Blatman de Volta

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Previsivelmente requentado: O promotor Blat acusa executivos do Bancoop, após uma fracassada tentativa logo no começo da temporada política, assunto que deu capa da Veja.

Veja também

É muito cara de pau — a gente fala de «culhões de bronce», só que em tom de admiração.

Por quê digo isso?

Promotor Blat | Cursos de Direito: «Aprenda com quem entende do assunto!»

Ora, eu não finjo saber tudo sobre o assunto, mas uma mensagem que eu sempre passo aos leitores do meu blog para inglês ver é o seguinte:

Não estamos mais em Kansas, Toto

Promotor de justiça e ministro do STF fazendo bico com empreendimentos particulares na área de formação de advogados? Servidores de promotorias e tribunais empregados como professores nos cursinhos dos seus superiores?

A OAB de lá teria infarto na hora se algum profissional apresentasse o perfil de Blat como pessoa física e jurídica e servidor público.

O que gostaria passar aos meus leitores gringo com a maior isenção possív el é a dinámica bem brasileira de risco regulatório e jurídico no Brasil.

Gerenciamento de risco é mais ou menos meu assunto — com destaque para o lado informatizado do assunto.

O Blogsearch de Google retoram mais que 5.000 resultados para «+blat +bancoop », embora somente 130 durante a última semana.

Sendo que a notícia acaba de chegar, temos a oportunidade de medir o sucesso o fracasso de uma campanha viral. Vamos tentar? Eu crio uma alerta sobre o assunto.

Primeiro, até agora, o samizdat digital sobre o assunto vem de jornalistas-cidadãos na folha de pagamentos do Abril e o Grupo Estado.

É  muito frustante, isso. Quando você lê uma notícia e quer saber mais do contexto, cê faz um Google geral — que retorna entre os primeiros resultados toda a cobertura jornalística de hoje que cê visa averiguar.

Ao lado, é natural, das auto-hagiografias por procuração dos envolvidos no caso, na Wikipédia.

Eu achava que o Google Notícias fosse implementado para quem saber das notícias.

Além do mais, o motor de pesquisa especializado que deveria retornar a repercussão de notícias por não-profissionais é dominado por profissionais.

Brasil é um faroeste, disse um cabeça-pensante sua recentemente, me esqueço de quem.

Não é apenas eu dizendo.

Como comentei com o Blog dos Democratas outro dia, por exemplo, essa perseguição seletiva de orgãos do jornalismo de advogacia — o jornal do CUT, a Carta Capital — é muito perigoso e apto a sair pela culatra.

Alguns anos atrás, todos os blogueiros sujos do todas as tendências se juntarama para pedir que a comissão federal eleitoral — FEC — não regulasse o espaço. Conseguiram.

Pedir que o jornal do CUT não favoreça a candidatura de trabalhismo é um absurdo, assim como seria esperar do Estadão, com preferência política publicamente assumida, a abafar fatos favoráveis à candidatura que mais representa seus leitores paulistas.

Aguardo um editorial indignado do Estadão consistente com sua oposição a qualquer forma de censura — como grupo empresarial e como o responsável pelo conselho editorial do libertário Instituto Millenium.

Vamos aguardar umas horas, entretanto, para vermos como fica a safra no Caso da Volta de Blatmacumba Oba.

Até agora, apenas cinco resultados no Google Notícias — dois da imprensa de Paraguay!

Corrijo: São 55. O que não chega a ser uma densidade notável, 24 horas após a divulgação do fato.

Eu sei que Google não a única ferramenta — nem necessáriamente a melhor — para fazer esse tipo de pesquisa informal. O importante, porém, é ficar consistente, para poder comparar resultados depois. O ideal seria vários pesquisadores com várias caixas de ferramentas, cruzando dados.

Talvez seria um momento oportuno também de observar as atividades do Minstério Público Democrático — ONG exclusiva de promotores de justiça com apoio financeiro do setor privado, sobre o qual temos alguns dados sociométricos.

Em observação.

Só direi que a politização da justiça de São Paulo seria irrisória não fosse tão constrangedora, no mínimo. Vocês acham que investidores estrangeiros não dão conta desses absurdos?

Eu tenho orgulho de ser cidadão de um país onde um gráudo do governo federal Republicano, “Scooter” Libby, foi condenando por um promotor de justiça que também vota Republicano — no seu foro íntimo de cidadão, fora de expediente, como é seu direito.

Tem sido dito a mesma coisa sobre o Ministro Barbosa e o Dircéu Infernal — só que o caso de Scooter não demorava uma década para ser resolvido. Agora, o caso de Alberto Gonzales …