Pontes, Clones e Testas de Ferro: Um Caso

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Acima: O Plano Marshall sobrevive até os dias de hoje, hospedado num servidor do governo federal, o Gabinete de Polítias para Ciência e Tecnologia da Presidência.

Blogo logo existo, ou melhor, por falta de outra quefazer nesse momento, blogo.

Pode pular o trecho que segue, por ele ser o desabafo de sempre sobre os maus da vida frila.

Recebi um pedido de informações de um grupo de mídia de África do Sul, perguntando quem seria uma boa entrevista, entre jornalistas locais, sobre a questão de se o Brasil conseguirá terminar as obras antes da Copa 2014.

Pensei em Luiz Gonzaga Belluso e Sócrates, da revista Carta Capital. LGB acumula a presidência de Palmeiras e uma cadeira no conselho de conselheiros lá na Folia de Mino, enquanto o Sócrates, dizer o quê? Ele e Tomaz Woods, e Fangiello Maierovitch, são entre a vozes que mais escuto.

Em qualquer caso, eu disse, levem em consideração a intimidade quase incestuosa CBF-Globo antes de falar com quem trabalha ou já trabalhava na Globo. Acertei? Nem ofereceram um tostão pelos bons conselhos, e além disso queriam que eu fizesse a entrevista e a tradução naquele mesmo dia. Bom sinal da autuação de um redator preguiçoso e mal-organizado.

Não aguento esse tipo de cliente. Educadamente pedi a agendação de pautas com duas semanas de antecedência no futuro.

Entretanto, será que eu gostaria voltar a traduzir de língua árabe para inglês sobre assuntos financeiros? Lá tenho a desvantagem de não ter a língua árabe como língua-mãe — enquanto muitos tradutores árabes tem formação de elite e inglês impeccável. Era uma vez, porém, que eu passei quase um ano inteiro traduzindo documentos de auditoria de bancos centrais em língua árabe.

O cliente pagou, curiosamente, com E-Gold, um moeda virtual apoiada em depósitos de ouro. Ainda tenho um bom glossário.

E outras coisas, como um retorno ao análise de fusões e acquisiçoes, «distressed equity» — «participações em apuros» — e renda-fixa «de alto retorno», um jeito de dizer «de alto risco».

Mas não há nada mais a ser feito hoje. O Trystero — o robô utilizado pela Grande Aranhação — chegou ao fim de uma segunda rodada de 50 iterações, e anda tabulando os estatísticos — acima. Demora, mas até a hora de dormir eu deveria ter nas mãos os dados crus sobre 8.7 milhões de documentos na rede, aumentando a amostra de 3.2 mi que eu tinha antes.

Pontes na Rede de Carnegie-Knight

Entretanto, uma nota sobre uma admirável interentidade para mim inédita — O PJNET.ORG — e um velho conhecido sob manutenção, antecipando o lançamento de uma versão 2.0 — o CIBERJORNALISMO.COM, versão lusófona do CYBERJOURNALIST.NET montada por um professor português de Portugal.

Aqui temos os dados da amostra original, com dados originais aumentados por dados novos obtidos de

wire-info-shell

Uma novidade desse perfil de uma AIN — admirável interentidade nova — é que eu comecei a brincar com a diagramação hierárquica no yEd, meu editor de diagramas preferido. Um ponto de interesse é a presença de o que chamo de clones e pontes na hierarquia de projetos na sombra do projeto Carnegie-Knight pela formação de uma nova geração de ciberjornalistas.

Além de CIBERJORNALISMO-CYBERJOURNALIST, temos a dupla BLASFEMIA-HERETICALIDEAS, por exemplo.

Também diz algo ao respeito da polarização ideológica característica do programa, na minha observação. Alguns anos atrás, no congresso do World Association of Newspapers — associação mundial de jornais — o Giner, sócio de Innovation International e palestrante, disse que a experimentação com ideias radicais será muito importante á competitividade de um jornal.

Assim, vemos cada vez mais radicalismos en confronto dentro da narrativa de «uma guerra de ideias». É a especialidade de casa do grupo Living Marxism, por exemplo.

Talvez o melhor exemplo foi citado por personagem de um filme com Robin Williams, onde um comediante de TV vira presidente da República. O assessor dele conta com uma rede de TV hospedou um debate entre um eminente historiador do Holocausto e um idiota fanático negador do Holocausto. «Como se fossem pares, e como se tivessem a mesma credibilidade e valor, e como estes foram as opções disponiveis».

Nesse gênero de jornalismo, a guerra de ideias é a encenação de uma luta livre mexicana entre palhaços.

A Renascença de Ciberjornalismo

O Ciberjornalismo nasceu no fim de 2000 e entrou na zona de blogs moribundos em 2008 — acima, dados do Waybak Machine — mas o autor original continua mantendo seu blog, Ponto Mídia, no domínio até hoje.

Em 2004, acima, se dizia afiliado das rede WeBlog.com e MediaChannel.org, ambos velhos conhecidos de quem acompanha o complexo blog-infotenimento. São, ou eram, grupos de blogueiros explorando o potencial comercial de samizdat digital, um movimento que se consolidou no Pajamas Media — o conceito sendo que o blogueiro é jornalista que trabalha de pijama, como um general golpista de Ternuma. Agora, aparece na k-vizinhança de PJNET.ORG, este com fortes laços ao PAJAMAS MEDIA dentro de nossa diagrama de sites até agora.

Para encurtar o relato, nosso admirável internauta novo vive na interseção de duas redes — o «Neocon Core» de blogs e portais e institutos de pesquisa ideológicos e a hierarquia do patrocínio de fundações como Knight, Carnegie e Gates (MSFT).

Ops, perdi o fôlego. Pelo menos marcamos esse complexo como uma zona potencial de pontes e clones que podem ilustrar a tradução-tradição-traição do estilo neocon na final flor de Láscio.

É fruto do «think tank» original que era Ciberjournalist.net, que contava com aquela turba toda de Harvard para quem o noticiário do futuro deveria ser um «buzz machine» — máquina de zumbido, fábrica de agitprop descabida.