NDI, IRI, CIPE e Sindicalismo: Os Quatro Cavalheiros do NED

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Bom dia, admiráveis internatuas novas!

As princpais manchetes de Google Notícias hoje confirmam uma tendência de longa data assim como uma mudança recente: A segunda manchete quase sempre se refere ao iPhone, de Apple Computers, mas ultimamente, as machetes são notavelmente negativas. 

O primeiro resultado entre a mídia brasileira é um resumo-repercussão, pelo portal Terra, da matéria que deu no Wall Street Journal, registrando uma falha na reportagem no lide:

Problemas na adaptação à cultura corporativa da Apple levaram à saída do executivo Mark Papermaster, responsável pelo hardware do iPhone, informa o Wall Street Journal, sem detalhar qual o nível de envolvimento do profissional com as falhas na antena do iPhone 4.

Sem este detalhe, não se justifica a manchete do portal:

Falta de adaptação derrubou executivo do iPhone

Como assim, executivo do iPhone?

Foi o responsável para «hardware» em geral –iPad, iMac, iFHC, i Privada, iMeMeMy … Além disso, nenhuma fonte é citada pela explicação «não conseguiu se adpatar à cultura corporativa» — um lugar comum mambembe que, descodificado, quer dizer simplesmente, «você perguntou sobre a razão da saída e nós resolvemos desconversar».

Ou melhor: «Não é da sua conta».

Papermaster deixou a IBM em 2008 rumo à Apple, e sua mudança fez seu antigo empregador, com medo da divulgação de possíveis segredos industriais, abrir um processo para tentar manter Papermaster em uma quarentena de um ano. Papermaster recebeu o cargo de vice-presidente sênior de engenharia de dispositivos de hardware em novembro de 2008, mas só começou a trabalhar no ano seguinte.

Quer apostar que o projeto da bugigana 4.0 e processo de fabricação se fixaram bem antes da chegada do executivo?

É triste ver um engenheiro levar a culpa pelos erros de um sistema com  um braço de marketing dominante em demasia — até o ponto do CEO, que era uma vez era engenheiro brilhante também, acreditar na própria propaganda.

Ora, entre as reportagens sobre a saída do executivo e os problemas técnicos do iPhone 4, me expliquem porque a Terra escolheu a reportagem que deixa de explicar o essencial, e com um lugar comum cansadísssimo que se traduz «não comentamos»?

Quer valer que tem um  contrato exclusivo de sindicação de conteúdo com o mais novo orgão de NYSE-NEWS, que já deixou de ser a fábrica de prêmios Pulitzer de décadas passadas?

Mais não é para desabafar que venho hoje. Eu apenas quis deixar registrado uma técnica de análise que ando desenvolvendo, focando o assunto central dese estudo: Democracia «pipoca de microoondas» paga pelo contribuinte estadounidense.

As K-Vizinhanças do NED

Cada vez mais avatares do National Endowment for Democracy são descobertos cada dia, como se fossemos Galiléu e estes as luas de Júpiter. Mas o fundo pela defesa de democracia no estrangeiro, abastecido pelo Congresso, se divide em quatro eixos principais:

  1. IRI, o International Republican Institute, do Partido Republicano NDI,
  2. o National Democratic Institute, do partido de Obama e Howard Dean CIPE,
  3. o Center for International Private Enterprise, respentando o patronato dos multinacionais, e
  4. o Solidarity Center, representando o sindicalismo, em tése.

Há uma tendência de polarização NDI-Solidarity e IRI-CIPE, mas seria simples demais assumir essa divisão como premissa. Começo com

crawls./pajek.sh

Lanço o software de ARS — análise de redes sociais.

File > Read > Network = sitelinks.net
Net > Transform > Add > Vertex Labels from File = sitenames.net

E agora faço o análise de «k-vizinhos» de cada componente de NED, de olho em ramificaçãoes no mundo lusófono.

Net > k-neighbors > All = [www.iri.org, www.ndi.org, www.solidaritycenter.org, www.cipe.org]
Info > Partition
Operations > Extract > From Partition
Clusters = 0-3

Assim, determinamos quantos vizinhos o site tem dentre de 0, 1, 2 e 3 graus de separação, sendo que o quarto grau retorna o componente fortmenete conectado inteiro.

Primeiro, os Democratas de lá — que diferentemente dos Democratas de cá, são considerados «socialistas» ou até «nacional socialistas» — tem outdoors comparando Obama a Hitler beira-estrada na cintura de milho enquanto escrevo essa nota! — por seus opositores.

Inovo um jeitinho de transformar o diagrama de uma nova — para mim — maneira útil.

Draw > Partition
Layers = distribute along y axis

O resultado é o pirámide mostrado. Isso consta no texto, é portanto não tem novidade, confesso.

Eu sabia que pode-se reolver o diagrama por 90 gruas, por exemplo, no caso de um processo de «contágio», ou disseminação de um «meme» desde a fonte até os «multiplicadores».

O que não fiquei sabendo foi que pode-se redesenhar segmentos menores do diagrama. Apertando o botão à direita do rato e arrastando no diagonal, selecionamos alguns nós da segunda camada horizontal e mandamos-nos revolverem 90 graus.

Refrescando o diagrama, estes viraram 90 graus enquanto os outros permanecem orientados ao plano horizontal. Repetimos com outros trechos da camada, e voilá! Uma lista legível do conteúdo da camada, ainda mantendo a metáfora de hierarquia.

Acima, outro jeito de mudar o ângulo a ótica sob a qual enxergamos a rede. Pelo método descrito acima, pego a «k-vizinhança» de CIMA.NED.ORG — braço de NED que colabora com a diplomacia e as forças armadas em programas do «desenvolvimento de mídias livres».

Dentro dessa subrede, aplico o mesmo método ao site CENTROPOLITICO.ORG — centro de marketing político de FIU, em Flórida. Agora estou olhando a rede de CIMA do ponto de vista egocêntrico dessa subentidade.

Essa vez, eu opto para deixar aberto o agrupamento do qual este é o «representante», reduzindo os outros grupo a um único nó.

Operations > Shrink Network > According to Partition
Cluster that will not be shrunk = 4

Agora, faço uma lista vertical dos nós dentro desse grupo, e, utilizando o rato de novo, indico sites de interesse nessa lista.

É só apertar o botão terceiro — aquele no meio — do rato e o nó fica associado com um novo componente da partição, que pode ser isolado e analisado no contexto do rede inteiro do mesmo jeito.

Pela exploração manual de uma rede de razoável tamanho, eu acho o Pajek a ferramenta mais útil. Sem qualidade gráfica avançada, dá para desenhar  e redesenhar a rede quase à velocidade de (meu não tão F-1 assim) pensamento.

Acima: CIMA, Harvard e IREX, projeto da USAID.

Mas estavamos falando dos quatro Eixos do Bem neoliberal-quasedemocrático.

A presença do site SEIU.ORG na rede do NDI  sinalizaria a aliança tradicional Democratas-sindicalismo — embora não haver uma correlaõ perfeita desse tipo desde os anos 1970s, quando Nixon fechou com os –mafia-dominados! — Teamsters.

Se os Democratas tenham laços mais fortes com o Solidarity Center — dominado pelo AFL-CIO, o CUT de lá — não aparecem os reflexos deste grau de relacionamento na fase preliminar da aranhação.

Mais o IRI e o CIPE apresentam um laço forte, sim — infelizmente, deixei de diagramá-lo do jeito certo, com uma linha azul significando uma relação mútua.

Abaixo, o CIPE em relação aos patrocinadores do Instituto Millenium.

Indícios preliminares são que, se haver um braço do NED envolvido no processo eleitoral brasileiro desse ano, por meio do famoso «dinheiro mole», este seria o CIPE.

Isso não deve surpreender, dado a atuação do IRI e CIPE, ao lado do Instituto Cato, nas eleições de 2006 em México, com o Mexico Business Roundtable, orquestrado por Dick Morris, engajado na produção de propaganda suja à qual o IBOPE fez vista grossa.

Agora, haverá uma relação paralela entre os representantes tupis e gringos do sindicalismo? Eu propositalmente semeei a aranhação com CUT.ORG.BR mas sem PT.ORG.BR e relacionados, para ver se esta relação ia emergir.

Foi uma escolha metodológica:

  1. Assumirmos o nexo estatal-partidário-instituto de pesquisa-multinacionais, amplamente demostrado no caso do Instituto Millenium, enquanto
  2. deixamos um possível nexo estatal-partidário-sindicalismo-globalismo como uma hipótese a ser confirmada ou não

Interessante, mais não definitivo, e o fato do robô não ter alçadcançado sites partidários do continuismo, por meio dos sites sindicais, embora campanhas publicitárias — DILMA13.COM.BR — estão para aparecer, assim como o laço comum mais importante entre partido, governo e movimento sindical, ou seja, a Fundação Perséu Abramo.

Até agora, porém, não há grande indício da multiplicação de entidades aplicada como estratégia anti-Occam — entia multiplicanda sunt! — pelo barbudo mudancismo.

O CUT tem número modesto de sites de «ideologia»: anti-escravidão, a semana de 40 horas. Talvez este fato se explique pelo fato do governo federal estar nas mãos de sindicalistas, onde políticas são divulgados em sites pontoGOV. Mas vamos ver.

Dentro da amostra primeira que temos disponível por análise com Pajek, buscamos em vão par um nexo Washington-Brasilia de teor sindicalista, embora sabemos, por exemplo, que existem campanhas paralelas do CUT e AFL-CIO, ambas tratando da semana de 40 horas — lá na defesiva e cá, na ofesiva.

Começamos a ver os contornos de um nexo no componente TUNNEL, onde achamos vários estaduais do CUT como intermediários entre a matriz no componente COMPONENT_IN — este bem forte devida à capilaridade da organização em rede — e as campanhas ideológicas, assim como o número que me atrevo de chamar de modesto de institutos de pesquisa trabalhistas.

Não seria surpreedente se o CUT acabasse no componente MAIN ou TUNNEL, com GLOBAL-LABOUR-UNIVERSITY.ORG — do Reino Unido — um componente IN ou MAIN_IN. O Observatório Social, entretanto, é o nó sindicalista mais estratégico até agora, morando no TUNNEL ligando o IN –CUT e Global Labour University — ao OUT — DIEESE.ORG.BR.

Eu sei, eu sei, que babado é isso, cumpanheiro, de túneis e rodavias de máo única e taxis e ónibus interestadual?

Depois eu explico.

Me lembro de ter perguntado, como Hitler perguntou das divisões blindadas do Papa, onde estariam as rádios, TVs e jornais do CUT — que segundo gente como Olavo de Carvalho tem enorme influência sobre a mídia de massa, além de veículos próprios de propaganda e indoutrinação.

Os orgãos simpáticos ao trabalhismo começam a aparecer, e são na maioria velhos conhecidos, nanicos da mídia alternativa ainda na infância, de quem mantenha uma lista de leituras o mais abrangente possível.

Ainda não apareceu nenhum canalsindical.globo.com para equilibrar o Canal Rural e o Mundo Bizarro e Fashion Week e tal.

Fosse eu imperador de mídia, eu captava os valiosos globos oculares destes consumidores com conteúdo feito sob medida segundo suas preferências. Até Rupert Murdoch faz isso. Nem todos os jornais do império dele são raivosamente direitistas.

O Vermelho, do PCdoB, é notável por ter sido selecionado a compór a lista de fontes de Google Noticias. E por que não? O jornalismo é bom, e não é que eles escondem ser comunistas de um certo tipo — o tipo que produz um Aldo Rebelo, de quem ninguém podia ser menos parecido com Stalin e Mao.

Mas o Google também repercute o Under-Linux, que tem cara de ser uma câmara de eco de propaganda clandestina.

Transform Americas é uma campanha da pareceria Atlas-Cato dedicado a pânico moral sobre o suposto nexo Hugo-FARC.

Em tése, podemos falar da influência do projeto tratando as linhas do diagrama como se fossem dutos de conteúdo pelos quais fluem informações e

moralizações. Acima, os «influenciados» potenciais do site — que se referem a ele como híperlaços.

E agora as influências ou influenciadores do projeto — donde tira sua informação e opinião.

Do outro lado do Tratado de Tordesilhas, o Libertad y Desarollo de Chile — mais um sucursal de Cato-Atlas.

Naturalmente, Facebook e Twitter são os Central do Brasil e Guarulhos dessa rede toda, e por lá podemos esperar ver a rede maior reproduzida em miniatura.

Acima, com o fator «soma de laços indo e vindo».

A Globalização de Carlos Latuff

E por fim, um encontro cultural: O chargista carioca Latuff, que assim como o grande Angelí não poupa ninguém, doa uma imagem feita sob medida ao blog Political Theatrics — tão cético da indústria de Democracia 2.0 como eu, embora fortemente anti-Israel, assunto no qual mal toco. Não é minha luta principal.

O Latuff parece estar afiliado com algum tipo de cooperativo virtual de artistas, DEVIANTART.COM — 29.846 sites dentro de nossa amostra de 400.000, e por isso um bloco significativo. Vou estudá-lo.