O Mais Confolhável?

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Da Portal IMPRENSA hoje:  Pesquisa aponta Folha como jornal mais confiável e mais lembrado.

Amigos dentre o tribo dos Sem-Mídia se manifestarão com cinismo, e não sem razão — lembre-se do delegado Bruno Surfistinha e a mágica montanha-russa do «donde veio o» dinheiro!

Houve gravação de repórter e fonte combinando a publicação de uma mentira.

Houve explicações mambembes de uma redatora: que a mentira era necessário pela proteção da fonte!

Ambos os jornalões sambojanos divulgando fotos do candidato de continuismo apresentado como um cómico duende.

Mais eu acho que tenho explicação pela confiança que a marca Folha inspira, se o estudo tiver razão.

Depois.

O jornal Folha de S.Paulo foi considerado o mais confiável e o mais lembrado pelos paulistanos em uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), em parceria com a consultoria Top Brands. Além disso, a Folha conquistou o título de marca mais lembrada pelos pesquisados, pelo segundo ano consecutivo.

Esta foi a sétima edição da pesquisa, que entrevistou 1.860 pessoas nas cidades de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife, entre os meses de julho e agosto deste ano.

A Folha foi apontada por 91% dos leitores ouvidos na pesquisa como a marca de maior confiança na categoria Jornais. O veículo também foi o nome mais lembrado por 39% dos paulistanos.

Minha explicação, derivada de uma pesquisa de mercado com amostra de uma pessoa — a patroa — é que apesar dos grandes pecados jornalísticos do jornal, a maioria de leitores nem presta atenção.

Nem utilizam o jornal para fazer a cabeça politicamente.

O valor está no arroz e feijão do pacote: nas receitas, nas listagens de eventos e filmes, nos conselhos sobre saude, nos classificados, nos quadrinhos — tudo que não tem quase nada de escandaloso ou polêmico.

Já observei faz tempo na minha mulher este mesmo instinto: para o pacote total de informações úteis sobre o que fazer o como conseguir o necessário ou desejado, a Folha continua indispensável — assim como a Veja SP discutivelmente aproxima-se mais perto ao ideal da grande Time Out — eu labutava lá como revisor frila, era uma vez — em termos de organizar as possibilidades da sua agenda cultural pessoal de maneira acessível e amigável.

Minhas memórias mais felizes da mocidade, de fato, vêm de nosso ritual de cada manhã — eu lendo o jornal junto com meus avôs. Minha avó preocupava-se com a política e os xingamentos de Nixon, meu avô analisava os esportes como se fossem os planos da invação de Europa — evento no qual tomou parte — enquanto eu fiquei com o caderno cultural, com as HQ, as resenhas de livros, e até os anúncios de filmes pornô, que me causava certa confusão.

Estamos na alta temporada daquele eterno circo de auto-parabenizações da industria de infotenimento e propaganda, não estamos?

Eu jamais ouvi falar dessa ABA — e sou alguém com interesse profissional no setor, e faço uma força para conhecer os jogadores todos —  mais lá está, site número 1.953 em iteração 6 da Grande Aranhação, número 192.415 em iteração 5.

Vamos ver o que pode ser dito sobre essa admirável interentidade.

Processando …