronáutica tem sidos clientes dos serviços corporativos da empresa. Foi justamente ontem que rolou aquele velho episódio no qual Bart e a turma forma um «boy band» que na verdade faz propaganda clandestina alvejando novas reclutas pra Marina de Guerra.

Podia até ser natural essa agência ser a mais Rede 2.0 de todas: o primeiro diretor foi o John Negroponte, irmão de Nicholas, este chefe da Media Lab no MIT e criador do (fracassado) OLPC.

Este foi melhor conhecido como o «laptop de $100», apesar de sair por tres vezes esse preço no fim das contas. Foi  rejeitado pelo governo brasileiro, se não me engane, apesar de um forte lobby em favor, com uma folheita farta de reportajabaganda até — especialmente — no Estadão.

Deixa eu abrir uma seção de yEd para dar uma visão enfocada na agência. Primeiro, porém, um nota sobre jeitos mais eficientes para revisar os dados.

OOCalc: Préprocessamento Fora do Editor

Uma vez que meu sistema — Celeron Core Duo 2Ghz, 1GB memória, Debian 2.6.32-trunk-686 — nem sempre passa bem rodando Java, às vezes acho conveniente fazer preprocessamento dos dados utilizando a planilha OOCalc, do Open Office, ou a Gnumeric.

Um curto exemplo: Eu fico interessado no assunto da rede social e a comunidade de informações — CIA, DHS, NRO, NSA, e mais uma sopa de siglas, todas supostamente coordenadas pelo DNI — e resolvo filtrar outros elementos

Qual o interesse do Diretor Nacional de Informações no projeto do iPodder, software livre para o Mac que facilita a criação de conteúdo de aúdio tocável no iPod?

Eu mesmo fazia um podcast semanal por um tempo, só para experimentar, mais eram chatos. Eu utilizava Audacity e forneceu as programas nos formatos OGG e MP3. Nada deste formato cifrado de Apple!

Para isolar a sub-rede, simplesmente ativo o Auto Filter em OOCalc e começo copiando e colando: todos os blogs do e-Governo, com os referentes e referidos, e o DNI como núcleo de tecnologia social.

Deve ser outras funções uteis para mamipulação de dados.

Acabo com uma coletânea de dados muito menor e mais tratavel.

O Blog do DHS, o Departamento de Vaterlands Sicherheit — burocracia nova criada por um presidente dito neoliberal no sentido de cortar burocracia ao osso, vai saber — ocupa um lugar central na blogosfera de Tio Sam.

Entre os canais referidos pelo chefe de todos os arapongas, tanto militares quanto civís:

  1. Feedburner
  2. Ning
  3. AddThis
  4. Podomatic
  5. Blogger
  6. Twitter
  7. Facebook
  8. Pageflakes

Pelo menos alguns servidores públicos não perderam a cabeça. O Coast Guard — algo como uma polícia federal maritima, que mudou de situação, passando do quinto ramo das FFAA a uma agência do DHS — anota no seu canal de Twitter:

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«Este não é um canal de emergência. Utilize VHF Canal 16 ou liga para 911» – o número e nosso 190. Sensato. Estou imaginando alguém no seu iate em mares turbulentas tentando achar um sinal 3G ou Wimax para poder tuitear às forças de resgate no meio do Mar Atlântico.

Uma visão geral agora. Àdireita, o agregador de conteúdo NetVibes. Quais as soluções fornecidos a diretoria de informações por fornecedores deste tipo? Tá na hora de dar uma olhada no orçamento.

As Fronteiras

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Acima, o Shopping de Inovação USA no ponto de sofrer um análise intensivo.

O que me interessa agora é como juntar essas várias perspectivas, tecnicamente, em uma rede só, descobrindo os pontos de contato entre uma e outra.

Por isso, eu presto atenção à chamada «fronteira» da rede — quando diagramados em formato circular, são os pontos de dados perífericos.

Achei essa rede na fronteira do e-Governo, por exemplo.

Sedo é uma bolsa de domínios, um mercado pela venda e compra de nomes de domínios ue opera em um monte de paises. Aqui, forma-se um exemplar quase perfeito do modelo do circulo fechado: cada nó se refere a cada outro nó.

Na fronteira da rede é que achamos pontos merecendo um análise mais fundo, que pudesse aprofundar nosso conhecimnto da rede-alvo.

Deste veículo fronteiriço de imprensa, por exemplo, a revista CIO, me lembro de ver em outra rede. Acho que foi do Interactive Advertising Bureau. A revista tem versão brasileira hospedada, se não me engana, no portal de UOL.

Me lembro agora. É parte do Grupo IDG.

O IDG é representado no conselho executive do IAB.

Na capa nesse momento: uma dissertação sociológica idiota sobre Facebook e mais fofoca de celebridade sobre Steve Jobs de Apple Computer. Pergunte a minha mulher: Eu previ exatamente estes assuntos como manchetes antes de navegar à página.

É uma fábrica de reportajabaganda que ninguém com interesse sério na indústria leva a sério.

Também da zona fronteiriça, dois pontos para um «zoom» em detalhe foram escolhidos hoje: O blog Whirled View — entre outras coisas, por ser uma boa leitura interessante por uma autora brilhante e culta — e a primeira aparência daquela rede de Harvard, o Institute of Politics.

Christopher Hitchens parece estar na moda no Brasil ultimamente.

Não se esquelam de que o Paulo Franciso inglês — que está acabando meio como palhaço, de maneira parecida com o triste fim do brilhante colunista — fez um livro-indiciamento da eminência mais eminente entre a professoriada de Harvard, Henry Kissinger, como criminoso de les-humanidade.

Hitchens, vix. Um enredo para Graham Greene ou Malcolm Lowry.

Dados crus até agora.

O robô ainda anda atolado na estrutura institucional da e-Harvard. Alimentei-o com os parâmetros errados.

A senhora que escreve Whirled View é uma  leitora da revista Harpers, que nem a gente.

Vamos ver o que podemos fazer, exportando essas listas de URLs e juntando-os com outros dados utilizando as facilidades impressionantes de Pajek.

Juizo de Valores

Veredito preliminar sobre o 5Degrees, para fechar o relato: não presta para nada