Fio Maravilha: A Tendência Serra-Mantega-Petrobras

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Velho e precisando de atualização:

Marquei essa nota para ver depois que teve razão na conversa afiada acirrada sobre a suposta correlação entre a subida de Serra nas pesquisas e o preço das ações de Petrobras — correlação mencionado pelo candidato no debate na Rede TV, com direito a vaias desde a plateia.

Eu li sobre a suposta correlação primerio no pe-de-chinelo Diário Comércio, citando alguém de alguma firma brega de «home broker», e não levei muito à sério — até ouvir o fato referido no debate.

Curiosamente, a matéria consta na lista dos artigos mais lidos na página da revista empresarial do Grupo Abril, mas seguindo o laço leva a um erro «página não encontrada».

Ué, acabo de baixar a página, e voltei para conferir o cronogrma dos comentários e apanhar os dados precisos. Ia começar com este, de alguém cujo nome eu quis averiguar mas agora não posso.

Gostaria de mais uma vez dizer aqui que esta matéria está completamente errada, as ações da Petrobras caíram. Se eu usasse do mesmo argumento desta revistinha diria que foi só o Serra subir nas pesquisas para as ações da Petrobras despencarem vertiginosamente. Sobre o que Dieter Dagobert Schiller disse, a revista não foi corajosa e sim leviana, pois inventou um factóide que a maioria do povo não vai verficar e fica parecendo que é verdade e para dar respando à uma propaganda mentirosa exibida por Serra. Em relação a Cecilia de Miranda Visbisky acho que você está morando em Nova Iorque e não está muito bem informada sobre o Brasil, mas nosso regime NÃO é socialista e mais baixo nível que a camapnha [sic] do Serra não tem ver aquele indivíduo ir para o JN no horário nobre levantar o dedo e acusar seus adversários de coisas que não foram ainda provadas, bem estou sendo condescendente com ele em dizer que ele é baixo.

Ora, essa não é de análise de ações para quem procura conselhos sobre compras e vendas. Seu eu realmente soubesse dessas coisas eu morava em Paris e falava francês, como eu sonhava com 18 anos de idade.

Mas ainda bem que a bolsa de valores seja imune aos ventos da política, como parece ser o caso aqui.

A única ação que já comprei na vida foi a EWZ, mostrada acima — um ETF, ou “fundo comprado e vendido na bolsa” que pretende imitar o desempho do iBovespa.

Nem entendo como a coisa funciona. Lendo o relatório do fundo, percibo que está cheio de papeis meio exóticos, além dos «blue chips» brasileiros.

Investi apenas um pouco, mas saí bem, comprando aos $19 e vendendo no auge aos, sei lá, $72?

O que ia dizer era que foi minha impressão que ninguém naquele debate nos comentários tinha razão.

Se a correlação Serra-Petrobras fosse verdadeira, as últimas pesquisas levariam a uma queda. A ação está em alta nos últimos dias, sua tendência sendo de acompanhar a tendência geral do índice — fora uma bolha notável no dia 10 de agosto,

O Google Finance está meio desatualizado nos dados sobre a empresa, aliaś.

Ainda apresenta Dilma Vanda Rousseff como presidente do conselho.

Ela não saiu quando saiu da Casa Civil?

É, os acionistas da empresa elegeram Guido Mantega, dia 23 de agosto — ponto de partida da tendência atual de subida.

Foi por causa dessa eleição, evidentemente um sinal de continuidade? Pode ser. A tendência de subida entre aquela data e o primeiro turno foi menos íngreme do que atualmente.

A ação está marcando tempo, em comparação com o índice, por causa de indefinições políticas?

Bem pode ser. O preço desde o dia 3 está apresentando um planalto.

Desde o Vox Populi de dois dias atrás, porém, a ação NYSE:PZE oscilou, com um pico no dia da nótica. Houve alto volume ontem. A tendência de alta moderada continua por enquanto.

É como se o investidor comprasse a cesta básica de sempre, comprando aquele chocolate ou charuto que representa algo além da primeira necessidade dia sim, dia não.

Ora, a única coisa que eu sei dizer é que o mercado de ações não é nenhum jogo de bilhar.

Então, talvez é melhor não ter lido a conversa afiada da Exame, que ficava naquela conversa para boi dormir de socialismo e civilização ocidental e economista austríaco este ou aquilo.