Na Reta Final, As Cibercandidaturas, Resumidas

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Do representação do PT — indeferida — contra «propaganda subliminar» na última inserção de TV do opositor, acima, temos a última mensagem do candidato de anticontinuismo dessa temporada eleitoral; José Serra bate forte na tecla de vitimização dele e seus familiares. É um triste fim à que podia ter sido uma campanha construtiva. mas caiu numa confusão mercadológica danada e jamais saiu.

Junto com a foto de Zé ligando pelo Gilmar, é mesmo um triste fim. Resumi o que conhecemos — e não conhecemos ainda — sobre o incidente,  no meu blog para inglês ver.

Suprende, o atitude do presidente do PT ante o incidente. A história das comunicações ex parte e fora dos autos de Gilmar Mendes, atrevo-me dizer, não pode deixar de choquear a sensibilidade jurídica angloamericana. São coisas que simplesmente não são feitas.

Sendo um dia de chuva, eu fiquei tentando ver se eu conseguisse resumir as campanhas digitais do ano — do PT, do PSDB, dos DEM, do PPS, e — ainda faltando dados — o PV.

Do PCdoB e PSB não consegui dados suficientes pelo análise.Tampouco faço justiça ao PDT e o influente Tijolaço de Brizola Neto.

Apresento os diagramas como o esboço de um último capítulo e um jeito de fechar o assunto, agora que a atenção dos brasileiros vira às urnas e os documentos que devem ser apresentados.

Agora só falta a chuva de milhares de santinhos, entupindo as sarjetas da  cidade.

Da campanha da candidata de «continar mudando», ainda mantenho que era pautada por simplicidade, uma militância notável no Orkut — terreno conquistado por brasileiros de maneira totalmente inesperada e portanto a rede social brasileira por excelência — e a emergência, meio no último momento, de uma articulação de «blogueiros progressistas» conhecidos com Edu Guimarães, PHA, e os outros.

A presença de interentidades da oposição na rede da Dilma13 é um reflexo dessa escolha estratégica, de contestar o terreno de Orkut e pagar menos atenção em outros plataforma — a não ser o Twitter. Houve alguns combates memoráveis a desinformação lá. .

Continuo pensando que a concentração dessa campanha em um pequeno número de sites, servindo de núcleos de atividade e mensagens coordenadas — eu achava os boletins da Dilma13 superiores, oferencendo informações e oportunidades de participar muito maisúteis ao militante == apresenta um contraste dramático com a articulação, por exemplo, dos DEM-PFL, que levou o efeito multiplicador a beira de loucura.

Aproveitado uma campanha ideológica multinacional de fomentação de «movimentos da juventude», o lado mais visível dos CiberDEMs foi o uso de multidinários focos de juventude como a massa de manobra e o ponto de contato com movimentos internacionais como RELIAL, criatura do Instituto Cato e a rede Atlas e orquestrada desde a Rua K e a Avenida Madison.

A influência do consultor e carrasco de Obama Dick Morris sobre o César Maia, blogueiro em chefe dos DEM-PFL, merece um capítulo aparte.

O internacionalismo da coalizao Serra-Índio foi o fato mais instigante, talvez. Os DEMs se inspiravam um pouco mais nos alemães e austriácos — Friederich Naumann, Ludwig von Mises, Konrad-Adenauer-Stiftung, o bom e velho Caça a Comunistas — enquanto o PSDB fitava com devoção a tocha da Dama Liberdade.

Além dos atores da Rua K e a Avenida Madison, os fundos partidários do NED — IRI.ORG, NDI.ORG, CIPE.ORG — marcam presença na vizinhança também. A atuaçãp dessa fundações, é claro, não pode ser inferida por um mera diagrama, mas certamente desperta um grau de curiosidade.

Pelo que eu consigo saber — e lembre-se, esse método da ARS (análise de redes sociais) Magna não substitui trabalho no cartório — a cooperação entre as bases sindicais — CUT — e o Solidarity Center, braço sindical do NED foram mínimos.

A campanha de Serra, entretanto, cultuava a mídia angloamericana, que ainda assim insistiu, na medida que a candidatura definhou, em dedicar capas de revistas ao operário mítico.

O cosmopolitanismo da campanha bem póde ter visto como um reflexo do cosmopolitanismo do marketing politico — de certo foram os mercadologistas, e não o candidato, que brigava para controlar a mensagem — assim como o estilo cosmopolito da indústria brasileira de propaganda e relações públicas em geral. Quer dizer, a indústria é dominada por sucursais de gestores globais de marcas, dos quais o melhor exemplo seria o WPP.

O blogueiro Tiago Doria é um bom exemplo desse contrabando geral do jeitinho norteamericano de enxergar o mundo, através da Tríplice Fronteira digital.

O fluxo de conteúdo desenha um ciclo. Repercute tanto fontes internacionais como nacionais — estas fontes nacionais, por sua parte, parceiros de contéudo dos conglomerados morteamericanos. Ainda estão vendendo Tio Patinhas em tradução mamembe, assim como no começo.

Mas não pretendo demorar muito com essa nota.

Passsamos agora ao nanico PPS, que virou virtualmente o partido de Soninha — «centerfold» de Playboy, VJ da MTV, e porta-voz da responsibilidade social empresarial de Roberto Civita.

Não sei porque, mais parecem ter feito bastante uso do Google Spreadsheets — uma ferramenta bem útil, decerto.

Encaixa-se nas redes dos parcerios da coalizão e aproveita, como todas as campanhas, do efeito amplicador dos LSDs — os «latifúndios de samizdat digital» nos moldes de EAGORA, TRETA, VERBEAT, e outros.

Tem sinais do engajamento do opositor nessa visão da rede, aparecendo blogs opositores. Seria interessante fazer um análise do conteúdo produzido para ver se os argumentos de opositores foram citados, com hiperlaço, no processo de rebaté-los, ou se trate-se meramente o efeito do Plataforma Social.

Reconhecendo, citando e rebatendo argumentos do opositor poida ser tomado como um sintoma de saúde no debate virtual.

O mais triste fato sobre o site Proposta Serra, no Ning, em comparação, foi que em certa altura 90% das citaçãoes ao site vinham do BlogDemocratas, numa tentativa de moralizar o projeto na visão robótica dos motores de pesquisa.

Isso que ia ser «a primeira plataforma colaborativa na história desse País».

Foi lamentável demais para ser dito risível.

E finalmente, os Verdes.

Minha aranhação gerou poucos dados sobre o Movimento Marina, uma lacuna que estou tentando remediar com um pano rápido utilizando Yacy.

Eu diria que a candidatura surfou uma onda de marketing verde que viu a fundçao de tantas revistas, empresas, fundações e ONGs verdes nos últimos anos — até uma CartaVerde tem agora, assim como uma Iniciativa Verde da Editora Abril, que deve ser o consumidor maior de árvores mortas no Brasil!

Grandes filantropias verdes multinacionais apoiam candidaturas verdes no mundo inteiro, como vimos ultimamente na Colombia e no México, onde os Verdes aliaram-se com a linha dura do bom e velho PRI em 2006.

São os preparativos para a Nova Economia Verde, e o iPad — Al Gore é diretor do fabricante — lhes ensinará tudo que precisam saber sobre esse admirável época nova.

O IMF-FMI oferece conteúdo pelo iTunes. Tem artigos que deveriamos levar á sério na revisa Foreign Policy sobre «O Significado Geopolítico do iPhone». Eu, hein?  Para mim, eu tenho emulador do Androi aqui na máquina e fico brincando com a buginganga antes de comprar um «smartphone».

Tenhos mais pesquisas a fazer sobre os Verdes do Brasil, que são quão globalizados como seus concorrentes da coalizão Pode Mais, eu apostaria.

Marina certamente é uma ótima candidata, inteligente, bela e com um currículo sem mancha.

Mas quem está atrás?

Vislumbramos alguns dos profissionais que ajudaram montar a campanha, mas ainda precisamos de mais dados.

O que é esse Global Greens, ligado à rede do PV por um domínio nebuloso sem site configurado, o FVHD.ORG.BR?

A Proempresa.inf.br — destaca seu «kit« de campanha online estilo pipoca de microondas — parece ser a agência que montou a rede de vídeo do Movimento Marina.

Por enquanto, só isso.