Uma Nota Sobre a «Plataforma Social»

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Acabo de ler um documento muito interessante, recolhido no percurso dessas navegações. Trata-se de uma apresentação de PowerPoint do grupo WPP, o maior grupo de propaganda convergente no mundo e sócio, no Brasil, com o IBOPE na empresa Millward Brown Brasil.

Como já vimos, subsidiárias, parceiros e clientes do grupo WPP dominam o conselho executivo do Interactive Advertising Bureau, maior lobby da indústria nos Estados Unidos por representar 85% de um setor em franca expansão, segundo dados do próprio IAB.

Por isso, e pelas oportunidades de ágio e corretagem com o setor público no terceiro setor — especialmente na área do «desenvolvimento de mídias livres» — classificamos o grupo de um zaibatsu. Não é uma metáfora. Zaibatsu mesmo, sob a bandeira içada pela primeira vez nos anos AEBI — antes do estouro de boiadada da Internet, ca. 1999:

«Tecnologia é estratégica»

O eslogan tem algo da mesma lógica de «Citibank é estratégica demais para quebrar», mas deixamos isso para outra hora, hora de desabafo.

Até agora, segundo essa apresentação, …

… a América Latina só fornece 5% da renda do grupo ná área digital, embora a parceria com o IBOPE — que também mantém parceria com Nielsen//NetRatings, do mesmo grup0 — sinaliza a pretensão de crescer muito na região em parceria com os titãs de mídia patrocinadores do Instituto Millenium.

Um exercício interessante podia ser fazer uma rede 2-core das afiliações «cliente », «parceiro» e «representante» dentro desse grupo. Procter & Gamble, por exemplo, agora tem representação na presidência do IVC, o Instituto Verificador de Circulação, se me lembre bem.

O Wal-Mart do Intermundo

Este componente de uma estratégia global de comunicação social, que chamamos da plataforma social, é, na verdade, o shopping de innovação por exelência, administrado, como aperece, pela interseção, dentro do terceiro setor, de um círculo fechado de pessoas jurídicas do setor privado e entidades públicas de (nosso e dos alemãos) governo federal, seriam classificáveis como consórcios, será?

Qual o «vector» de um shopping subordinado a um consóricio subordinado a um círculo fechado, tirando todas as iterações redudantes?

Nos termos de nosso modelo de uma MOSCOU — esquema de propaganda multicanal e multisetoral , que abrange a negra e sórdida arte de reportajabaganda na mídia tradicional — este shopping oferece um estoque exclusivo de redes e ferramentas sociais de grife.

Destes, o usuário deve construir novas formas de interexistência em rede, como se fosse brincando com Legos, o brinquedo de construção.

Tal como um comprador de imóveis, por exemplo, o internauta pode escolher entre Facebok e Orkut — o Higienópolis e Capão Redondo da rede, com LinkIn seu Avenida Berrini, digamos.

E tal como no caso de  um imóvel, a valorização da sua interentidade dependerá muito da valorização da vizinhança.

O ATM de Atenção

Outro jeito de imaginar o esquema podia ser como uma caixa eletrònico — ATM — de capital social.

Interagindo com a tela da caixa — acima, do Banco USA TODAY de «Globos Oculares», gíria da profissao para o chamado «capital de atenção» — a moeda do reino são os dados colhidos sobre seu comportamento na rede.

Na caixa interbancária 24 horas, você investe esse capital em este o aquele HSBC ou Fidelity de dados, que se apresenta fantasiado de uma cooperativa de livres internautas, e ganham com seu depósito como bancos fazem.

Entretanto, no Camelôdromo de Código

Um «shopping» paralelo é o shopping de código, uma coletânea de interfaces e plataformas de programação e distribuição — Flash e PDF, de Adobe-Macromedia, são os exemplos mas onipresentes e irritantes, sendo necessários para consumir conteúdo que podia ter sido apresentado como texto simples — dos quais os novos shoppings são, digamos, a sereminovados.

Entre o bazar de código-aberto e o shopping de software propriétario, portanto, existe uma luta acirrada nas trevas.

Se o consumidor pode baixar Open Office de graça, sem pirataria, na Santa Ifigênia, para que pagar o etacionamnto no Shopping Bourbon para o disco de Microsoft Office? Pensem também no GIMP e Photoshop.

A estratégia do shooping continua sendo de estabelecer tecnologias proprietárias como plataformas — tecnologias, como o Flash,  sem as quais a rede de rede não pode ser navegado. Muito depende de manter a impressãso de que o mundo virtual sem estas «plataformas» é como fiar assistindo TV preto-e-branco.

Hipótese Reductiva

Dado tudo isso, tenho uma hipótese que eu gostaria de testar.

Cada vez que identificamos uma plataforma social com estes componentes — Orkut, YouTube, Blogger, — todos de Google — ao lado de Yahoo e Facebook, muitas vezes com uma referência à agência de estratégia digital Omniture (WPP) — podiamos simples falar da Plataforma WPP-IAB?

Ou até Plataforma W, que tal?

Se pudessemos determinar que todos estes atores formem um grupo coesivo, daria para dizer que um grande número de interentidades importantes ao tema desse estudo — talvez até a maioria — são exclusivamente conectados a essa lavadeira de conteúdo.

O Robô Pode?

A questão técnica será se pudermos detectar essa otimização em redes complexos navegados com a ajuda de algoritmos estatísticos. A resposta preliminária: depende da plataforma técnica da interentidade.

Da Fundação Roberto Marinho, por exemplo, eu e meu robô — SOCNETV nesse caso — não podiamos detectar nada, graças ao sistema de gestão de conteúdo empregado, o JSP e a estratégia meio simplória de aranhagem utilizada.

Ainda assim, um censo recursivo grosseiro e simples — wget -rH frm.org.br, e me desculpe — mostra a presença de vários dos componentes co-variáveis com o grupo WPP e sua freguesia — com a Plataforma W.

No outro extremo, o caso da Policy Network — cria do Grupo LM e mãe do Atlas Economico Research Foundation e aquela nébula de redes de institutos-netos e sobrinhos montana por este — é exemplar no sentido de mostrar com nitidez a sinergia ou, para assim falar, a relação parasítica entre interentidade e plataforma social.

Na gíria da ARS Magna — análise de redes sociais com Pajek e outras, e sem trocadilhos bilíngues, obrigado — o componente social dessa interentidade ocupa uma faixa determinada na distribuição de «k-cores» e ode tras medidas cumulativas, como grau e influência.

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É simples isolar esse elemento, ou a maioria dele, com Pajek.

Temos, com isso, uma demostração empírica do efeito multiplicador ou amplificador visado pela «militância de faça-clique» no shopping de inovação. A Plataforma W é uma bromélia na seringueira do insituto de políticas públicas, alimentada dos mesmos raizes e brotando em cachos de raras flores.

Nessa roda de choro maior,  multiplicadores e multiplicações de conteúdo — tal como contas de Twitter e atos de citação nos vários agregadores sociais de notícias, entre os quais Add This parece ser primum inter pares — proliferam.

É um sistema altamente aberto ao ato de auto-repercussão, aliás.

Nesse caso, pelo menos, então, pode-se facilmente peneirar a estrutura e conteúdo interno da interentidade para conseguir a subrede de transações na plataforma social.

Também dá para separar citações permanentes das efémeras, uma vez que um componente importante da interentidade é um serviço de notícias e opinião constantemente atualizado.

Sobre isso, ainda ando aprendendo fazendo.

Consegui uma redução, por exemplo, que separa interidentidades de Twitter — eu sou twitter.com/boizebu, a não ser confundido com o boizebu propriedade de boizebu666, um desafeto meu —  de suas transações, tal como favorite?=http://twitter.com/WPP, o ato de acrescentar o WPP à lista de twitternautas preferidos.

Nem me lembro de como. O título da janela em Pajek, que descreve a operação, ajuda.

Com a prática, estou ganhando facilidade com a Pajek como ferramenta de exploração visual, manejando-a com maior destreza.

Separação, no eixo y, por proximidade, numa amostra da rede do GFMD.INFO, o Fundo Global pelo Desenvolvimento de Mídia.