Esclarecimento a um Não-Amigo de Facebook

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Eu não aceito a solicitação de amizade deste Schanell Neiderworder no site de relacionamentos de Facebook.

Acho que ele enganou-se quando me definiu como um fã de mídia social na empresa, que nem ele.

Eu explico.

Decerto o sucesso e fracasso de várias formas de mídia social na empresa me interessa, como jornalista, por muitos anos.

Já acompanhava tantas empresas com tecnologia invejável de wiki na empresa, por exemplo, que infelizmente sumiram-se no mundo à custa de aventuras. Lotus Notes, aquele horror, ainda reina sobre este mundo caído, que eu consiga saber.

O caso que eu gosto de citar vem de uma amiga que formou-se na LSE.

O equipe dela pretendia utilizar software wiki para quebrar barreiras à colaboração dentro de um estatal de petróleo conhecido, em um país onde a turma que queria a privatização da empresa acabou de ensaiar um golpe de estado.

Na minha observação, é muito frequente o resultado observado naquele caso: Os antagonistas, convidados a representar seu conhecimento em um ambiente propício à livre colaboração, simplesmente reproduzirão as estruturas dominantes no mundo real nesse mundo virtual.

O fator humano é tudo, e a tecnologia não o muda nem um centímetro. Somente o amplifica. Fofoca na praça aqui na vizinhança, que chamamos da Internet de Cachorros, não difere em qualidade da fofoca no Twitter. Só em quantidade.

Meu postulante também se engana se me achar um cliente potencial da sua consultora. Na verdade, nem empresa tenho, apesar de ter montado um site para um futuro empresa. Sem RG, porém, o CNPJ não sai, e o RG não sai sem a homologação do meu processo de Extraterrestre Cadastrado.

Tenho carimbo na passaporte que me deixa entrar e sair, apenas isso. E a passporte vence daqui nove meses. Putz.

Este processo foi adiado por 18 meses devido a uma sindicância dentro do Ministério de Justiça sobre jeitinhos em certos processos de imigração. Aquela que infernaliza a vida do DOI-DOPS Júnior do PTB.

Também não foi muito diplomático mencionar a Dell. Eu trabalho com um Latitude D620, no qual,  no percurso de tempo, foram descobertas várias falhas que infernalizaram a minha vida, como o defeito na tela NVIDIA, objeto de um baita de um processo.

Minha próxima caixa muito provavelmente será chinesa e montada sob medida na Santa Ifigênia.

O G.R.E.S. Faith Popcorn

Mas a solicitação mambembe serve, sim, pelo menos, para mostrar que o Método Faith Popcorn continua vivo.

Lembre-se do caso contado no site da rainha de propaganda clandestina: uma rede social foi montada para empreendedoras. Não divulgado foi o fato de certas dessas empreendoras serem vendedoras de produtos financeiros do patrocinador não-divulgado da rede social, o ramo financeiro de General Electric.

Nesse caso, não pode-se culpar meu não-amigo, não-inimigo holandês de sonegador de informações.

O nome da empresa consta, é só que ele propõe misturar amizade com negócios. Geralmente, não gosto de fazer isso.

Como é que a mídia social já ajudou minha empresa? Principalmente, sou mais produtivo quando ignoro toda e qualquer mídia social de moda — assim como produtividade cresce quando conseguimos fazer com que os cachorros parem de latir. É uma fonte de barulho e distração sem fim.

Salvo o mensageiro instantâneo, em redes fechadas.

Isso aí é muito legal, um avanço de anos-luz sobre a telefone. Com meu último cliente de long prazo, eu coordenava com revisores e redatores em Londres, Nova York, México e Índia, por exemplo. Repetir o rito de uma chamada telefônica innúmeras vez teria sido chato chato chato. Em vez disso, era

Radwan: confirme US$1 milhão, parágrafo 7, matéria 12?

Eu: Ops. Foram BRL, repito BRL. Tá? Opa.

Mas para quem já trabalha faz décadas em redes de IRC, não haverá nada de novidade no fato.

Se bem que eu sou fã de algo, seria do CAR — «computer assisted reporting», ou seja, jornalismo informatizado.

Aí estou afim de trocar uma idéia com qualquer um, a não ser que seja vendedor. Eu acho que consigo quase todas as ferramentas necessárias no shopping de inovação de FLOSS.

O difícil é dizer não a convites como o seguinte, da prima da minha mulher:

A moça, como se ve, é linda linda linda linda, além de gente fina fina fina e inteligente por caraca, uma mestranda em história na PUC.

Mas sempre fico com pé atrás com apelos vagos pelo fim de crueldade aos animais.

Acho importante, mas tem tanta gente que tem cem vezes mais paixão para cobaias e coelhos do que para outros seres humanos.

E a Jú é muito viciado em todos os jogos e tralha do Facebook, desde Farmville até Narco-Impêrio.

É mocinha, a mocidade hoje em dia é assim. E eu sou velho rabugento. Fazer o quê?

Pelo menos temos Chico Buarque em comúm.