Ondas Verdes, Viradas, Guinadas e o Bom e Velho Método Faith Popcorn

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Segundo o IBOPE — instituto de pesquisa que previa uma vitória do continuismo logo no primeiro torno — a virada aconteceu., dentro de duas curtas semanas — o 27 de setembro ao dia 11 de outubro.

A tendência agora está no sentido daquela situação perigosíssima, o empate técnico nas pesquisas de opinião.

Isso apesar da forte tendência de queda nas bancadas dos principais partidos contracontinuistas na Câmara federal.

Não posso parar de pensar nas eleições na Colômbia desse ano, onde toda que era pesquisa de opinião apontava um empate técnico no segundo torno entre o candidato do uribismo, Juan Manuel Santos, e o prefeito Verde de Bogotá, o Antanas Mockus.

Em tempo, segundo Robtex.com:

www.partidoverde.org.co is hosted on a server in United States even though the hostname implies Colombia.

O Santos ganhou com 70% do voto.

As explicações pelo visível fracasso das pesquisas foram mambembes.

Segundo todas as cabeças pensantes e falantes das mai diversas tendências, entretanto, eu estaria enganado quanto à importância do voto verde na presente campanha no Brasil, agora que o plebiscíto supostamente ganhou contornos altamente religiosos (acima).

Provavelmente estou, mas continuo com uma baita de um curiosidade sobre o marketing político da Onda Verde como uma estratégia de divide et impera junto ao voto da juventude.

Por exemplo, em entrevista ao Estado de S. Paulo no dia 8 de outubro, o César Maia, o quarto mais votado candidato ao Senado Federal de Rio de Janeiro, opina,

Tivemos uma eleição de marketing politico primário, típico de 50 anos atrás na América Latina com o caudilho orientando o eleitor e ocupando todos os espaços, nas ruas, nas rádios, nos panfletos e agora na TV.

Nada pode ser mais longe da verdade, e você quase nuca perde apostando pesado contra o cavalo indicado pelo prefeito pelado.

A gente chama isso de um «rule of thumb» ou «regra do polegar» — uma media imprecisa mais geralmente confiável, como quando o carpinteiro ou pinto mede as proporções das coisas pelo cumprimento do polegar.

Eu contradigo o ex-blog do ex-prefeito porque nunca na história desse Páis havia uso mais pesado do método Faith Popcorn em temporada de campanha política — um análise que entre outras coisas preveria o forte apelo ao  preconceito religioso e temores milenários — o «pânico moral» — que dominam o debate agora.

Isso também vale pelo análise do Maia Nu sobre o signficado do voto verde nessas eleições — entre outras coisas porque este voto não se explica sem levar em conta o efeito Faith Popcorn. O ex-prefeito:

1. É fato que Marina Silva termina a eleição fortalecida por seus 20%. Mas é fato também que isso não acrescentou um deputado federal a mais ao PV. Conclusão óbvia é que destes 20%, o PV talvez tenha contribuído com 2%, se tanto.

2. Marina foi uma referência para o voto ético, o voto dos que acham que a politica é suja e Marina é limpa com cheiro de eucalipto. Mas também foi referência para um voto de exclusão aos compromissos do PT e de Dilma com o PNDH3 e os valores cristãos relativos à vida e a família.

Até agora, não tenho como discordar.

Ouvir César Maia é como ouvir Dick Morris milagrosamente  baixando o santo e começando a falar em português de sotaque carioca puxado.

3. Mas nos dois casos, o voto não é dela. É um voto reativo contra os “fichas sujas e os ateus”. E nem dará, no futuro, para ela colocar no mesmo balaio razões de voto tão diferentes.

Embora concordo que o voto não será ela se ela não brigar para reinvindicá-lo do PV no nome do Movimento Marina, é aqui que  discordo no essencial.

Explico.

Assim como a coalizão PSDB-DEM-PPS empregou, em parceria com a grande mídia, o modelo de marketing político desenvolvido pela extrema direita norteamericana — os institutos de pesquisa Cato, Hoover, Heritage, Atlas, Berkman e Endeavor, e sua fachada má-camuflada, o Intituto Millenium —  a Onda Verde aproveitou o modelo de marketing político, no Estilo Faith Popcorn, do «liberalismo» norteamericano — a Economia Verde de Al Gore. Bill Clinton, Bill Gates e Steve Jobs, em parceria com a mesma grande mídia.

Assim, pode-se dizer que nesse ano eleitoral, a grande mídia apoiava, não uma candidatura de oposição, mas de oposições, no plural.

A MOSCOU Verde

Falamos de vez em quando nesse espaço do modelo MOSCOU — a «mídia orquestrada pela sociedade civil de oligopólios unidos».

A técnica preferida desse tipo de campanha é o «astroturf» — uma forma de terceirização que põe as mensgans de interesses econômicos nas bocas aparentemente independentes de «movimentos espontâneos da sociedade civil».

O SourceWatch fala em geral do que podiamos chamar do ventriloquismo.

Por serem movimentos «espontâneos» de massa — estou rezando aqui da biblia do método Faith Popcorn, o Dicionário do Futúro — constituem «tendências» a serem devidamente identificados como tal pelas consultoras e repercutidas como tal pela grande mídia.

Eis o marketing da profecia autorealizadora.

Da mesma maneira, dentros dos meios do ambientalismo, fala-se do «greenwashing», ou seja, a identificaçao de interesses econômicos e políticos com valores «verdes» sem compromisso sincero, e o financiamento, abertemente ou na moita, de grupos ambientalistas para defender seus interesses.

O Brasil, por seu verdadeiro e inegável pioneirismo e liderança no campo de sustentabilidade e a economia verde — eu fiquei impressionado com os avanços de biocomustível quando cheguei aqui em 2001 —  fornece rico solo dentro no qual as sementes memeticamente modificadas dessas táticas não podiam deixar de vingar.

O ponto de contato entre as duas táticas foi resumido com admirável brevidade pelo blogueiro da Direita:

Para quem se decepciona, por exemplo, pelo investimento recente da Fundação Gates no Monsanto, não é de supreender.

Altos executivos da agroempresa são empregados nos programas de agricultura africana da fundação desde 2006.

Trystero 47: De Volta à Cidade Esmeralda

Com essa nova máquina, eu posso fazer o trabalho de «aranhação» — a exploração de interentidades e os laços que juntam-nas em nébulas e galáxias — com maior rapidez.

Continuo utilizando a ferramenta WIRE, programado por C. Castillo et al. da Universidad de Chile.

Assim, eu apresento agora os primeiros resultados de uma exploração de como a tendência «economia verde» serviu de contexto pela Onda Verde — ou se prefira, como eu, a Onda Marina, um vez que o desempenho do Partido Verde mesmo foi pífio;

O lance Gabeira-Globo no Rio foi aniquilado por 40 p.p. e declarado uma vitória moral, por exemplo.

Comecei cruzando sites com “ambiente” e “verde” no nome de domínio com os sites com maior fator de “nuclearidade”  — “hub score” — na primeira Grande Aranhação. Isso me deu a lista de sementes, a seguir:

O que este método não leva em conta, porém, é a densidade de laços entre sites. Por exemplo, na amostra obtida, o site No. 7 — ambientes.ambientebrasil.com.br — cita o No. 5 — http://www.ambientebrasil.com.br — 2.254 vezes.

As ferramentas de análise conta esse tipo de laço como laço interno, e portanto, o http://www.ambientebrasil.com.br aparece com a interentidade com densidade maior de todas, dentro da amostra.

Após 47 iterações, os sites no componente MAIN_MAIN da rede eonctrada:

A voz que domina todos os canais é verde, sustentável, ecológico, ou que palavra-chave que seja — e tem o apoio da Editora Abril e a república bananeira de Roriz-Arruda.

Agora, os sites com o perfil mais apto a ser fruta de uma estratégia de SEO — otimizaçao para motores de pesquisa — são aqueles com fator OUT e com o maior fator HUB.

Em quaquer rede, você vai cruzar com os LSD — latifúndios de samizdat digital — em escala industrial. No caso da primeira Grande Aranhação, foram o Tumblr e o Skyrock, entre outros.

Nesse caso, é o Meetup — antigo rede social, da primeira onda desse tipo de negócio,  utilizada para marcar reuniões entre pessoas com interesses compartilhados. São muito convenientes pela montagem de spam.

«Fluxo máximos» mostram o efeito da plataforma social e os LSDs em incrementando a densidade social de uma interentidade.

O fluxo máximo entre O Globo e VivoVerde.org.br —

Núcleos — «hubs» — dentro daquele fluxo.

«Autoridades» dentro desse fluxo:

Dutos potenciais de influência da ONG Greenpeace na amostra.

Autoridades e «publicitários» dentre desse fluxo.

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