A Reductio ad Nazium da Folha de S. Paulo

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Como eu estava mostrando aos leitores — se cheguem a merecer o plural — do The New World Lusophone Sousaphone, a Folha de São Paulo consegui ontem à noite, durante os debates presidenciais, destruir toda a boa vontade criada pela boa moderação do jornalista Kennedy Alencar.

Apresentou uma peça de propaganda feita encima da sofisma conhecida como a reductio ad Nazium.

Essa sofisma argumenta que uma política pública condiz a, ou sera a mesma de, uma política defendida por Adolf Hitler, e portanto “comprova” que esta política seja indesejável. A lógica é aquela de “culpa por associação,” um exemplo clássico da confusão de correlação e causa … a tática é utilizada amiúde como um jeito de desconversar, assim como tais argumentos tendem a distrair e aborrecer.

Você viu como foi? Começamos com uma imagem de rotogravura, vista de perto, enquanto a voz do locutor conta a história de um regime com políticas e logros parecidos com os do governo federal agora chegando ao fim.

Surpresa! O governo descrito é o império de mil anos de Hitler.

O autor dessa peça de agitprop vergonhosa assina embaixo.

Se este seja o atitude institucional do jornal, eu não vejo o porque de revisar minha política de não o comprar — política seguida desde o flagrante de uma repórter do jornal combinando a publicação de uma mentira quanto à fonte de um informação: a foto «montanha de dinheiro» do Edmilson Bruno. .Sim, a Folha negóciou e cumpriu a promessa de divulgar uma mentira — sob o pretexto mambembe da «proteção à fonte».

Foi o fim da picada — até agora.