Guerra e Paz: A Temporada dos Resultados

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Guerra
Queremos guerra

Lá vem a temporada dos resultados trimestrais — acima, os pautados de hoje, de um serviço muito bom, mas caro, da Dow Jones — fazendo com que eu não terei mais tempo para brincar no serviço.

Daqui por diante, vou fechar o bico e deixar com vocês o análise das suas próprias eleições.

Levando em conta o trabalho da Grande Aranhação desenvolvido nesse espaço, eu já fiz uma mineiragem de dados sobre o setor financeiro do Páis, por exemplo — um dossiê, se quiser! — que me está ajudando a conhecer melhores os jogadores, técnicos, ligas, equipes e campeonatos.

Estou fazendo levantamentos parecidos sobre

  1. infraestutura,
  2. agronégocio,
  3. a indústria de fuscas e HiLux,
  4. as vendas dos DVD do House M.D. e O Artista Antes Conhecido Como,

e todo mais.

Só Rindo

Laugh about, shout about it
When you’ve got to choose

Eu, aliaś, tenho que votar in absentia lá nos EUA ainda nessa semana.

Não estou achando minhas escolhas especialmente difíceis, embora tampouco muito satisfatórias por inteiro, diante o duopólio partidário de sempre.

Temos representação distrital, sabia? Esta favorece o desenvolvimento de «cadeiras seguras», uma vez que é muito bom ter deputado distrital presidente de comissão — escolhido, como soemos fazer, por antiguedade. É o fato consumado em nosso distrito.

Entrentanto, como cidadão de lá, eu fico orientado por minha embaixada a respeitar a legislação local — a qual nitidamente proibe ingerências e manifestações de natureza partidária, que são restritas ao eleitor brasileiro em pleno gozo.

Eu respeito isso, embora se produzam certas ironias — como aquela de eu ser contribuinte, com CPF e tudo, de Samboja, à mesma vez, e de eu ter formado um certido laço sentimental com a cidade que condiz a certo espirito de civismo … a não falar no interesse no mercado imobiliário.

A vizinha assassinada no ano passado por dois motoqueiros, naquele estilo que se sabe, por exemplo, me deixa com certas opiniões gerais e viscerais sobre a segurança pública.

Existem paralelos nessa história de duas cidades, com certeza.

Nós tivemos um prefeito de três mandatos que é dono de mídia bilionário, Bloomberg LLC, com as ações congeladas durante o mandato e a pautação deixada nas mãos de terceiros.

Vocês têm um prefeito atuando como vice-presidente de um jornal de comércio da cidade enquanto trabalha de prefeito.

Não estamos mais na Avenida Das Américas — a Sexta, onde fica o consulado e o Brasilinho de Nova York.

Mas para quem eu deveria torcer nessa «guerra do câmbio», por exemplo?

Aí surgem questões quânticas na sua complexidade sobre o mercado de «FX», além do mais!

Sei que existe a  «matematica da cópula» para tratar desses assuntos, mas não a entendo.

Seria muito mais fácil pro coitado simplório de mim, então, se não houvesse «guerra» entre nossos paises nesse momento.

Assim, fico feliz de ler a manchete no Diário do Comércio paulista e paulistana, repercutindo «agências», hoje.

Mantega consegue apoio de EUA no G20

Brasil e Estados Unidos irão pressionar juntos para que os desequilíbrios cambiais sejam pauta de discussão no G20, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele disse ter conversado na quarta-feira sobre o assunto com o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner.

Segundo Mantega, em contato telefônico feito por iniciativa de Geithner, o secretário norte-americano teria afirmado que a política dos Estados Unidos não é desvalorizar o dólar e sim fortalecer a moeda. E acrescentado que a política do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) está sendo superestimada em seu impacto.

“Então eu falei ‘bom, se você levar essa posição, dando declarações claras de que o dólar não vai ser desvalorizado e que ele poderá até ser valorizado, que os Estados Unidos trabalham com o dólar forte’, nós temos mais condições de abrir uma negociação sobre a questão cambial”, disse Mantega. “Porque aí não fica só pressão em cima dos chineses.”

Ai, que bom: posso relaxar.

Por enquanto, somos amigos, Ô Índio Tupy. Vamos continuar sendo, vamos?

Parece que não vai rolar nenhuma nacionalização de poupança, nem lá, nem cá, vier o que vier das respetivas eleições.

A coitada da minha sogra ainda está para receber de volta as unidades de conversão dos  cruzeirados-surreais congeladas por Collor.

Ki coisa.

O lado ruim, segundo a capa do DC de hoje, porém, seria a segurança pública, que domina as manchetes.

Vejam só este jornal
Verdadeiro hospital
Porta voz do bangue-bangue
Da polícia central

Treslocada, semi-nua
Jogou-se do oitavo andar
Porque o noivo não comprava
Maconha pra ela fumar

Sangue, sangue, sangue