As Cibercandidaturas Hoje, e Nova Nota Sobre a Plataforma Social

Padrão

Diga o que quiser sobre PROPOSTA SERRA — uma comunidade de NING.COM se chamando o primeiro «programa de governo colaborativo» — mais na verdade tem algumas propostas sérias, apresentadas segundo o volume de comentário sobre cada uma.

A primeira, com 1,039 comentários, é de um certo Xico Graziano: Revisão da lei 10.826 (Estatuto do desarmamento

Em 2005 a população decidiu, sem restar dúvidas, que deseja manter o direito de defesa e portanto a posse de armas de fogo.

Passado 5 anos do referendo, o atual governo, se nega a respeitar o resultado das urnas e a decisão popular.

Adquirir legalmente uma arma de fogo leva até 8 meses para quem resiste á infindável durocracia e às alta taxas.

O direito está sendo negado.

Inglaterra, Portugal e Argentina, onde legislações restritivas foram impostas, estão revendo esta questão, simplesmente pela patente ineficiência no combate e controle da criminalidade.

A segunda, com 1,027 comentários, é “Sim, quotas para negros, portadores de necessidades especiais, mulheres, e …».

A primeira impressão, portanto, é de uma diversidade de pontos de vista, embora ainda não li o conteúdo do foro sobre cotas.

A terceira, com 494 comentários, é a proposta de Serra mesmo de estabelecer um Ministério de Segurança Pública — o que hoje é uma secretaria da MiniJus, não é?

O site conta com um núcleo pequeno de animadores da torcida, chamado de «interlocutures» — moderadores especialistas em vários campos de política pública.

O site diz contar com quase 16.000 adesões.

A turma de gentequemente parece ativa no site:

A disputa surge de afirmações da candidata veículadas pelo “blog sujo”, Brasil Confidencial.

A ser pesquisada: quantas propostas vem de pessoas comuns cadastradas na comunidade — como eu, só que no papel de antropólogo marciano e não de participante e eleitor — e quantas de portavozes da campanha?

O fato do Secretário do Meio Ambiente do ESP ser o primeiro contribuinte de uma proposta não é um bom sinal pelo grau de participação auténtica, talvez. Mas a questão precisa de mais apuração.

Os 1.443 «back links», porém — URLs se referindo ao Proposta Serra, segundo Yahoo! Site Explorer — tendem a reforçar a impressão que trata-se aqui de um caso de muito caciques e poucos índios, ou seja, de uma câmara de eco.

grep serra sites6.csv > serra.csv
csvtool col 1,30 serra.csv> serra

Descontando os Serranos, as serrarias, e pessoas que gostam de morar ou viajar na serra, dá um censo dos Cíberserras até agora. Demos o mesmo tratamento à Dilma virtual.

E para completar a comparação, os «back links» de Dilma13.com.br, que são 17.000.

Existe um grau de autoreferência entre entidade partidárias aqui, também, mais olha: Dos primeiros 1.000 repercussões do site de Serra, 725 vem do Blog Democrata.

Aqui são os dados … ai, não, puxa, o WordPress não me permite subir um arquivo de Excel. Vou postar do Google Documentos, tá?

Navegando de Volta

Fui forçada a parar minha Grande Aranhação recentemente quando a conexão de Net caiu durante um momento delicado no cíclo de colheita e análise. Eu não fui capaz de concertar o erro resultante sem mais conhecimento de Python que eu tenho — o que é nenhum, alem de

python façaalgo.py
help()
quit()

Então, eu pensei em repetir a experiência, mas essa vez de outra ótica.

Se a primeira GA presumia ligações entre grupos neoconservadores nos EUA e seus sucursais brasileiros, esta vez, eu pensei, por quê não começar com uma coletânea de sites de puro vede e amarela para apurar se as pegadas da curupira realmente  levam de volta à Rua K e a Avenida Madison?

Como sementes, escolhi todos os sites com domínio .br no componente MAIN_OUT — ou seja, 4.242 de 13.245, ou 31%.

Tenho nesse momento uma amostra de 500.000 sites únicos — dos quais 64.000 são do latifúndio de blogs DEVIANTART.COM.

Vamos ver como os dois bancos de dados cruzam-se. Já observei a presença da maioria de fundações e institutos principais do movimento neoconservador, que aparecem cedo durante a colheita.

Agora,  uso de determinados sites com elementos de uma câmara de eco se encaixa em umas experiências que ando fazendo ultimamente, quando der tempo.

A questão é: qual a verdadeira função, na prática, do elemento que chegamos a chamar da Plataforma Social?

Lembre-se de que nosso modelo de um MOSCOU — «mídia orquestrada pela sociedade civil de oligopsonistas unidas» — tem componentes básicas

  1. A mídia corporativa
  2. A nuvem de samizdat digital
  3. Os agregadores de samizdat social, ou seja, a plataforma social ou «lavandaria de contéudo»  — Twitter, Facebook, Digg, Vimeo, YouTube, e assim por diante
  4. Institutos de pesquisa que servem como laranjas de
  5. poderosas lobbies

Agora, quando eu olho na rede «egocéntrica» de uma interentidade, eu caí no hábito de visualizar a rede primeiro com e depois sem a Plataforma Social.

Nesse caso, foi um site do movimento Tea Party nos Estados Unidos.

Deixe-me começar com a redução completa da rede segundo o método «decomposição simétrica-acíclica».

Este método separa os elementos fortes — núcleos de sites que são completamente interligados, todos os nós sendo alcançaveis por todos os outros — dos «dependentes» —

Desse jeito, reduzindo os componentes fortes, dá para derivar algo que pode ser pensado como o fluxo de contéudo.

Acima, por exemplo, temos a rede de um grupo local do movimento Tea Party, com todos os elementos da Plataforma Social removidos: Twitter, Facebook, Digg, AddThis, Vimeo, YouTube, e todo mais. A rede não perde sua coerência com a remoção destes elementos, como eu mostrarei mais pra baixo.

Podiamos interpretar o fluxo de contéudo na seguinte maneira.

O consumidor firal seria um núcleo de blogueiros-ativistas do movimento associados com o site de um tal de Joe.

Este «lê» e recibe ideias e opiniões de um site de samizdat libertário mais sofisticado, o Homem Livre Online.

Este, por sua vez, recebe notícias de fontes tradicionais — os jornalões New York Times e Washington Times — mas filtrados primeiro por um complexo de ONGs e institutos de pesquisa, com sua própria núvem de samizdat de «multiplicadores», respresentado aqui pelo EducationNext — projeto montado pelo poderoso lobby que busca a privatização da educação.

Para mim, é assim como o MOSCOU funciona — como intermediário entre a grande imprensa e seu leitor, dando aos fatos o viés pela divulgação do qual recebe seus fartos subsídios.

O objetivo desde o começo deste movimento foi minar a autoridade e credibilidade do jornalismo tradicional, substituindo o repórter profissional com o «cabeça-falante» pesquisador do «think tank» como especialista no assunto sob debate, com o repórter reduzido ao papel de mero interlocutor, reproduzindo verbatim o que diz o cabeça-falante com os conflitos de interesses escondidos.

Nesse caso, deve-se notar tambem que a fonte original, o Washington Times, já é uma fonte fortemente subsidiáda pela igreja de Sun Myung Moon, que é estimado a ter perdido um bilhão de dólares mantendo o jornal vivo.

Essa visão é meio artificial, porém.

Na verdade, nosso Zé Mané, insurgente e patriota do movimento Tea Party, e «leitor» de todas estas fontes, com a possibilidade de julgar criticamente entre a imprensa «liberal» (o New York Times, alvo constante de denúncias de jornalismo enviesado) e «conservador», com os comentários do núcleo de EducationNext — que reclama mais direitos para quem quer educar as crianças fora da rede pública, em casa ou em escolas religiosas — com influência sobre esta avaliação.

Esqueci de mencionar Politico.com, site parecido com o Huffington Post que pratica o jornaismo de advogacia.

Joe é um leitor que segue diversas fontes de informação e opinião e escolha entre as diversas influências, mas todas as fontes são grandes organizações de profissionais de mídia.

Basicamente encontramos uma relação entre um leitor e seu jornal, com a mediação de outras influências que condicionam a interpretação do que ele lê.

Agora, sem a remoção dos elementos da Plataforma Social, o fluxo aparente de idéias é outra.

Aqui enxergamos exatamente o efeito descrito pelo Jarnon Lanier no ensaio «Maoismo Digital».

A «camara de eco», como disse Lanier, despe informação e opinião do seu contexto, da sua autoria e a responsibilidade que vem junto com autoria.

O contéudo evidentemente emana da nuvem que é a Plataforma Social — WordPress, Vimeo, AddThis, Newsgator — o agregador de notícias oficial do Diretor Nacional de Inteligência, segundo uma lista de clientes — e Twitter acima de todos.

Crie-se a ilusão de uma segunda natureza onde ideais não tem autores mas são, segundo o mito, fenomena emergentes da «sabedoria do Multidão».

Autoridades e Deus Discípulos

Tudo isso talvez será mais claro se olhamos a rede antes dessa redução aos seus vetores gerais.

Muito de que vou falar agor sobre o algoritmo HITS, que determina os valores “hub” e “autoridade”, será uma merda.

Depois de inventar um jeito de explicar o assunto usando metáfora de futebol, eu concerto.

Aqui, uma visao da rede, com a presença de elementos da Plataforma Social, antes de calcular duas medidas de influencia: “Hub” e “Autoridade”.

A metafora de dois aeroportos serve para explicar a diferença.

O “hub” seria o aeroporto oferecendo mais voos conectando mais cantos do mundo.

Mas ser “hub” nao garante que o aeroporto realmente tera o mesmo volume de passageiros, so que tem capacidade para isso.

Ser “autoridade” e como ser um aeroporto pelo qual passa mais passageiros porque as conexoes oferecidas, embora menor em termos de variedade, inclui conexoes mais usados pelos passageiros. Pensa na Congonhas: Mais pessoas viagem pela Ponte Aerea do que transitam entre Sao Paulo e Roraima.

O pensa no Anhembi e a Maracanã. O Maracanã tem capacidade para 100.000, mais fica com torcida de 30,000 em média, enquanto o Anhembi acomoda 40,000, é sempre está lotado, digamos. E uma questão da capacidade disponível e o uso. da capacidade.

Agora, entao, vamos olhar a rede de quatro pontos de vista: com e sem a presença da Plataforma Social, e segundo os valores de “hub” e “autoridade”.

Tudo errado, ou pelo menos confuso –Autor

A rede está divida puxa, me esqueço segundo qual critério.

Mas é o mesmo em cada caso, pelo menos.

Aqui, com a presença dos três elementos da «rede social» mais importantes, as “autoridades” da rede.

Sites da mídia corporativa — ABC News, New York Times — tem o mesmo peso que sites da mídia “alternativa conservadora” — NewsMax e Big Journalism, este último uma site no gênero de Mídia Sem Máscara que denuncia o víes da mídia tradicional.

O núcleo representado pelo EducationNext tem o mesmo peso do que vários blogs e sites — alguns plataformas sociais menores, com o onipresente ConstantContact.com, ferramenta indispensável à organização, por exemplo, dos Democratas brasileiros — na nuvem à esquerda.

Agora, mostrando o valor de “hub” ainda com a presença dos elementos “sociais” de amplificação e repercussão redudante.

Agora, tirando os três principais redes sociais — Facebook, Twitter, e o agregador social AddThis.

Aqu eu fiz mal trabalho. Eu deveria ter mostrado os valores da media em ambos os casos, pois o núcleo #educationnext é tão grande que esconde o efeito mais notável de tirar as plataformas sociais: o valor “hub” dos veículos de mídía com a maior autoridade relativa diminui por fator de tres ou quatro. São os grandes perededores com a retirada das plataformas sociais.

E finalmente, a rede sem estes componentes da plataforma social, em termos de autoridade.