Meu Dia na Sua Rede: Baixa Tecnologia e Altas Esperanças

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Por razões profissionais, acordo cedo para ler o Valor e as outras de nóticias empresariais e financeiras.

Nova e notável, por exemplo — só que para saber por quê, têm que me pagar!

A MSBS Tridea, empresa brasileira que atua na área de software de gestão integrada de negócios, decidiu ampliar sua atuação internacional. A companhia é considerada a maior parceira da Microsoft na oferta de sistemas de gestão empresarial (ERP, na sigla em inglês) e de relacionamento com o cliente (CRM) no país, e também figura na lista das dez maiores no mundo para a Microsoft nesse segmento.

Até agora, ainda não li um análise pra valer sobre a nova parceria entre o Microsoft e o Grupo Estado, na qual a Agência Estado vira o provedor de notícias oficial do MSN Brasil. Estive comentando com o Nassif sobre o assunto.

Mas hoje sendo dia de feriado — feliz independência e inconfidêndica, ô Índio Tupy — tenho um intervalo até ter que assistir um monte de teleconferências em outros cantos do globo.

Resolvi testar um palpite que tenho faz tempo: que apesar de todos os sites MOBLIZA e PARTICIPABR e DILMA13 e PROPOSTASERRA, seria em foros muito mais modestos, como o bom e velho USENET, que veriamos grande atividade política.

Tive razão, acho. Tuite o quanto quiser, mas o soc.culture.brazil está pegando fogo com o ativismo de DILMAis, assim como de um bando de venezuelanos no estilo de ORVEX, falando de malvadezas provavelmente fictícias do Máximo Líder en español, provávelmente de um apartamento em Miami.

E além disso, encontrei uma indicação do meu blog para inglês ver, o New World Lusophone Sousaphone. Lá eu costumo traduzir algo interessante de vez em quando para comprovar a existência de vida inteligentes nos antipodés.

Reproduzo a resposta acima. Ainda não consegui postar. Algo de errado com o servidor SMTP ou com o servidor público em Alemanha. Talvez com SENDMAIL?

Para participar no USENET, não é precisa a tecnologia de ponta que permite assistir um vídeo por meio de Flash ou aquele novo tocador de Microsoft, ou visualizar um infográfico animado como aquilo montado no Facebook pela revista Veja.

Está congelando meu navegador — Firefox — enquanto tento digitar esa frase. Censura!

Uma diagnóstica indica que se encarregou pela metade e então jogou um erro. Aperto F5 para encarregar de novo e começa piscando descontroladamente, assim como imagino os fieis do Tio-Rei fazendo quando baixam o santo..

Parece não saber que não sou eleitor em pleno gozo dos meus direitos políticos tupininquins.

Vá lá, vote cedo, vote quantas vezes quiser.

A bugiganga émuito parecida com a mapa eleitora desevolvido por Eleitor2010, aquele projeto da turba de Harvard desenvolvido no plataforma Ushahidi, acima, após gastar cinco minutos encarregando apenas para produzir um erro de MySQL

Também é o patrocinador oficial da minha própria página pessoal de Facebook nessa manhã de garoa fria.

A semelhança com o projeto de Harvard provávelmente não é mero ocaso. Outro dia, mexendo com meu novo portal pessoal de Drupal, descubri um módulo para mapas no repósitorio desenvolvido com patrocínio de USAID, a  Fundação New America e um sistema de gestão de conteúdo código-aberto chamado Managing News — ou seja, gestão de notícias.

A fundação parece ser uma iniciativa de lobby da indústria de telecomunicações, com manchetes no melhor estilo de sebastianismo tecnológico como «banking móvel vai transformar a África!»

Talvez aquela parte de África que tem rede elétrica para encarregar a bateria do celular. Quando o problema de segurança seja superado.

A fundação também uma página sobre mapeamento de mídia com patrocínio do Knight Foundation, aquela que, com Bill Gates e Andrew Carnegie, estão reinventando o jornalismo.

É um tecnologia bacana. Pretendo brincar com ela no meu portal, compará-la com Google Maps.

Eu gostaria mostrar as instruções para como dirigir desde Brooklyn até cá. Se tal fazanha for possível.

Os dados vem de NASA.GOV.

Entretanto, a Cíbercampanha

Estou tentando localizar uma nota do Ex-Blog de César Maia da semana passada sobre o que os candidatos das oposições, como ele diz, andam fazendo de errado na cíbercampanha.

No seu ver, eles estão utilizando a alta tecnologia apenas para autopromoção em vez de canal para contato pessoal com o eleitor.

No meu ver, eles estão utilizando canais que limitam o alcance da sua mensagem porque só podem ser acessados com tecnologia de ponta direto da FNAC.

É — já era — uma campanha T1 tentando comunicar com um mundo ainda de acesso discado.

Acima, o último boletim de MOBILIZAPSDB — eu assino todos os boletins políticos para este meu estudo informal.

A palavra de ordem do dia é «a virada» — enquanto até os noticiários empresariais, como Reuters estão relatando que o próximo governo será continuista e rousseffista.

Assim, os anti-continuistas lançam hoje um «meme» do que me lembro muito bem das eleições de México em 2006:  O outro candidato representa um perigo à democracia!

É o estilo clásssico de Dick Morris. O chute no blog de Nassif hoje é que a «bala prateada» nas vésperas do pleito terá a ver com o passado guerrilheiro da candidata. Faz sentido. Diga qualquer coisa. Eis o estilo neocon.

O Estadão outro dia chegou a falar na «mexicanização» da política nativa — querendo dizer que o PT vitoriosos virá o saudoso PRI, mas esquecendo-se de que no México  não havia outro partido até o surgimento do PAN e depois o PRD.

O Maia Pelado insiste em insistir na no mesmo samba de uma nota só hoje.

Com o Bombardeio, A Gente Ensurdece

Outro erro de cálculo das campanhas 2.0 desse ano, eu acho, foi a tentativa de encher todo e cada canal com a mesma mensagem.

A tática somente leva a audiência a facilmente percerer o quanto a mensagem é fabricada e calculada, apesar da tentativa de fazé-la aparecer espontânea.

Até eu me sinto bombardeiado com a mesmice maçica de todos os canais — os jornalões, a TV e rádio, a rede.

A multiplicação de mesmice não leva em conta o consumidor multicanal, que cansa rapidamente do que é obviamente uma máquina de propaganda, operando tanto abertamente quanto na semiclandestinidade, na covardice anônima dos latifúndios de blogs.

Google Notícias sozinho basta para demostrar isso, quando vemos o mesmo factóide repercutido por todo que é orgão de comunicação, sem a mínima tentativa de concorrência no levantamento de novos fatos o ângulos.

Para mim, a mexicanização da política de cá já falhou, quando foi comprovado que um golpe midiático junto com fraude eleitoral em condições de empate técnico não funcionaria no Brasil, como funcionavam em México em 2006 — com a modesta ajuda de IBOPE em parceria com Televisa, a Globo de lá, aliás.

Giro Puro Dá Vertigem

Em fim, as oposições acabaram bebendo sua própria hoasca: a crença nos poderes mágicos de SEM-SEO — marketing por meio de, e otimização para, motores de pesquisa.

Aranhando esta rede politicizado, fico boquiaberto aos latifúndios de blogs de spam que estão aparecendo nos bastidores — a última descoberta, além de MULTIPLY e TUMBLR, sendo um engenho francês de decenas de milhares de blogs espúrios sobre temas francamente pornográficos — o SKYROCK.COM.

De 925.000 sites conhecidos até agora, 193.300 são deste domínio.

E o dia não passa que não recibo outro convite a pagar os donos desses latifúndios de puro giro, feito de nada mais que a reprodução mecánica ad nauseam de lorem ipsum,  para fazer do meu modesto site um dos resultados da primeria página de todos os motores de pesquisa.

Deveriamos declarar, então, a vitória de baixas tecnologias sobre altas esperanças sebastianas?

Paciência. A maré ainda pode virar!

E mais uma coisa interessante da navegação de hoje: o anúncio contextualizado que eu achei num canto da reportagem do Estadão sobre o sargento da PM de RS pego espionando Tarso Genro e monte de gente, na melhor tradição de ACM.

Deixei de captar o anúncio, puxa. Juro, porém, que foi uma maravilha de propaganda semântica 2.0: «À qualquer menção de escândalo político, apresente o anúncio da nossa innocência!»

Como raramente faz, o latifúndio de faça-clique me fez … fazer clique! Só por querer ouvir o outro lado de uma empresa da qual jamais ouvi falar! Um sinal de vida inteligente no mundo de propaganda lusófona.

Leva ao site de uma empresa mencionada no Panetonegate — o mensalão do DEM, a Operação Pandora — que queria sublinhar que o relatório inocentou-a de safadezas.

Esperto, isso!

Ah, tem isso de Reuters também:

Lisboa – A portuguesa do setor de telecom ONI, focada em mercados corporativos, está olhando oportunidades de aquisição de operadoras no Brasil para acelerar o seu crescimento, visando elevar a atual participação de 30% das receitas provenientes do exterior, disse o presidente da companhia.

“(No Brasil) temos estado permanentemente em conversas, mas não temos fechado acordos porque não tem havido convergência, o perfil que procuramos são empresas do segmento ‘corporate’, muito direcionadas ao IP (Internet Protocol), com receitas entre 50 e 60 milhões de dólares” disse Xavier Rodríguez-Martín, presidente da ONI.