Dos Mais Variados Assuntos: As Hierarquias da Ordem Emergente e a Guerrilha dos Chapéus-Negros

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Como se sabe, eu sou entusiasta do método de «pensar fazendo».

Como estou muito interessado na indústria de propaganda brasileiro em si, li com interesse a nota de Luis Nassif hoje sobre «o pai de marketing» do candidato de anticontinuismo desse ano eleitoral. Então, resolvi usar o FreeMind para organizar o que eu podia colher dos mares nos quais esta admirável criatura nada.

O dispositivo está disponível no repositório da maiora de distros de Linux. Ou faça um google-yahoo.

A GW Comunicações faz propaganda, programação e telecursos por tudo que é governo, grupo de mídia, elemento da indústria de automóveis, e qualquer entidade do terceiro setor apartidário-tucano que há.

Propaganda de Ford, programação de jornalismo ou edutentimento de Globo, tanto faz. Todo não passa de uma das caras do Janus, porteiro dos deus, que é Comunicação Social.

É mais uma sintoma da equação brasileira, sempre tão chocante ao antropólogo marciano:

Propaganda = Jornalismo = Reportajabaganda

Uma aviso de antemão: ando meio desleixado hoje, negociando e montando um novo projeto pelo análise do mercado de fusões, trabalhando no mesmo grupo que antes.

Julgando da lista de clientes, a agência quebrava sem a freguesias de estados e estatais, embora não tenho a contabilidade aqui comigo. O 20-K do nave-mãe, tenho, mas não contam como vai a guerra global de ideias econômicas aqui nas trincheiras.

Ainda que ocupado, então, eu quis apresentar umas folhas soltas do caderno de laboratório.

Diferentemente da ferramenta CmapTools — outro programa de «mapeamento conceitual», o FreeMind só produz estruturas hierárquicas — o que os físicos da ARS Magna, ou seja, o Análise de Redes Sociais, chamam de «rede acíclica».

Não da para desenhar um laço, por exemplo, que leve de volta a certo anunciante para  mostrar que várias agências aparentemente desconexas representam-no — ou que o anunciante preside a agência autoreguladora que as fiscaliza..

O conceito da «organização em rede», de tamanha influência entre os emebeáveis de hoje, prega a montagem de uma cadeia ou corrente de agências coordenadas mais aparentemente independentes entre si.

Como dizem os bons e doutos doutores de Harvard, uma rede é simplesmente um organograma virado noventa graus.

O comando e controle vem das margens, de soslaio, onde não se espera.

No nível da maior capilaridade, células de «marketing guerrilha», ofuscadas e portanto dificilmente rastreadas de volta ao autor da campanha, praticam propaganda clandestina — por exemplo, entrismo em comundidades na plataforma social, servindo de agentes não-divulgados do cliente posando de «gente que nem a gente».

Chamamos isso do Método Faith Popcorn, que detalha casos bem-sucedidos de exatamente essa estratégia no seu site.

Aqui, será necessário registrar que o DM9 é parte do Grupo ABC, em vintéssimo lugar entre os maiores grupos de propaganda do mundo, que por sua parte integra o DDB Worldwide — este por sua vez uma divisão do Grupo Omnicom — NYSE:OMC — terceiro no mundo atrás de WPP — no Brasil, parceiro da IBOPE em Millward Brown Brasil — e Interpublic.

Porter Novelli também integra o grupo Omnicom. Esta surgiu recentemente num análise de redes do terceiro setor como estrategista digital de Hewlett-Packard, assim como de projetos da Fundações Hewlett, Packard e Gates no sentido de inovar um Novo Jornalismo facistoide.

O diretor de auditoria e governança de OMC é um professor de Harvard, da faculdade de Direito. Também serve no conselho de Time-Warner.

Outros subgrupos da entidade brasileiro incluem B/Ferraz, New Style, Mondo Entretenimento — traz artistas como Green Day e Jeff Beck, que abalou o Templo dos filistins no Small Faces nos anos 1960 mas deve estar um cadáver ambulante hoje em dia, ao Brasil — Sunset, Reunion, Dojo, Pereira e O’Dell — cliente: MySpace — e a famosa Africa.

A cabeça de quem faz a cabeça do candidato de anticontinuismo parece ser feita por uma rede multinacional vendendo marcas multinacionais. Como, digamos, Microsoft e Intel.

O CmapTools, por possibilitar o desenho de «redes cíclicas» capazes de identificar núcleos de entrecruzamento desse tipo, é mais útil quando pretendemos identificar núcleos coesos de atores aparentemente independentes que estariam comportando-se de um jeito coordenado por meio de incentivos alinhados..

Ultimamente, porém, estou tentando programar minha cabeça com uma lição mais avançada da ARS Magna — o texto sobre o análise de redes sociais com Pajek, pelos autores do programa.

Envolve a noção de «núcleos enfileirados» — ou seja, «ranked clusters», componentes cíclicos fortes da rede que funcionam de jeito cooredenado, mas apresentam uma hierarquia acíclica entre si, comparável a uma rede de citações de estudos anteriores em um tese acadêmico.

O método é meio difícil a explicar para todos nó.

Basicamente envolve a redução de todos os núcleos complexos mas ainda cíclicos e coesos, deixando uma meta-estrutura da rede que apresenta relações direcionadas e ordenadas segundo uma hierarquia ou fluxo temporal.

Uma séria ressalva vem de considerar do efeito de «black hat SEO» — «spamdexação» para enganar os motores de pesquisa, dando uma importância não merecida a determinada interentidade nos resultados de um Google, Yahoo ou Bing.

A metáfora vem dos velhos filmes far-oestes, ondes os mocinhos costumavam usar chapéu branco enquanto os vilões vestiam negro, para deixar o mito maniqueísta bem claro.

Eu produzi um exemplo meio surpreendente por esse método — «symmetric-acyclic decomposition» — ontem, embora o diagrama não necessariamente leva as conclusões fáceis que parece apoiar. É o seguinte.

Os nós representam núcleos fortes e internalmente coesos de sites, identificados pelo primeiro nó a ser colhido durante a aranhação dos sites. Não é necessáriamente o «jogador-chave» dentro daquele nó, poŕem. Este é para ser analisado em outra etapa.

Estes nós costumam ser de um conteúdo variado, incluindo todos os elementos de um modelo MOSCOU, por exemplo, além de sites antagonísticos que chegam a mencionar um site adotando um atitude negativo.

Numa rede acíclica, uma escolha não reciprocada de um nó a outro é tido, sob hipótese, como sinal de que o apontador tem posição inferior na rede. O que A diz é importante para ele, mais o que ele diz nãio tem importância para A.

Assim o que vemos é que os nós organizados sob a cabeçada Jose Serra são subordinados aos nós representados pelo Centro Interamericano de Gerencia Política, instituto de marketing politico da Florida Internacional University, onde se acham astros da profissão como Dick Morris e J.J. Rendón

Ambos estão subordinados ao CIMA.NED.ORG, agência de promoção de «mídias livres» do governo norteamericano, que em torno recebe informações de UOL e o ESPM.

Estes em torno tem laços não reciprocados com os patrocinadores do Instituto Millenium, a rede Atlas e o Instituto Cato, ria da Rua K de Washington, zona de baixa meretrice da indústria de lobby, que servem o núcleo UOL como becos máo-única para notícias e opinião.

Mas outros análises deste tipo levantam uma questão importante: a enorme autoridade da platforma de mídia social.

Aqui, por exemplo, os elemento de mais alta «autoridade» são os agregadores robóticos de nóticia e opinião e sites de «social bookmarking» — os latifúndios de faça-clique.

Processando, e precisando de mais café …

Para não cair na armadilha de presumir que o nó #joseserra.org.br é dominado por essa interentidade, so pelo fato de ser designado o «representante» do nó subordiando a ele — fato determinado pelo uso do site com «semente», ou seja, um dos primeiros sites a ser vistado pelo robô — e necessário desempacotar todos os nós subsidiários e fazer um análise «key man» com cada um — determinando quais seriam os nós sem os quais o núcleo perderia sua coesão.

O mais razoável seria assumir que estes núcleos são representado por essas «lideranças».

Aqui, apresento a vizinhança de IMIL.ORG.BR dentro de três graus de separação. Faço o análise «acyclic depth» — a posição do núcleo dentro da hierarquia, nesse caso um núcleo de 286 nós representado por IREX.ORG, perto do base da pirâmide.

Agora, quem são as interentidades-chaves nesse núcleo?

O homem-chave dentro do núcleo parece ser a Fundação Getúlio Vargas, embora confesso que ainda não entendo exatamente como calcula-se esse resultado.

A rede da qual a amostra foi colhida é do site CONSERVATIVESUSA.COM, se não me engane.

O CPM — Critical Path Method — na vizihança acíclica de IMIL.ORG.BR. Aplica-se a processos temporais de planejamento, e portanto não tem nada útil a nos dizer, a não ser metaforicamente. Mas é uma metáfora que ainda não entendi..

Ainda estou estudando, mais algo que salta aos olho é que redes “chapéu-negro” podem funcionar do mesmo jeito que grandes agregadores com Facebook, YouTube e Twitter, sem o contrato social implícito destes — nós fornecemos um serviço legal em troco de alguns dados sobre os hábitos de internautas, que valem ouro no mundo de marketing..

Quem quiser aprender as artes da magia negra apenas frequentará os foros de SEOBLACKHAT.COM, amigo do todo mundo.

Dentro da nossa amostra, o GLOBO.COM aparece ao lado deste coventículo de spam no grau de laços indo sem, pelo menos na amostra limitada, reciprocidade. Espero que mais tarde veremos como o mundo de samizdat serve como multiplicador do conteúdo da Globo, equilibrando a equação.

A última nota que li nos foros de SEOBLACKHAT foi de alguém querendo automatizar uma «clonagem de diretórios» utilizando um REGEX — expressão regular — para colher laços com certa propriedades semânticas, assim como, se eu quisesse, eu podia postar um censo de sites tratado da indústria de filantropia e empreendedores sociais.

Era um moleque dos mais moleques tentando uma gambiarra meio sem sentido, meio inspirado.

O análise do site produz uma bela lista de recursos sobre o lado técnico da arte «chapéu negro», praticada também por cibermilitantes e grandes grupos de mídia.

Tem ethos próprio e uma visão anarco-mercantilista e social-darwiniano daquilo que os estudiosos chamam de «adversarial information retrieval» — ou seja, a guerra total pela atenção do internauta.

É o «jornaleiro» de títulos raros como «Plágio Hoje», «Eu Odeio o Google», GO.MICROSFT.COM, sites de «torrents», onde conteúdo é baixado por um processo de colaboração automatizada, vários programas de «intercâmbio de laços« ou «bolsas» ou «bazaars» de domínios e laços recíprocos.

Sobre o qual mais em seguida.

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