Muito Além do Cidadão WHOIS: www.anonymous.com.br

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http://www.anonymous.com.br is ranked #7064069 world wide as anonymous.com.br and is hosted on a server in United States even though the hostname implies Brazil. It has 13 inlinks.

Ontem, eu estava falando da fazenda de servidores MEDIATEMPLE.NET — residente em Culver City, estado de Califórnia, em uma facilidade de armazenagem ao lado da Via Schwarzenegger, sentido Santa Monica.

Isso segundo o Google Maps — que possívelmente não saiba de tudo, pense nisso.

Mais ou menos à toa, eu descubro mais um exemplo hoje: www.anonymous.com.br.

Tentei acessar o site ANONYMOUS.NET — antigo QG do grupo de hackers com aquele nome — mas o Google não soube do site, apesar dele existir no condomínio vertical www174.sedoparking.com, com IP 82.98.86.174, de Alemanha.

De uma nota anterior:

Sedo é uma bolsa de domínios, um mercado pela venda e compra de nomes de domínios ue opera em um monte de paises. Aqui, forma-se um exemplar quase perfeito do modelo do circulo fechado: cada nó se refere a cada outro nó.

O Google sugeriu este site lusófono como o possível alvo pretendido.

Trata-se de uma loja virtual que vende camisetas cómicas.

Nihil obstat. Tudo mundo tem direito de vestir uma camiseta com o texto «Foi ele que fez, juro», e um dedo duro apontando a pessoa ao lado.

É uma velha piada gringa, traduzida.

Em um episódio dos Simpsons dos anos 90, por exemplo, a mulher de Cletus The Slack-Jawed Yokel — Ubiratã o caipira simplório — veste camiseta rezando «Eu estou com esse idiota aí».

Por quê será que a Cultura do Futuro do Brasil quase sempre aparece como a Cultura de Massa Gringa da Idade de Clinton, em Tradução Mambembe?

O assunto que eu gostaria entender melhor, porem, é o significado técnico deste de «mora em um servidor nos EUA apesar de levar um domínio que sugere um local no Brasil».

CPLABS.ME mora em Madrí, mais o responsável mora em Boston, por exemplo. Exemplos multiplicam-se facilmente.

Este Anônimo camelô de camisetas, seja dito, não esconde o fato, embora uma busca «reverse IP» dos nserver — quais os moradores do prédio com aquele endereço? — do MEDIATEMPLE.NET não menciona o site como um inquilino.

É aqui que o ROBTEX.COM pode ser muito útil.

Aqui, por exemplo, consta que o LocaWeb — entre os maiores e mais sofisticados provedores no Brasil — serve de «delegado» local do site.

Se não entendo mal, quer dizer que é este que apanha e acrescenta o domínio .BR do NIC.BR.

Mas a ferramenta que resume as rotas do site — ainda em versão beta — não mostra esta delegação. Onde toma lugar a delegação de responsibilidade e autoria, então?

Dever ser nas núvens, uma vez que LocaWeb inova em oferecer contas de «cloud computing» — hospedagem em uma «nuvem» de servidores virtuais espalhados pela planeta, onde reina somente a Lei do Alto Mar, representado no Brasil e Finlândia pelo Partido Pirata.

Ontem, as ferramentas bacanas oferecidas por YOUGETSIGNAL.COM apontou o domínio ARBRITRAGECONSPIRACY.COM como um servidor virtual hospedado dentro do Templo de Mídia.

Assim, você vê às vezes endereços como o famoso APPLE.COM.WAS.PWNED.BY.M1CROSOFT.COM — brincadeira de hacker, esta — que aparece no análise mais básico do site de Apple Computers.

O iMundo é um submundo BEYONDWHOIS.com — além da busca WHOIS.

O ROBTEX retorna um monte de servidores virtuais em resposta a uma busca no IP único do Templo, a maioria com «wildcard» —  «coringa» ou «cu do bêbado» (*). Este significa «cada e qualquer subdomínio» de, por exemplo, THINKOUTLOUDPODCAST.COM.

Este último parece ser mais blog de «gente que nem a gente» fazendo propaganda clandestina do iPhone.

Está sem atualização desde outubro do ano passado, quando um tal de Mark repercutiu as notas de várias NOMESOBRENOME.COM sobre o assasinato de reputação por covardes anônimos em sites de terceiros.

É mais um domínio cadastrado pelo site GODADDY.COM, que parece oferecer o anonimato virtual mais mentiroso da planeta.

Não tem nada de ilícito nesse tipo de ciberanonimato que eu saiba, eu deveria dizer –e como foi anseioso de apontar o objeto de uma pesquisa minha anterior, dono de um latifúndio de servidores com perfil de spamador em Curitiba, sobre o cíberanônimo fantasma-literato DIOGOCHIUSO.COM.

Para encurtar o relato, vivemos no Novo Mundo Admirável de Gestão Global de Propriedade Intelectual, e especialmente aquela propiedade única que é o logotipo, marca, e bom nome de grifes multinacionais.

Como aqueles que são controlados, para citar um exemplo já mencionado, pelo magnífico YR.COM. Veja

Y&R, agência mítica da idade dourada mostrada na série Mad Men, e parte do grupo WPP, parceiro de IBOPE — este também parceiro de Nielsen//NetRatings, com as duas barras nas quais os publicitários da empresa sempre insistiam, apesar de atrapalharem bastante em Quark! — no «joint venture» Millward Brown Brasil.

Para saber mais, faça um google — a empresa liberou o verbo com g minúscula após um processo sobre o abuso de grife  — com ressalvas.

Pode tentar um Clusty também, só para comparar.

Assunto maior: o quanto essa «lavagem de autoria» — sendo além de whois, nslookup, umit, traceviz, e todo mais, o autor não pode ser alcançado — assemelha o ciclo da lavagem de dinheiro.

Fonte: How Stuff Works, traduzido pelo Capitão Nemo para IGF.COM.BR — apesar do ⓒ?