+Blat +Bancoop: O Escândalo Broxante

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A Broxa é uma espécie de vampiro medieval. É capaz de mudar de forma, voar e prever o futuro …

Faça um google no blat bancoop.

Se haverá uma “bala de prata” eleitoral semana que vem — a gente fala da “surpresa de outubro” — era uma vez quando o caso Bancoop parecia um bom candidato para esse fim, reforçando o factóide de que “nunca na historia desse País” houvesse partido tão sistemasticamente corrupto como o PT.

O que simplesmente não procede, como hipótese categórica, assim como tampouco procede no caso do PSDB, apesar de denúncias plausíveis pontuais contra quadros e sucursais de ambos.

Eu sempre volto àquele levantamento feito pelo Congresso em Foco alguns anos atrás que mostrou as denúncias formais contra quadros partidários como  função da sua representação na Câmara.

Entre os partidos maiores, o Fla-Flu na razão denúncia por representante é disputado entre aqueles que você decerto adinvinhariam.

É surprendente, porém, a falta de repercussão do assunto Blat+Bancoop — com poucas citações no Google Notiícias durante a semana passada, quando foi reciclado pela Agência Estado — agora fornecedor oficial de noticias ao MSN Brasil — mas repercutida apenas por veículos menores como AnsaLatina, DCI, o ADN de Espanha e o La Nacíón de Paraguay, fortaleza dos Colorado .

Quer valer que o Grupo Estado e La Nacíon não dividem a mesma consultora de estratégia digital?

A única repercussão para inglês ver vêm de um orgão chamado do Latin American Herald-Tribune — com vínculos ao National Endowment for Democracy e a indústria antibolivariana de Miami.

O que continua me deixando com raiva são os eventuais subsídios com dinheiro do contribuinte a essa indústra.

O jornal digital pega carona no nome do International Herald Tribune, do grupo Times-Mirror, mas não tem nada a ver.

Assim como nos foros de USENET, existe uma onda de barulho anticontinuismo brasileiro com forte sotaque venezuelano e a ginga de Célia Cruz, mas assim como na invasão da Bahia dos Porcos, falta cobertura aérea e artilharia pesada em apoio.

O fogo amigo parece se explicar, em grande medida, pelo posicionamento neutro e independente da diplomacia brasileira na questão do Irã.

Dizer que «Ahmedinajad não é Hitler» foi como negar a natureza tríplice do Senhor do Universo. Foi uma heresia!

Se bem que, segundo o Mino Carta escreve na coluna da semana passada, a CIA não atua com a mesma desenvoltura no apoio a guerras psicológicas de intensidade baixa na região, não quer dizer que outras organizações parecidas e aliadas deixaram de atuar.

Suponho que a Denúncia Blat ainda podia servir de munição nas edições do fim de semana que vem, mas achei a falta de impacto inicial impressionante.

Blat divido por Paulo Preto = 0?

Haverá quem denunciará um caso de «pizza», aposto.

O que vai continuar interessante após a votação do fim de semana, entretanto, será os casos de crime eleitoral apurados pela PF — e se o orgão terá a força de impedir o vazamento seletivo de dados sigilosos dos processos.

No balanço de capas do fim de semana, entretanto, a opção cautelosa da Época pela postura de neutralidade,  e da IstoÉ por denúncias de um apelo a tendências anacrónicas, pesam bastante.

O XTREMEFUCKER.COM parece ter revolvido lavar as mãos da «pancadaria»  — enquanto levanta um escândalo menor de Santo Andre, enfrenta o problema terrível do custódio de bichos de estimação durante o divórcio — que coisa! — e, no mesmo espaço jornalístico, apresenta um Guia ao iPhone patrocinado pela Claro.