Domingo no Laboratório: O Último Pau de Aranha

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Xote maracutaia e baião
Todo eu trouxe dentro do meu matolão

Hoje, um torcedor do Ciberserra manda uma mensagem spam ao foro nassifiano, no NING.COM, promovendo o mensageiro instantâneo de Microsft e a candidatura do homem dele.

Eu ultimamente comecei trabalhando de novo para um cliente que utiliza este plataforma para coordenar o time.

Achei que daria para utilizar o mesmo cliente que antes — o Pidgin — na minha máquina rodando Debian Linux, mais não dava.

Parece que o Microsoft dificultou a vida do tribo do Pinguim no entretanto.

Desperdeci bastante tempo tentando trabalhar com o Jabber e o telepathy-butterfly, de Python.

Afinal, descubri que o cliente aMSN, no repositório de Lenny, funciona bem.

Estou apenas dizendo.

O Fim do Começo

Chego hoje ao fim da Grande Aranhação — meu censo da rede do «estilo neocon» em português tropical durante este ano eleitoral.

Nessa última iteração, comecei exclusivamente com sites ponto-br no componente MAIN_MAIN da iteração anterior. Com a primeira iteração, tenho agora três tomografias dessa rede, desde três ângulos diferente, tiradas em três momentos determinados.

O foco do estudo é o marketing político brasileiro., no contexo de marketing geral assim como no contexto da mercadologia norteamericana na rede.

grep serra sites7.csv > serra.csv
csvtool col 1,30 serra.csv >serra

Este método retorna alguns positivos falsos, é claro, pelo fato de «serra« ser palavra e nome comum compartilhada com serralheiros, massacres de motoserra, e a Serra da Cantereira, por exemplo.

Em geral, como hipótese preliminar, pode-se dizer que o Time Serra está relativamente mais presente, mais difuso na presença, e mais código-proprietário e «sinergias de marketing» do que o Time Dilma.

Será interessante cruzar estes dados com os gastos finais dos candidatos com propaganda na rede.

De muitas perspectivas técnicas, porém, as duas cibercandidaturas são bem comparáveis.

O samizdat dos dois lados têm sinergias de marketing que dividem com a «velha mídia» e seu «novo jornalismo».

«Steve Jobs gosta de tomar banho: mito o fato? Saiba a resposta!» Eu, hein?

Não se sustenta nua e cruamente, portanto, a alegação de que um lado ou outro recorria as técnicas de marketing  político mais corrente enquanto o outro não.

Recupere-se do choque: os políticos profissionais do Brasil, de todo e qualquer partido, hoje em dia contratam profissionais de marketing.

Ambas as campanhas compartilham, e brigam para espaço, no que parece o mesmo «plataforma social» comercial — YouTube, Facebook, Twitter e todo mais. Ambas oferecem interface à «caixa eletrônica política».

Tenho a impressão da eDilma ser mais migre.me enquanto o iSerra seria mais bit.ly, embora nao tenho certeza.

Ambas são notáveis pelo uso extenso do meme «o outro lado da notícia».

Ambas fazem uso de «samizdat profissional-amador» para captar sinergias entre «mídias velhas e novas», como o exemplo em favor de «continuar mudando» mostrado acima.

A vizinhança deste é dominada, de certo jeito, pelo portal Terra e a agência SEOMASTER, por exemplo.

Quanto ao uso de samizdat no anonimato por ambos os lados, será interessante somar e comparar casos.

Também será interessante a incidência de projetos de marketing sem ligações aos partidso mas aproveitando as emoções da campanha para atraer as torcidas aos seus produtos e serviços.

Nesse caso do gênero «observatório de mídias», o autor identifica-se como profissional de marketing e jornalista, com preferência abertamente divulgada entre os dois candidatos que estão na liderança da disputa até agora.

Mais chutes a seguir.

Mineiragem de Dados Gerais

Está havendo uma tendência geral e marcante, dentro do Ciberdilmismo, porém, à associação da marca virtual da candidata com  um punhados URLs. Ou está sendo mais centralizado ou está sendo menos otimizado pelos motores de pesquisa, pode ser.

Entretanto, o Ciberserrismo anda multiplicando-se com a passagem de tempo.

Em geral, vemos uma certa tendência contrária de convergência-divergência na comparação das duas.

Sites pró-anticontinuismo, como GENTEQUEMENTE.ORG.BR e os institutos de pesquisas partidários associados como o ITV, FLC e iFHC mostram uma tendência de sumir entre o primeiro raio-X e o último, enquanto novos sites surgem e disputam o primeiro plano — talvez seguindo a estratégia de identificar e preencher os «buracos estruturais» na rede da campanha.

Uma tendência constante em todas as amostras, entretanto, é o papel forte jogado por filantropias de certas grandes empresas, como Telefónica e Microsoft, e por filantropias e entidadades acadêmicas norteamericanas, frequentemente em parceria com o governo do pais, como Carnegie-Knight, Gates e o Soros, além do Hoover, da Stanford, e Berkman, da Harvard.

Surgem, pela primeira vez dentro da amostra, o SOUSERRA e RETRATOSDOSERRA, por exemplo.

Até agora, estes tem o perfil de «bibliotecãria solteirona» ou «jornaleiro — ou seja, de agregadores e multiplicadores de conteúdo com alto grau de autoreferência dentro do «plataforma social», mas com grau pequeno de referências «vindo de fora».

Como anotamos, 90% das referências ao site PROPOSTASERRA.NING.COM, segundo Yahoo Site Explorer recentemente, vêm do BLOGDEMOCRATAS, por exemplo — ou vinha naquela época.

Mas este fator bem pode continuar mudando.

Se eu tivesse mais poder de computação nas mãos, eu continuaria aranhando, mais estou batendo no limite quanto ao RAM da minha máquina no que diz respeito ao processamento dos dados produzidos.

Preciso de uma máquina com 4 GB de RAM para fazer jús ao problema, acho.

Resultado inesperado: a divagação do robô pelas decenas de milhares de URLS do domínio SKYROCK.COM — um latifúndio de «blogs spam», parece.

Estes 325 mil —  muitos pornográficos e seguindo padrões fixos, tal como XXX—TEXTOALEATORIO69–XXX, sugerindo a autoria de robôs — ao lado dos 7.000 blogs já vistos que seguem o padrão FUCKYEAH*.TUMBLR.COM!

A não falar no XTREMEPAGEFUCKER.COM — um sinónimo de WWW.GLOBO.COM

Experimente e veja.

Mais dados em seguida.

Por enquanto, apenas estes chutes.

Influências Recentes

Entretanto, estou sendo bastante influenciado muito pela releitura de The House of Morgan, do historiador Ron Chernow — premiado com o National Book Award — o Camões e Cervantes gringo — alguns anos atrás.

O episódio mais instigante: O apoio mobilizado pelo sócio Thomas C. Lamont para os clientes Benito Mussolini e a familia Rockefeller durante os anos entre deux guerres — os anos anteriores e posteriores ao «craque» da bolsa de Nova York em 1929.

Foi para estes clientes que o Ivy Lee inventou, segundo se diz, o moderno «release», por exemplo.

Este apoio total inovava no uso de relações públicas e filantropia como instrumentos estratégicos na promoção de títulos soberanos — assim como o uso do setor financeiro globalizado como instrumento indireto de política de Estado.

Foi uma época marcada também pelo surgimento do zaibatsu — a aliança forte entre o estado e oligopólios no Japão, este país também sendo um cliente importante da Casa de Morgan, e o Senhor Lamont especificamente,  nesse período.

Era uma era de reportajabaganda.

Ponto em comum entre hoje e então: o grande papel jogado pela General Electric — hoje o complexo NBC-MSBNC-CNBC-Universal, entre tantas outras coisas, representando então o fim de concorrência livre entre os grupos tecnólogicos mais avançados daquela época, Edison e Westinghouse.

Outra leitura relacionada: O romance O Complôt Contra a América — de Philip Roth, uma história alternativa na qual o Charles Lindbergh,  filho de um deputado federal isolacionista casado com a filha de um sócio de Morgan, vira presidente em vez de Roosevelt e impede a entradas dos EUA na Segunda Guerra.

Tema literário nem tão inusitado assim: