Domingo no Laboratório: Guisando CIMA na Cozinha de Gambiarras

Padrão

Acima, anatomia de uma nota no blog não-oficial oficial do Jornalismo de Inovação, captado pelo SocNetV e analisado com Gephi. Criei um arquivo PDF da diagrama, mas fiz mal e não exportei as etiquetas dos nós — entre os quais artigos de Wikipédia sobre Luiz Inácio Lula da Silva e a Ponte Frias da Avenida Marinho, símbolo do dinamismo do B em BRIC, suponho. Ai, se tu soubestes … Com as etiquetas, o documento seria buscável por Ctl-F — eu utilizo XPDF e Evince em vez de Adobe Reader — servindo de uma referência simples para um análise do teor da rede.

Logo de manhã, inovo dando três comandos a minha macunaimáquina que levam horas para ser cumpridos.

sudo apt-get update && sudo apt-get upgrade

seguido pelo inevitável

sudo dpkg --configure -a

quando algo não dá certo na atualização do sistema desde o servidor de Debian em Campinas.

E agora

wire-bot-reset && wire-bot-seeder /media/carmenmiranda/var/wiredata neocons.list
wire-bot-run 20

Com isso, a máquina cuida da sua própria vida quase o dia inteiro.

O WIRE foi semeado com os domínios das várias fundações estadounidenses que figuram na «ecosistema digital» do Instituto Millenium e o Master [sic] em Jornalismo.

Tal como Atlas, Cato, Heritage, Hoover, Carnegie, Knight, Claremont, Bill and Melissa Gates, Endeavor, Soros, e assim por diante.

A indústria de «filantropreendedorismo» — eles realmente soíam emitir este neologismo doido, «philanthropreneurialism», no discurso de «não tem nada de errado dar bem fazendo bem», antes de cunhar «empreendedorismo social»; eu mesmo li os releases — hoje em dia ficou mais complicada do que a fabricação de Boeings,  caças Griffen e Rafale, e aquele Cessna assassino tupiniquim, o formidável Supertucano.

Modelando a Rede de Baixo para CIMA

O objetivo prático de hoje é, na medida possível, descubrir pontos de contato entre essa marca institucional do terceiro setor com a rede do «jornalismo de inovação» de Stanford, e dessas duas com o CIMA — programa de formação de jornalistas e gestores de conteúdo mundo afora bancado pelo contribuinte — eu, hein? — dos EUA.

O Hoover Institute — instituto de pensamentologia onde velhos asseclas de Bush ibn Bush como Condi Rice recebem uma pensão alimentícia enquanto rabiscam monumentos de revisionismo histórico na tradição de Nixon e Kissinger — parece um bom candidato, tendo seu próprio instituto de «estudos sobre inovação».

Eu tenho aqui um raio-X da rede de CIMA com 1.801 nós, 3.424 laços direcionados, e uma abrangência de 8 graus de separação. É uma boa amostra.

Eu passo a melhor parte do dia — fora umas horas de soneca, uma vez que um gato doente e triste me mantinha acordada ontem anoite — cozinhando esses dados com yEd e Gephi.

São meus editores de diagramas preferidos, agora que descubri um jeito de intermediar a disputa entre meu sistema, da Cisjordânia e o Java,. da Transjordânia, graças ao santo de informática.

Se não me engane, este seria o São Jerônimo, também o padroeiro de tradutores. .

Com suficientes recursos, o yEd mostra-se especialmente valioso como um jeito de manipular conceitos complicados intuitivamente em tempo real, mais ou menos

Tem muitas funçẽs parecidas com aquelas avançadas do bom e velho Microsoft Office para quem é «power user» deste.

Os anos que eu passei labutando em firmas de advogacia e bancos de investimentos, guisando dados e infográficos para PowerPoint e Excel e tudo mais, não foram em vão.

A vantagen de Gephi é que tem vários algoritmos sofisticados para cozinhar as relações descobertas. É bom até demais nesse sentido. Eu não tenho a mínima força de uma nova idéia do que trata-se o relatório seguinte:

Gasto bastante tempo só fazendo o programa fazer lindas transformações animadas.

Também tiro uma folga para ficar em dia com velhos amigos de colégio e faculdade no Facebook, que nesse sentido me tem fornecido muitos bons momentos proustianos.

Hoje, estou surprendido com um convite do projeito Eleitor2010 para começar uma amizade.

O algoritmo de SEM-SEO deles provávelmente notou a publicidade — bem sarcástica — que eu dei aqui ao projeto, que está buscando um bom programador que trabalhará de graça projetando um Eleitor2010 para o iPhone.

Trata-se do iEleitor2010, parece..

iBrayton está de iSaco cheio com a iHegemonia de iTudo.

Esses democratas virtuais!

Tratam qualquer referência ao conteúdo deles como se fosse um voto em favor.

Nem tomam o tempo de ler e saborear minha prosa quixotesca-mambembe para apreciar o quanto eu desconfio na retidão desse projeto de blogueiros cidadãos-assalariados morando 10.000 km distantes do Porto de Santos .

Se o jornalismo de Studs Terkel foi um jornalismo de ficar ouvindo, o Webjornalismo desse tipo é de ficar ouvindo sua própria voz — até não poder mais reconhecé-la como sua.

O Trigo e o Joio

Entretanto, estou ensaiando várias técnicas para fazer aspectos da rede virem á tona, como creme de leite ou vinagre e óleo.

Aqui, por exemplo, eu aplico um filtro estilo GREP para selecionar um monte do nós. Depois eu aplico uma transformação circular, e finalmente faço um agrupamento dos resultados.

Estes são os PONTCOMs que não cabem em outras categorias e que ainda preciso classificar — se for, por exemplo, um veículo de mída, uma agência de propaganda, um anunciante,ou até um político nos moldes de MEUNOMEEENEAS.COM — modo de ser online que está na moda entre os marqueteiros políticos de tudo que é tendência.

Consigo provocar um bom número de parafusos na ferramenta com pedidos que levam a regressões infinitas.

Tal como a lógica de um daqueles sermões de Frei Carlos Alberto sobre a deontologia de chamar o Ali Kamel — como Marco Antônio disse de Brutus — de um homem honesto.

Acima, uma formação intrigante representando não me lembro o que.

Com prática, aprendo a fazer aparecer as rodas dentro de rodas dentro de rodas de choro, que nem o profeta ufologista do Velho Testamento.

Em fim, consigo criar uma estrutura de metadados dentro do qual são embutidas as subredes do CIMA.

A capacidade de ver a «vininhança» ou «rede egocéntrica» de cada nó enquanto navego, essa sim é bacana.

Abaixo, acho que a estrutura à direita seria o Facebook em toda que é língua humana.

Entre as solicitações de amizade que acumularam nas últimas semanas, recibo uma em língua árabe, até.

Ainda sou capaz de traduzir– preciso de óculos para ler meu velho, sujérrimo dicionário Hans Wehr hoje em .dia — como uma chamada para «boicotear» — qaati’uu, mas falta aquele ponto embaixo da t — algo, não fica claro o que, «pelo bem da Umma», esta a comunidade dos fiéis.

Acima, uma visão isolada de uma subrede que apareceu com destaque — a do projeto WordCamp, que se não me engano é árte daquele série de eventos estilo «acampamentos» e «campus parties» promovido pelo CPLabs.me e Blue State Digital sob a guarda-chuva da Associação Internacional sobre Movimentos de Juventude.

Embaixo, o processo de revisar a rede manualmente, identificando e destacando pontos de contato na «fronteira» da rede com outras redes documentadas.

Sabemos, por exemplo, da parceria entre Ronaldo Lemos, presidente de Creative Commons Brasil e diretor do Centro para Tecnologia e Sociedade da FGV com aquela turba de Harvard e Stanford. Deixo o laço marcado para futuro análise.

Outro ponto de contato é a Federalist Society e seu sucursal no Brasil, o Partido Federalista. Segundo um monitoreamento da rede de Twitterr desta , tem gringas trababalhando aqui no Brasil, pregando o evangêlio de voltar para uma versão sulista-escravocrata da Constituição que foi derrotada na Constituinte de 1987. Bando de malucos.

Agora, começo a brincar com «autocluster» — o agrupamento de nós segundo vários algorítmos.

Isso é realmente demais.

A roda de blogueiros de BLOGGER-BLOGSPOT econtrada nessa rede, que começa com os sites de CIMA, NED, USAID, o Departamento de Hillary, e o ironicamente entitulado WMD — Movimento Mundial Pela Democracia 2.0.

Acima, após uma autoagrupamento experimental, consigo isolar vários trechos da rede dentro de uma estrutura ortogonal.

Com isso, repito algo que conseguei fazer com Pajek outro dia: um abstrato da ossada da rede, sua estrutura, caminhos e correntes fundamentais, separado da nuvem de detalhes.

Esta diagrama foi feita com dados sobre o e-governo de Tio Sam, com a CIA como ponto de partida.

Acima, uns nós abertos, revelando a estrutura subjacente, e outros fechandos.

Ainda não dei nome aos grupos criados, por não entender ainda o cálculo do agrupamento. Deixei de importar o NodeID, que nesse caso é o URL indexado.

O que representa Nó 27, por exemple? Nó 36, entretanto, é muito provavlmente a divagação de sempre nos corredores de Facebook. É bom poder manter os dados mas ainda poder engavetá-los, fora da área de trabalho.

Este elemento no meio é um latifúndio de blogs hospedados pelo WORDPRESS.COM.