Google x Microsoft

Padrão

Um serviço de notícias para empreiteiras governamentais, entre muitas outras fontes, relata que

Google entrou com processo contra o Departamento do Interior (DOI) reclamando de uma licitação “indevidamente restrita” que teria prejudicado a empresa e favorecida o concorrente Microsoft.

O site do departamento é desenvolvido com a tecnologia ColdFusion, da Adobe-Macromedia.

O processo alega que uma solitação recente visando a compra de tecnologia de correio eletrônico e colaboração foi enviesado por ter limitada os lances a quem utiliza as tecnologias formando parte do «suite» de produtividade de Microsoft.

A Google alega que a decisão pelo DOI no sentido de limitar a concorrência aos produtos de Microsoft foi “uma restrição indevida à concorrência livre.”

A agência do executivo norteamericano busca uma solução integrada de colaboração e correio eletrônico para substituir os 13 plataformas diversos atualmente em uso pelos 88 mil usuários. O contrato de cinco anos valeria em torno de $59 milhões. A Google procura impedir o fechamento do contrato até quando realize-se uma licitação aberta e competitiva, segundo o Wall Street Journal.

Segundo a reclamação, autoridades do DOI teriam comunicadas à empresa seu compromisso com um processo aberto. A agência admite a “padronização” com a tecnologia de MSFT mas ainda insiste que a licitação foi competitiva.

A «mexicanização» da política lá em casa consiste principalmente nisso: a tentativa por empreiteiras governamentais — na pior de hipóteses, empreiteiras militares em coordenação com setores estratégicos como energia, TI e telecomunicações — de fazer o governo deles.

Considerem uma iniciativa do governo de México durante o governo de Vicente Fox, por exemplo: o sistema «Enciclomídia», de MSFT — uma rede nacional de caixas pretas que iam baixar materiais escolares de um servidor central sobre uma conexão por satélite.

Enquanto a BBC continuava a elogiar o sistema, os grandes jornais mexicanos, especialmente o El Universal, estavam contando outra história — resumida no envio de milhares de máquinas a vilarejos sem eletricidade e o desvio de aparelhos para desmanches na cidade fronteiriça de Tijuana, onde estavam sendo convertidos em máquinas caça-níqueis.

Houve questionamentos, entre outros, sobre o favorecimento a uma empreiteira governamental dos EUA fornecedora de conectividade por satélite — que ia custar  uma fortuna.

Como o contador-jornalista Miguel Badillo, chefe de redação da revista Contralínea,  apontava na época, o contrato livrou a cara da empresa de qualquer responsibilidade pelo bom desempenho do sistema.

Com o apoio do sindicato pelêgo nacional de educadores, liderado por «La Maestra» Gordillo, a iniciativa foi lançado quase sem treinamento e apoio técnico.

Agora, considerem o documento seguinte, enviado pela Presidência aos chefes dos ministérios — entre nós, os “departamentos” …

Traduzo.

A partiir de 2001, gastos do governo com contratos duplificaram, alcançando $500 bilhões em 2008. No mesmo período, houve um aumento expressivo nos doláres gastos sem licitação aberta e competiva, junto com um aumento no dinheiro comprometido por contratos de reembolso de gastos. Entre 2000 e 2008, por exemplo, esta última categoria cresceu de $71 bilhões a $135 bilhões. Revertindo a tendência no sentido do modelo de reembolso, na contramão de contratos competitivos, podia reduzir as despesas do governo, com dinheiro do contribuinte, em vários bilhões de dólares por ano.

Quando agências do governo confiam demais em contratos com um fornecedor único, ou com um número limitado de fornecedores, ou abusam o modelo de reemboloso, arriscam desperdiçar o dinheiro do contribuinte em contratos ineficientes, temerários, abertos aos abusos, ou de outro modo inconsistentes com as necessidades do governo e os interesses do contribuinte.

Relatórios por fiscais departamentais, pelo GAO — o CGU de lá — e por outras entidades independentes de fiscalização mostram que contratos não competivos e contratos de reembolso vêm sendo sistematicamente abusados, resultando no desperdício de rescursos, um desempenho ruim pelo contratado, e uma cobrança inadequada de resultados.

Da para ver como uma reforma nas práticas de contratação do governo federal — a guerra no Iraque sozinho é uma lamaçal histórica de corrupção —  pode desencadear uma guerra santa contra um governo «soicialista e inimigo do mercado livre». Não né?

Servidor hosepedando a «nuvem» do DOI e GPO — imprensa ofical do governo federal — entre outros, no FOOTPRINT.NET, da Level 3.

Contabilidade Au Gogo

Reproduzo, como um ensaio de tradução sobre a contabilidade, uma explicação do modelo de «reembolso» fornecido por uma empreiteira nacional.

«Gastos», por exemplo, ou «despesas»?  Tenho um glossário de contabilidade em algum lugar, mas vou tentar a traduçãio sem colar do gabarito.

Como uma explicação para todos nós, não é nada mal, em fim.  Começa.

Muitos contratos governamentais tem um preço fixo — isto é, o preço fixo na proposto é final e inclue os gastos. Em alguns casos, porém, é difícil, senão impossível, prever ou custo de certos produtos ou serviços durante o prazo do contrato. Nesses casos, a agência soe oferecer um contrato com reembolso de custos no qual a agência assume parte do risco.

Nesse modelo, o preço final é calculado após o fim do contrato ou em outra data negociada de antemão. Despesas são estimadas antes do começo dos trabalhos, o que permite à agência a fixação de um orçamento e uma quantia máxima para despesas. O contratado principal não pode ultrapassar esse teto sem a permissão da agência contratante, mas pode parar as obras quando o teto é alcançado. Esse modelo geral de contrato toma várias formas, a seguir.

Contratos de Reembolso de Custos

Nesse modelo, apenas os custos reais de executar o contrato são pagos, e o contratado não recebe qualquer pagmento adicional. Este modelo tipicamente aplica-se a contratos de pesquisa e contratos com entidades sem fins lucrativos.

Contratos de Custos Compartilhados

O contratado aceita a responsibilidade por uma porção dos custos, e a agência reembolsa o contratado por uma porção negociada deles. Como no modelo anterior, não haverá pagamentos adicionais ao contratado. Uma empreiteira deveria entrar nesse tipo de contrato apenas se haverá benefícios que sirvam de contrapeso aos gastos compartilhados.

O Modelo Custo + Pagamento Fixo (CPFF)

O contratado é reembolsado e recebe um pagagemento fixo adicional, negociado de antemão sem a possibilidade de ajustes segundo os custos reais de execução. No entanto, o pagamento fixo pode ser revisado se o trabalho necessário à realização do contrato mudar. Este model é útil em situações onde, de outro modo, os riscos assumidos pelo contratado seriam maiores a qualquer benefício não-monetário. O contrato CPFF tem dois modos.

  • Resultado. Define-se um produto o uma meta que deve ser entregue ou alcançada para a empresa receber o pagamento fixo. Se os gastos superem as estimativas, o governo aumentará os reembolsos enquanto o pagamento fixo não muda.
  • Tempo Fixo: O escope do trabalho fica menos detalhado, mas o contrato estabelece um período de tempo e um nível de despempenho que deve ser cumprido pelo contratado. Quando o periodo acaba, o pagamento fixo depende do cumprimento dessas condições. Qualquer trabalho adicional deveria ser explicitado em novo contrato.

O Modelo Custos+Incentivos (CPIF)

O contratado recebe o reembolso de despesas mais um pagamento variável. O contrato inicial estabelece metas para custos e o pagamento final, junto com um teto e chão para o pagamento acima do reembolso e um método de calcular o pagamento final. Terminado o trabalho contratado, esse cáculo determina o pagamento a ser recebido.

Essencialmente, o pagamento aumenta na medida que os custos são menores, e diminui na medida que são maiores, do que projetados. Esse modelo incentiva o contratado a minimizr os gastos, uma vez que gastos menores significam lucro maior, dentro do máximo combinado.

O Modelo Custos+Prêmio (CPAF)

Custos são reembolsados e um pagamento fixo é necociado, junto com a possibilidade de receber um pagamento adicional, por inteiro ou em parte. A agência determinará o pagamento adicional com fundamento no desempenho do contratado. Tanto o model CPAF como o model CPIF visam incentivar a realização mais completa e eficiente dos trabalhos contratados.