Veja no iPad

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O sucesso de Veja no iPad | Blogs Abril: Apesar da máquina não ter chegada ao País ainda, a prima donna da Editora Abril está orgulhosa do seu sucesso no novo plataforma.

Contabilizou 15 mil cópias baixadas na primeira semana de testes e 2 mil na segunda, segundo J.J., o blogueiro de marketing de Abril.

Não é uma curva de crescimento tão animadora assim — sendo ingrememente negativa — mas assim como o iPad ainda não está à venda, deve servir de um censo de leitores mais abastecidos no exterior.

A primeira cópia, aliás, é grátis, ao contrário do que informa o blogueiro, segundo a página de informação da editora.

Segundo o blogueiro, já tem 50 mil iPads ativados no Páis — comprados em Miami, suponho.

Vendas de 50 mil unidades são previstas com o lançamento da máquina até o fim do ano, embora o blogueiro não informar dentro de qual período.

Os anúncios, que podem ser vídeo, audio ou a reprodução de propaganda impressa, serão pagos pelo megabyte, diz o blogueiro.

Para 12 edições, equivalente a 5 MB, o valor bruto é de R$ 960 mil.

Eu não entendo. O anunciante paga pelo espaço dentro da edição — de 250 MB — ou pelo volume baixado?

R$1 milhão não é muito para alcançar apenas 17.000 usuários?

Deixa ver. Se cada edição tem 110 MB de anúncios, vendidos em lotes de 5 MB por R$960 mil cada, o faturamento anual seria de R$ 21 milhões.

Não consigo achar a página donde posso baixar a i-Veja.

Não estou achando a Veja iPad no Apple App Store, e a página de FAQs da editora não responde a pergunta, «para onde navego para conseguir uma cópia?»

Suponho que a busca tem que ser feito dentro do próprio gestor de downloads de iTunes. Nos FAQ da editora, entretanto:

Não consigo baixar a edição pela conexão 3G do meu iPad. O que faço?

A Apple implementou um limite de 20MB para o tamanho máximo de aplicativos e arquivos que podem ser baixados pela conexão 3G.

Para a edição da VEJA você deve utilizar uma conexão WI-FI de boa velocidade.

Assim, você não terá que ter uma conta de banda larga lá em casa, além da conectividade 3G da operadora?

Segundo J.J.,

“Nossa edição disponibiliza 220 MB, metade para publicidade e outra para o conteúido editorial. Não podemos ultrapassar esse patamar porque senão compromete o tempo para o usuário baixar a revista, hoje no máximo em seis minutos”, disse Ferreira. Além do impresso e iPad, Veja está na internet e também em iPhone. A nova plataforma foi desenvolvida pela Wood Wing, a mesma que coordenou o projeto da revista Time. “Foram cinco meses de trabalho”, finalizou.

Segundo um release da empresa, foi a própria Veja que desenvolveu a versão digital, utilizando as ferramentas vendidas pela Wood Wing.

Além disso, a Wood Wing conta que o aplicativo é baixável de graça, enquanto o blogueiro conta outra história.

O período de experimentação iniciado no dia 4 de setembro contabilizou em uma semana 15 mil downloads do conteúdo que pode ser adquirido na Apple Store por US$ 4,99.

Nem colando da sua própria propaganda a Veja consegue dar conta dos fatos com precisão.

Quando o iPhone teve seu lançamento, a revista Time dedicou um pacote editorial inédito ao fato, enquanto a Veja apareceu com a famosa capa, «Parece mágica». Foi o maior exemplo de reportajabaganda desde o famoso número de Paris-Match — então editdo pelo Jean Manon, cinegrafista do IPES — com a reportajabaganda sobre o Milagre Brasileiro.

Ainda assim, sendo o projeto-piloto do suite de ferramentas para montar uma revista no iPad, o Time teve a cara de pau de publicar uma resenha — altamente elogiosa — do iPad.

Embora isso, estou lendo que pretende lançar uma edição para o sistema Android também.

Ora, se 50% da conteúdo está pago por anunciantes, eu acho que estão me devendo um desconto. Algo que acho muito chato no Brasil é a propaganda nos canais pagos na TV por assinatura.

Segundo as FAQs — perguntas frequentes,

A edição semanal fica disponível a partir das 9 da manhã do sábado (horário de Brasília).

A edição impressa fica disponível bem antes nas bancas, não fica? Costumo vé-la nas bancas na quinta, sexta, não é?

Em qualquer caso, um caso de sucesso de um serviço ainda não lançado — um bom exemplo do marketing da profecia autorealizadora.