Não Se Sabe Exatamente: Naspers, Veja, Cambio e «El dossier brasileño»

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Agora que o Juan Manuel Santos, antigo ministro de defesa de Uribe e político de La U, virou presidente de Colombia com 70% do voto, cabe lembrar-nos El dossier brasileño, matéria da revista Cambio de novembro de 2008.

Eu estava assistindo, ontem anoite, um documentário sobre o fim do apartheid em Africa do Sul, da BBC.

Nele, antigas autoridades do último governo de apartheid olharam no olho do cinegrafista e confessaram francamente que subornavam redatores e jornalistas — e até compraram veículos da imprensa estrangeira, chegando a citar jornais no Noroeste dos EUA — para repercutir favorávelmente a propaganda do regime, segundo o qual o apartheid era uma política esclarecida de desenvolvimento diferenciado.

Textualmente, esses caras dizendo, «se tinhamos que pagar férias de luxo de um mês inteiro para o chefe da redação, então, a gente pagava».

Para fins de propaganda interna, tampouco prejudicava o governo sudafricano o fato de 11 dos 12 presidentes de apartheid serem egressos do conselho administrativo de Naspers — «os pais da pátria» — o grupo de mídia dono do maior jornal em língua afrikaans do país.

Hoje em dia, ouvi falar, tem participação de 30% em um negócio do Grupo Abril. Não se sabem por esse blogueiro os detalhes exatos, mas sei que são conhecidos por alguém menos preguiçoso, e portanto, são conhecíveis.

No caso de 2008, o escândalo do «dossiê brasileiro» foi lançado por uma revista pertencendo ao grupo El Tiempo, propriedade da família Santos e cliente da consultora Innovation International, tal como o Estadão e O Globo.

Foi um fato que a mídia brasileira que repercutia a matéria na época não destacava no interesse da divulgação devida, apesar da sua cruzada seletiva contra o coronelismo midático quando os coroneis não são os SEUS coroneis.

Hoje, El Tiempo faz questão de divulgar suas ligações com a família Santos, enquanto a linha de tempo dos dois candidatos que apareeu no site do jornalão não deixa de mencionar o passado papel do presidente-eleito na chefia do jornal, duas dećadas atrás.

A escandalização do dossiê brasileño, entretanto, teve uma certa lógica que leitores da revista Veja deveriam reconhecer: o uso liberal do condicional contrário ao fato para dizer, «não sabemos nada, mas vamos imaginar o pior dos casos — especulações encima de provas seletivamente vazadas por não diremos quem e cujo inteiro teor não divulgamos».

No se sabe con exactitud cuánta y qué tan detallada fue la información que el presidente Uribe le dio al presidente Lula, pero el que podría llamarse “el dossier brasileño” tendría implicaciones más serias que las derivadas de la información relacionada con Venezuela y Ecuador.

Fosse uma cobra, picava minha bunda.

Felizmente não foi.

CAMBIO conoció 85 correos electrónicos que, entre febrero de 1999 y febrero de 2008, circularon entre Tirofijo,  Raúl Reyes, el Mono Jojoy, Oliverio Medina –delegado de las Farc en Brasil — y dos hombres identificados como Hermes y José Luis.

A juzgar por el contenido de los mensajes, la presencia de las Farc en Brasil llegó hasta las más altas esferas del gobierno de Lula, el Partido de los Trabajadores, PT — el partido del Presidente –, la dirigencia política y la administración de Justicia.

Os trechos citados parecem mostrar que os barbudos das FARC pretendiam chegar ao Planalto, tá certo, mais olha, eu pretendia estar na seleção dos EUA nesta Copa. Por um triz não consegui. Pode ter sido os tres maços de cigarro por dia.

En ellos son mencionados cinco ministros, un procurador general, un asesor especial del Presidente, un viceministro, cinco diputados, un concejal y un juez superior.El personaje central de los correos es Oliverio Medina, también conocido como El Cura Camilo, un sacerdote que ingresó a las Farc en 1983 y quien en su rápido ascenso llegó a ser secretario de Tirofijo. Llegó a Brasil como delegado especial de las Farc en 1997 y estuvo en Colombia durante el proceso del Caguán, en el que hizo de jefe de prensa del grupo.

A tentativa de contatar vira o contato, como numa passe de mágica.

Mas olha, eu sou alvo de tentativas não-solicitadas e constantes de me interessar em mercadoria paraguaya, pornô, ou uma assinatura da revista Época –esta última entre os piores espameadores que há.

Os filtros de spam não conseguem lidar.

Vai me botar na revista como freguês de pornô e o infotenimento da Globo? Não sou consumidor de nenhum dos dois produtos, apesar de ser importunado pelos espamadores malditos constantemente!

Las Farc también intentaron llegar al despacho del ministro de Relaciones Exteriores, Celso Amorín. En un correo del 22 de febrero de 2004, ‘José Luis’ le escribe a ‘Reyes’: “Por intermedio del legendario líder del PT Plinio Arruda Sampaio, le llegamos a Celso Amorín, actual ministro de Relaciones Exteriores. Plinio nos mandó a decir con Albertao (concejal de Guarulhos) que el Ministro está dispuesto a recibirnos. Que tan pronto tenga un espacio en su agenda nos recibe en Brasilia”.

Acho que foi em 2005 que as FARC deixaram de ser bem-vindas na reunião do Foro de São Paulo.

Agora, tenho que rever o incidente inteiro para saber do outro lado: Nenhum autoridade citada na reportagem é entrevistada. E o que diriam, aliás? A revista não chegar a dizer que houve contatos, e portanto não são precisos os contraditórios.

O trecho final da reportagem leva um subtítulo totalmente mentiroso: «Los contactos de la FARC». Em nenhum lugar é dito que houve contato de qualquer maneira com as pessoas listadas. O que temos — interessantes por si — são os contato entre os FARCs.

E tem esse caveat Vejesca, para terminar:

Y si bien es cierto que los correos son apenas indicios de un posible compromiso del gobierno de ‘Lula’ con las Farc, pues ninguno de los funcionarios envió mensajes personales a alguno de los miembros del grupo guerrillero, despiertan muchos interrogantes que exigen una respuesta del Gobierno brasileño.

Se bem que as denúncias exijam contatos com as pessoas envolvidas do governo brasileño pela reportagem da Cambio, revista-irmã da Portafolio, não há mençaõ de contato algúm com as pessoas na lista para ouvir o outro lado.

Esse episódio fede de J.J. Rendón — que nem assume ser consultor do partido La U, mas cujas digitais são nítidas.

Lembre-se de que, quanto ao dossiê de Frank Holder e Daniel Dantas, o atitude da revista Veja foi «se bem que é verdade que não temos prova alguma para fundamentar as denúncias sobre as contas suiças de Lula, Lacerda, Tuma e Bastos, aindas achamos-nas plausiveis, em parte».

Não sabemos de nada, mas temos um palpite.

Compre nosso serviço de informações.

Ecce Veja.

Dadóides Contextuais

O Cambio virtual tem como servidor principal dns.eltiempo.com.co, com o mesmo IP único de  200.41.9-25.static.impsat.com.co — e portanto consta na lista negra de domínio”RFC-ignorantes,” ou seja, de servidores que não se identificam quando pedidos por outros gestores de rede.

Você: Ora, o Law King de spam está mandando monte de correio por sua rede! Vão dar um jeito?

Eles: Não estamos em casa no momento, mas deixa uma mensagem após o bipe.