::: Daslu ::: kkkkkkkkkkkk

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Assunto: ::: Daslu :::.

Alguém diga para o boutique de luxo que este de rodear o título com ..:: pontos ::.. na cabeçada do site é coisa da blogueirada de meninas adolescentes, Deus as abençõe e me livra de ter que criar.

E que abençõe o PRODESP por ter melhorado o site da Junta Comercial tanto. Já era tempo.

Capital é de R$15 milhões, com dívidas ditas de R$80 milhões ou mais. A Exame reclama o furo de reportagem, mas eu fiquei sabendo de Mídia News do Mato Grosso do Sul.

Será um caso interessante de como se produz uma concordata de credores, e talvez também do jogo de póquer de investimento de risco. Se fosse comigo, eu mantinha a marca e defenestrava a garota de propaganda.

Como sempre, o Desciclopédia — melhor paródia da Wikipédia em qualquer idioma — resume os fatos com admirável concisão.

Se eu fosse cliente da loja, eu ficava meio zangado sabendo que a mercadoria subfaturada frente ao Leão — nem sempre do mais alta nível de autenticidade comprovada —  foi exorbitantemente superfaturada no varejo.

Com o pedido de desculpas ao povo paraguayo pelo Globo-SporTV, eu também fiz juramento de deixar de chamar tais práticas de «paraguayas».

Resolvi substituir o adjetivo com «25 de marciano».

A carta de Eliane — tratado como heroina de um romance de Ayn Rand pela Exame não faz muito tempo — segue, sem pedido de desculpas por ter roubada do freguês que nem açogueiro com polegar no balanço.

Chega a ser tragicómica, a citação de empresas salvas pela reorganização por nossa sofrida Eliane.

Um shopping de luxo não é nenhum General Motors, né? Há uma certa nota de megalomania.

Alhos. Bugalhos.

Aliás, a loja de departamento Macy’s — uma marca de Federated Department Stores — tinha dívida de $600 milhões quando entrou com o pedido no ano passado.

E tinha passado por outra reorganização em 1994, quando o último vestígio de controle pela familia fundadora foi vendido para Federated. O Macy’s de Miracle on 34th Street era uma coisa dos anos 1930s.

Nas minhas últimas pesquisas sobre o National Endowment for Democracy, cruzei com um estudo do IBGC de 2005 — projeto financiado pelo CIPE, o Centro pela Inciativa Privada Internacional, afiliado do NED — sobre a qualidade de governança corporativa em grandes empresas familiares no Brasil.

Primeiro, a tradução para inglês é simplesmente vergonhosa.

Segundo, embora um relatório bastante bem-feito e interessante, o documento fica posto no contexto de uma hipótese mambembe que os diversos casos não apoiam: que os casos citados — Gerdau, NET, Itaú, Localiza, Gol, Marcopolo, Natura, Saraiva, Suzano, Sadia, Pão de Açucar — demostrassem que firmas familiares tendem a alcançar padrões de governança além da média.

Na verdade, conta vários casos de firmas familiares que caem na merda e tem que ser resgatadas por profissionais, que afastam a família de qualquer posição na qual pode fazer estrago.

E como se a fábula de Chapeuzinha Vermelha acabasse com o moral, «o lobo so perdeu porque foi vitima de perseguição política».

Eu sempre penso na TV Bahia nesse sentido — aquela emissora que tecnicamente não era da propriedade do Ministro Magalhães, mais tem monte de gente chamada de Magalhães brigando sobre o cadáver dela.

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