O LiBINTERN: ©he ©ol@ e o отдел агитации и пропаганды Libertino

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Comintern ou Komintern (do alemão Kommunistische Internationale) é o termo com que se designa a Terceira Internacional ou Internacional Comunista (1919-1943), isto é, a organização internacional fundada por Vladimir Lenin e pelo PCUS (bolchevique), em março de 1919, para reunir os partidos comunistas de diferentes países.

Algo que poucos entendem é que a Revolução Reagan não era apenas a metáfora para uma programa de reforma que visava reduzir o peso do Estado no mercado, seguindo os conselhos de economistas liberais.

Era um movimento revolucionário mesmo, idealizado por velhos trotskistas como Richard Perle, Irving Kristol, Norman Podhoretz e Paul Wolfowitz do Banco Mundial — cuja assessora de ética está sendo investigada agora por supostamente ter atrapalhada uma investigação ética sobre o comportamento do chefe, que promoveu sua amante em preferência de pessoas com mais antiguidade.

Promoveu sua amante à chefia do orgão interno de ética, de fato.

O movimento se esforça muito para negar seu trotskismo, alegando outras geneaologias intelectuais — não me surpreendia se Pico della Mirandola fosse mencionado — mas para mim, são os métodos empregados por este conventículo que merecem o adjetivo.

Portanto, quando eu brinco aqui com o conceito da MOSCOU — mídia orquestrada pela sociedade civil de oligopólios unidos — também não estou brincando.

Quando o Grupo LM — antigo partido comunista revolucionária de Inglaterra virado consultora de comunicação empresarial — consegue enfiar um artigo sobre a significância geopolítica do iPhone nas páginas da revista Foreign Policy, está brincando, e também não estão.

Tinha como propósito, conforme seus primeiros estatutos, lutar pela superação do capitalismo, o estabelecimento da ditadura do proletariado e da República Internacional dos Sovietes, a completa abolição das classes e a realização do socialismo, como uma transição para a sociedade comunista, com a completa abolição do Estado e para isso se utilizando de todos os meios disponíveis, inclusive armados, para derrubar a burguesia internacional.

Como possamos ler no livro escolar tachado mentirosamente por Ali Kamel de «indoutrinação comunista» — ou naquela fábula de bichos de Orwell — este sonho bonito, na prática, produziu um Estado indeterminado de emergência, o tal da Revolução Permanente, tal como continua existindo hoje em dia na Cuba.

No caso de Cuba, alguns dirão, a emergência permanente é uma realidade, dado a extrema agressividade de Tio Sam.

Eu não discuto o ponto. Sou adepto da noção de jiu-jitsu geopolítica: tira o pretexto para pânico moral constante do Máximo Líder e o povo dele logo começará a cobrar a colheita de lixo, uma banda-larga decente e a oportunidade de montar uma e-loja.

O mercado de banda-larga na Russia hoje, aliás, é altamente cartelizado, levando a falhas de interoperação e uma taxa de crescimento abafada.

Então: Minha noção continua uma picanha que ainda não alcançou o ponto, mas não acho exagero demais chamar a globalização do movimento neoconservador anglo-norteamericano de um LIBINTERN — o que não é metáfora da minha invenção, aliás.

Esse Internacional Libertino anarcocapitalista só tem escarnho pela noção de democracia como método, como um processo de negociação visando a redução de conflito social ao nível do simbólico para abrir espaço para produtividade social colaborativa.

Pregam as virtudes do agon grego em um estado de natureza hobbesiano, mas — como disse Kierkegaard dos seguidores de Hegel — não pretendem habitar o mundo que pretendem criar.

O LIBINTERN busca impor dogmas libertárias e radicalismos por meio de um estilo midiático, por falta de melhor palavra, soviético: отдел агитации и пропаганды, a boa e velha agitação e propaganda.

Esta é promulgada por um médio-miedo, ou seja, uma MÍDia de medo, incerteza e dúvidas.

Estariamos em uma guerra permanente contra uma emoção difusa e primitiva: o terror, a questão metafísica do Mal.

Algo assim.

Nada que não já foi dito por observadores como Naomi Klein e outros.

Fonte: blogger neocon qualquer, que omitiu a citar o autor. Na melhor tradição de Marxismo Vivo, acusa-se a mídia de pânico moral sobre problemas que afeitam milhões — tabagismo como problema de saúde público, por exemplo — enquanto promovem pânico total sobre wahhabismo, equacionado com Islã em geral — que até agora matou uns poucos milhares, principalmente gente de Nova York e Israel.

Um chute para tentar pôr em contexto alguns observações recentes.

Fiz uma marretada de uma busca na ecologia digital da Fundação Friederich Naumann do Brasil, assim:

wget -rH www.ffn-brasil.org.br

Cheguei a quase todo que é conventículo gnóstico gritando «fogo» no teatro lotado de Mister Wong.

Também aprendi

lynx -dump "http://www.if.org.br/" | grep -o "http.*" > arquivo.txt

Muito útil.

lynx -dump "http://www.fedsocblog.com/" | grep -o "http.*" > arquivo.txt

Nem Hayeck [sic] os tradutores de Tio Sam conseguem soletrar.

INIMIGOPUBLICONUMEROUM.COM.BR ⊆ FEDERALISTA.ORG.BR ⊆ FEDSOCBLOG.COM.

Só que ao Brasil falta-lhe a ampla cultura de «blawgs», ou blogs de direito, como o bom e velho Ernie The Attorney e o D&O Diary — este último sobre os deveres e obrigaçãoes de diretores de empresas com capital aberto, e portanto para mim inprescindível no meu trabalho de verdade. O cara é especialista na área e o blog dele completamente careta-sério.

Também falta-lhe a rica cultura de «econoblogs», salvo na tradução de Freakonomics que dá no portal do UOL.

Com honradas exceções, todos nadadores contra o maré, conheço muito poucos exemplos de debate econômico no Brasil do calibre de Becker-Posner, por exemplo. Pode descordar, mais os cara vêm com argumentos estimulantes e coerentes, pelo menos.

Em vez disso, vocês têm a Miriam Leitão.

A Sociedade Federalista mora no Templo de Mídia — MEDIATEMPLE.NET, aquele latifúndio de servidores virtuais que se multifurcam, localizado em um terreno baldio de Culver City.

Vocês também não são nossos iguais na matéria de ofesas, apesar do eventual Mainardi.

Exemplo tirado aleatoriamente da aranhação em progresso: Sand Monkey, supostamente um blogueiro árabe anônimo pró-EUA que utliza um epiteto racista para se descrever.

Se diz participar também num blog em língua árabe, Al-Liberaliyyun — Os Liberais.

Se diz co-autor de outro blog com a Rebecca MacKinnon — antiga produtora de CNN formada na Escola Kennedy de Relações Exteriores no Estilo Kissinger para se torna, com Ethan Zuckerman, madame do prostíbulo de agitprop que é o Global Voices Online.

De fato, o site mora em um condomínio fechado com monte de sites no ecosistema do desprezível Daniel Pipes e franjas apocalípticas perdidas na grande Vastidão entre Saint Louis e o Pacific Rim.

Hic sunt Unabombers.

Obama vira as costas à bandeira nacional mas aprova uma camiseta de ⓒhe Guevar@!

Faz sentido: os donos da Globo são a minoria perseguida e contracultura de hoje em dia, em contrapartido dialéctico-materialista aos anos 1960s.