Caixa Dois: Oscar Nu Maia e a Nova Estrela Maris do Tuitiverso

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Vocês estão convidados a entrar no meu foro mais íntimo hoje de manhã, para uma meditação ecuménica sobre relevância e irrelevância.

Provavelmente vou me arrepender de instalar o Extensión de Chrome para Eskup.

Esta extensión te permitirá utilizar cómodamente Eskup, la red social de información de el periódico español EL PAÍS en Internet: http://www.eskup.com

Como eu estava comentando com Dines hoje na muralha de pixação do OI  — ele , ele mesmo, o décano da Fundação Ford, desce ao discurso de «Jornal X inovou» — é muito átipico os espanhois-castelanos ceceadores engolirem anglicismos desse tipo.

Tem até projetos de criar línguas de programação com mnemónicos em espanhol, ou seja, em vez de

cd blogs

seria, no Bashpanhol,

md bitacoras

trocando o anglicismo «change directory» para «mudar de diretório».

Leva inevitávelmente a um Linux onde o usuário endeusado será «raíz» em vez de «root» — ou talvez os Indianos fazendo projetos parecidos em Gujarati denominarão este usuário «Shiva, destruidor de dados». Eu sou o Shiva da minha próprio máquina. Uma versão Lulista podia ser

nariz@brasil.veja.gov.br.cn

Como é bom ser dono do seu próprio nariz.

Me lembro muito bem de um ótimo, carinhoso debate uns sete, oito anos sobre a tradução de «blog» — neologismo para «Web log», ou «registro ou disário de coisas encontradas na rede.» Aconteceu no site estilo Slashdot dos espanhois, Barrapunto.

Os filhos de Alonso Quijana, ficando na metáfora náutica, alcançaram um certo consenso sobre a linda «bitácora» — o registro de viagem mantido pelo capitão da Pinta, Niña ou Santa Maria.

Hic sunt dracones.

Vão ver como a Academia Real reage a ese lance de fazer de Spanglish a língua franca do ciberpepismo e o peseoeismo digital.

No estamos down con este burrito de machacas, esse,  tu dig, buey?

Eu, à primeira vista, achava a palavra de origem vasco. ETA trêm seria esquisito.

«Scoop», aliás, é um furo de reportagem, sem muitos nuances.

Não sei porque o Dines não foi capaz de fazer a tradução simples.

Pressão de «deadline» — o último minuto de fechamento — talvez.

Opa, OPMP

Além de mais nada, já tenho instalado tudo que é extensão de Chrome para SEO-SEM — MDMP-OPMP, o marketing de e otimização para motores de pesquisa — e ainda aguardo o lançamento de uma versão Chrome de Navicrawler — que ainda chama os sites na fronteira da pesquisa de «voisins», sendo inventado por quebeçoises.

A bugiganga de Como É Bom Falar Um  Inglês Cucaracha avisa que colherá dados sobre minha navegação no site ELPAIS.COM. Educadamente.

Na verdade não leio-o mais, por 90% dele ser constituido pela mesmíssima reportajabaganda achada em outros clientes de Innovation International Media Consulting — desde USATODAY até a Liberation de França, e quem sabe que não se produz também em cambojano e nepalês?

Principalmente, esta matérias relatam eventos na vida real com algum ângulo gratúito tendo a ver com Twitter ou o iPhone

Em vez de

«Obama lança mísseis contra Nicaragua»

lê-se

«Obama pediu emprestado um iPhone para ordenar ataque com mísseis»

Ou as mil e uma repetições de

«Candidato descorda das propostas de outro no Twitter!»

Sabendo que Dilma não é a vice de Zé Serra, e vice versa, já sabe de quase tudo que há de informação forncida pela matéria.

Mas lá está, a manchete do dia.

Entropia no Tuitiverso

O interresante aqui é o começo da expansão e fragmentação do Tuitiverso — o universo de «twits», que em inglês da Rainha significa «idiotas».

Ao lado do cliente geral para Chrome, agora a possibilidade de tuitiversos especializados — identi.ca é um prototipo de longa data — e fragmentos do Grande Estouro de Boiada original.

Mas falando em perfeitos idiotas e desencontros culturais e linguiçais — jamais me esquecerei dos chorizos sangrentos trazidos de volta de Barcelona por minha amiga Paz, ou seja, Páth, coisas de pré-história, pintura de caverna — eu gostaria que os patetas do fóro «dicas de tradução árabe-inglês» parasse de mandarem pedidos para dicas no sentido contrário.

Como eu saberia dizer parafuseta da rebimboca em língua árabe?

Estou precisando dar um jeito no meu cliente de e-mail. MUTT é meu preferido, máte ele não consegue manejar línguas RTL — ou, se prefira, DDAE, ou «escritas de direita à esquerda» …

Pedidos Sem Sentido no Bazaar de Russos Caloteiros

O site ProZ — «mercado virtual de tradutores e traduções» — em si é o que eu chamo, durante o treinô do meu algoritmo «assassino de spam», de uma fonte motu perpetuo de «spam solicitada».

Primeiro porque o livre mercado nesse caso é uma zona de baixa meretrice dominada por atores muito alem duvidosos — entre os piores dos quais, os russos. Me desculpe pelo preconceito, mas é isso, até segundo Maierovitch. Russo hoje é cidadão de um estado mafioso.

Faz bastante tempo que levei a última calote de um desses frequeses invisíveis e muitas vezes inexistentes, ou que descubri que a agência virtual não tinha pericia linguística ou experiência profissional alguma, e portanto não soube lidar com o cliente — o submundo de tradução é cheio de intrmediários com preguiça de intermediar — e desisti de sujar a mãos.

Segundo porque esta é uma forma de spam crescente — a atualização que você tacitamente ou explicitamente solicitou, mas que vem sendo desviado dos fins originais.

O Foro Íntimo de Capitão Nemo

Eu assinei um foro de Linux no ano passado, por exemplo, que manda boletim cada dia. Em nenhum desses botetins veio dica alguma de Linux. Fica no «não há conteúdo hoje e aqui são nossos anunciantes». Eu sei que não há conteúdo porque eu tentei someter uma nota — e descubri que não era possível mandá-la com sucesso.

è uma fachada para o envio de anúncios, e nada mais.

Outra categoria de spam solicitida é ilustrada acima: O anúncio de uma nova mensagem do Ex-Blog de César Maia, em inglês ruim, enquanto eu baixo a edição de hoje de Relatório Reservado.

O Maia Pelado me interesse como um foco vivo de desecontro cultural, com sua cruzada quixotesc de virar o Dick Morris de todos os Índios Not Tupy.

Na contramão, eu realmente gosto do RR e já assinei, mas faz tempo que desisti de pagar a assinatura.

Não faço o mesmo trabalho agora, só por isso. Antes, o cliente pagava a despesa.

Mas como o Mino Carta assinalou recentemente, parece ser corriqueira a prática de continuar enviando a publicação, para não perder IVC.

Estou achando que o jornal DCI — fora os comentários cada vez mais raivosos de Sebastião Nery,ao lado de editoriais pelo prefeito de Samboja, e com os caveats devidos, uma fonte decente de informação — é o mesmo caso.

Chega de manhã ainda, ainda no lugar invariável: bem encima do entre-apsas presente deixado no quintal de frente por Corisco, nosso nobre cão. Não pago nada faz um ano, que eu saiba.

Na mesma categoria são os boletins dos foros de LinkedIn.

São dominados por gente entrando cada santo dia com a mesma conversa para boi dormir — Pesquisa: Quais as dez dicas que você daria para turista novato no Brasil? Primum, aquam non bibere — só para aparecer. São os lavatôrios púbicos de Central Park nos anos 1970s da Internet.

As mensagens de Amazon são solicitadas, ainda se abusam um pouquinho às vezes. Dicas de livros são sempre bem-vindas.

É sempre uma delicia receber os boltens de Denise «Eu Não Gosto de Plágio» Bottman.

O Puro Lombo Prensado

Mas para o puro lombo de porco inovadoramente reformatado, quase ninguém bate as boas, saudosas e velhas Orgs Tabajara — salvo o grupo Time-Life, talvez.

Acuados, eles sempre apontam uma transação em que você se esqueceu de tirar a marca da caixinha dizendo «eu não quero receber seu spam» — a opção «opt out».

«Eu entendo seu silêncio como assentimento», disse o bispo à atriz morta.

O mais educado é não mandar anúncios salvo no caso de um «opt in» — uma ação afirmativa nitidamente representando a livre escolha do assinanate.

Esta turba sendo os maiores defesores da liberdade de escolha, aliás.

O Pelé do spam brasileiro, porém — fui lembrado dele quando eu estava estudando a atuação da Juventude Democrata, acima, na imprensa regional em cidades de meio-porte ontem — é um certo Diário do Nono Cícrulo do Inferno cujo nome não vou mencionar.

Eu tenho bloqueadores de spam bem, assim, leaõ de chácara — tipo tenente de inteligência da PM fazendo bico na E.M.– e ainda não consigo evitar o recebimento de propostas das mais variadas e indecentes desta Corneta dos Grotôes.

Também estou recebendo cada vez mais «releases» não solicitados sobre tópico nas margens dos assuntos tocados nesse espaço.

Eu sendo tagarela, pórem, não me faltam assuntos mais ou menos originais.

O Guidestar é um banco de dados sobre o mundo de filantropia. É essencial.

Polldaddy é um orgão da Internet política que aparentemente acha minha assinatura de WordPress significa que estou lixando para o que eles pensam. Não estou. Ou talvez seria um parceiro do AAPC — agremiação principal de consultores políticos gringos — cujos boltetins são bem-vindos.

Neuza, minha mulher, passa a mensagem que eu não deveria ler O Globo. Até sabendo muito bem que só o leio no Clipping do MiniPlanej. Mais ele tem acesso sem paralelo ao mu foro íntimo, sabendo como sabe do jeito que tenho de roncar que nem rinoceronte sonhando com Ernest Hemingway.