Suum Quique: O Dossiê de Gustibus

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Enquanto o super-robô WIRE — Carlos Castillo et al., Universidad de Chile — labuta, recolhendo o glossário-memeologia definitivo do mundo neocon, fica óbvio que o blog De Gustibus Non Est Disputandum é um dos exemplos de samizdat com mais «autoridade» na rede do Instituto Millenium.

O resultado a ser discutido hoje, em arquivo PDF feito por XPDF:

De Libertate Auctoritateque in Reticulam

Eu proponho a tarefa de fazer um dossiê de gustibus.

Os neocons de lá, por exemplo, gostam da jogatina. O Ministro de Educação de Bush I, William Bennett, sempre fazia questão de divulgar suas visitas a Las Vegas, por exemplo, e comentar o prazer que tinha jogando 21 e roleta.

Ele e muitos outros pesos-pesados do movimento — nosso antigo senador, Alfonse D’Amato, por exemplo — hoje são lobistas pagos pela indústria de jogo para promover a legalização.

Os bicheiros do Brasil — o Comendador Arcanjo, assassino de editores de jornais, digamos — são necons, eu não tenho a mínima dúvida.

Assim, não é nenhuma supresa descobrir o lobby de poker na ecologia digital do movimento, como vemos acima — ao lado dos grandes poluidores que pagam ceticismo sobre aquecimento global e os libertários porra-loucos que pronunciam o vício de tabagismo uma livre escolha.

São contra a  regulamentaçao de propagaganda clandestina e jabaculê nas novas mídias.

Mas para encurtar o relato: Eu sempre preferia a versão clássica — o pleonasmo de «non disputandum est» ou «non est disputandum» marca o latin do adágio como o latin alemanizado e sem graça das Trevas — do mesmo pensamento: «suum cuique», ou «a cada um, o seu».

Sobrietas, brevitas, simplicitas. São os virtudes de um estilo cristão segundo o bispo de Hippo — se me lembre bem daqueles dois anos de latin escolástico em Berkeley. São virtudes consoantes com a humilitas do discurso de um carpinteiro filho de sem-tetos.

Em algum lugar tenho um tratado sobre a brevitate epistolaris exemplar dos quatro evangelistas, os blogueiros daquele tempo, com suas cartas abertas aos cidadãos do Império todo.

Falando de brevitate, então, descubri um procedimento em Pajek — análise de redes em escala industrial, que tem que ser rodado em WINE, o emulador de Windows, na minha máquina — para abreviar uma nuvem de dados, reduzindo-a ao essencial.

Basicamente, pegue os nós da rede com o mais alto índice de autoridade — a soma de laços indo e vindo, com um cálculo da qualidade dos mesmos — e dispa a rede de todos os laços salvo aqueles que ligam essas autoridades — os doutores angélicos do cânone.

Salve o resultado como um arquivo .NET e abre no Gephi. Somete os dados uma tranformação Fruchterman-Reingold, e ecce reticulam.

Uma transformação Yifan Hu simples, entretanto, separará os agrupamentos, mostrados abaixo, em órbitos próprios, como vemos acima.

A Monadologia-Mesmice dos Milenários

O blog constitui mais uma ponte entre os institutos de pesquisa neoconservador — Atlas, Cato, AEI, Heritage, Hoover, et caterva — com o Anglosfera de «econoblogs» — blogs sobre economia, e às autoridades principais das seis famígilias da mafia midiática brasileira — Globo, RBS, Estadão, UOL-Folha, Abril-Veja, Fernando Câmara, e assim vá.

Aplico um algoritmo que abre espaço para as etiquetas.

Interessante, como a estrutura do todo é reproduzido, em parte ou por inteiro, por cada parte, como se fosse uma monadologia de Leibniz. Né?

Acima, com tamanho indicando autoridade, Cato, Atlas, econoblogueiros conceitudado, o governo do grande Estado de Minas Gerais — talvez o blogueiro tem o bom gosto de optar para Aécio, que na minha humilde opinião também seria melhor candidato de mudancismo, sendo novo, moço, e Sampexcéntrico — e o Estadão.

Para dizer verdade, o Gostei-Cansei tem gosto muito parecido com o meu. Entre as fontes que compartilhamos, por exemplo — se quiser ver meu blogroll sério, embora precisando de atualização, olhe no meu antigo New Market Machines — são Organizations and Markets e Global Guerrilhas — este último do autor da frase «o Bazaar de Violência» para descrever em termos econômicos o funcionamento de guerrilhas contemporâneas.

Tem muito em comum com o Shopping de Inovação, aliás.

O mau gosto do cara — disso não discutaremos — é refletido na proximidade com os radicais porra-loucos de ARABES.SUJOS.PAJAMASMEDIA.COM.

Aquela turba é repugnante, para meu gosto. Gostei-Cansei realmente alimenta o cerébro com aquele veneno? Melhor fumar crack. NMHO — na minha humilde opinião. Mas tudo bem, de gustibus non est e tralha e tal.

Kandinksianas

Um colega blogueiro me elogiou pela qualidade de algumas das minha diagramas recentes.

Obrigado, mas de fato os programadores de Gephi merecem os elogios. O elemento de design vem de XSL, o CSS de dados estruturados, feito por alguém com ótimo gosto e o talento para realizá-lo. Sou bom de tipograifa, mas se fosse comigo, tudo seria rabiscos em guardanapoe boteco d.

Mas que tem de Kandinsky nessas diagramas, tem.

Acima, o autogrupamento dos 5.500 nós da rede inteira do Gostei-Cansei, agremiados pelo critério de — uai, não entendo perfeitamente a deteção de subredes ainda. Índice de modularidade, que depende da soma de autoridade em relação à proximidade, e assim vá.

Gosto tanto assistir a ordem emergênte de  modularidades no percurso de um análise Yifan Hu!

Juntos, o Blogger.com, Twitter, Facebook, et cetera — uma massa fervilhante de panfletários anônimos e apôcrifos — é o que passa para o São Tomás de Aquino do mundo medieval in reticulam  reticularum de hoje em dia, parece.

O conteúdo repercutido ainda vem da Midião tradicional. Acima, Globo. Abaixo, o grupo Estado.

Marginal Revolution, de dois economistas conceituados, é de longe a autoridade de peso nessa rede, descontando o efeito egocêntrico que infla o valor do objeto desse análise.

Na Gephi, pode-se filtrar dados para localizar, por exemplo, nós de interesse como ATLASTNETWORK.ORG.

Nessa perspectiva, tem uma mixórdia de leituras, entre samizdat, movimentarianismo, e imprensa impressa conceituada do Anglosfera — Financial Times, Foreign Policy.

O Macaco Simão Bar-Sinistro de Nassif: Gostei-Cansei e o Troll das Brasilianas

Dentro de um grau de separação achamos o RawSocket.org — blog daquele troll chamando o jornalista Luis Nassif de ladrão.

Nassif, tachado de «mascate» pelo Tio Rei, é o nome de um árabe sujo. Vem de um raiz que significa «meio-dia»,  por extensão, metade, meia-idade, e justiça. Um munsif é um homem justo. Intisaf é uma reclamação que justiça seja feita.

Maluf? Provavelmente de alif-lam-fa, significando «o de costume, o de sempre, o normal,» .. aquele «é escrito» adorado  e mal-entendidopor orientalistas ingleses.

Pessoalmente, eu acho justo incluir a gente de waladat e a gente de wolodot– «e ele engendrou» —  dentro da minha prática anti-antisemita.

E ora, a língua persa é indo-europeu! Mahmoud tem nome árabe, mas é um daqueles partianos que os romanos odiavam porque atiravam fugindo.

A língua moderna tem aquele sintaxe germánico de SOV e um vocabulário que é 70% árabe. É,  — para inovar uma palavra — um tropicalismo total.

Dentro do mesmo agrupamento, o site-fantasma DEGUSTIBUSBLOG.NET e a  blogosfera oficial da rede FOX — do dono de SKY-TV, lembre-se — além de um site exdrúxulo para especuladores em câmbio, ADVFN.COM, e orgãos de zionismo radical.

Personagems da linha 1-2-3-9, na verdade, passando por meu bairro e desembocando na Rua Wall é Times Square.

Desvio: O Lobby de «Israel em Qualquer Caso, Certo ou Errado»

Pelo menos nos EUA, o lobby que apoia a linha dura do Estado de Israel fica mais ou menos visível. Confira no OPENSECRETS.ORG. Tem direito de existir e advogar políticas públicas, em trco de um mínimo de transparência..

Dá para baixar os relatórios financeiros do AIPAC, por exemplo, e até identificar e entrevistar integrantes, que não têm vergonha de ensaiar seus argumentos publicamente.

Nem todos são reacionários descarados, até. Tem escolas e tendências próprias.

O lado mais nebuloso deste lobby, porém, são projetos como Campus Watch e tudo aquilo associado com o Daniel Pipes — tipo um Olavo de Carvalho de lá, só que o mestrado dele em Estudos da Oriente Média não é exatamente uma cadeira em pensamentologia da Sorbonne.

Li o tése do cara. A sociologia urbana de Hamas na cidade de Beirute nos anos 80 é muito mais muito modesto como contribuição à construção de conhecimento humano, embora podia ser útil como um guia de rua para artilheiros.

Mais nebuloso ainda: o tradutor de árabe da polícia federal e militante de AIPAC que passou documentos sigilosos ao Mossad. Eu favoreço a preservação e segurança do estado de Israel, mas isso é comportamento de amigo e aliado?

A não falar na bomba atómica no meio do deserto Negev, um presente da turba de Naspers, os presidentes de apartheid de África do e parceiros da Editora Abril.

Li no DCI que com o PL 29 pretendem abocanhar mais que o sagrado 30% da TVA.

Coisa que jamais dá no jornal — ponto KIT ponto NET.

Fanáticos religiosos de qualquer confissão em posse de armas nucleares: o pesadelo de qualquer morador de Brooklyn.