Proposta

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Novo e notada pelo notado que escreveu a nota:

O professor da universidade de Brasília figura numa nota sobre o CADAL — integrante, junto com o Instituto Millenium, da Red Puente Democrático Latinoamericano.

Como vimos na nota anterior, o observatório de fontes SourceWatch fornece dicas interessantes sobre como pesquisar a indústria de institutos de pesquisas e o abuso das testas de ferro de uma sociedade civil ersatz, mas ainda falta-lhe muitos dados sobre as operações dessa indústria no exterior.

Minha proposta para vocês é que comecemos uma colaboração com o fim de suprir algumas lacunas nesse sentido.

Acabo de propor essa colaboração aos responsáveis pelo sitio SourceWatch.

Afinal, montar wiki próprio seria duplicar esforços — além do fato de eu não ter condições de asseguar a segurança técnica do projeto, nem o tempo de ser o responsável editorial.

Uma característica do jornalismo global hoje em dia é a busca para eficiências na área de correspondentes estrangeiros. Custa uma fortuna manter conterrâneos no exterior.

Portanto, um efeito dessa busca tem sido o crescimento de tradução jornalístico de fontes estrangeiras de informações.

Um caso marcante da bagunça que essa nova prática pode produzir foi o Caso Larry “O Presidente do Brasil é Um Nixon Bebum Tropical” Rohter.

Nosso querido colega Larry “Bruna Surfistinha  Ícone de Feminismo” Rohter citou apenas fontes jornalísticas brasileiras — a Veja! — e adversãrios políticos do seu presidente.

Na época, eu escrevi ao ombudsman pedindo a observação da norma do jornal — a norma do redator executivo Bill Keller sobre a citação de boatos.

Attribuição a outro veículo jotrnalístico  … não pode servir de licença para divulgar boatos que não cumprem os padrões do Times para reportagens. Boatos devem satisfazer nossos critérios de valor jornalístico, bom gosto e plausibilidade antes de serem divulgados, até quando atribuidos a outra fonte. E quando surge a necessidade de atribuir um boato assim, isso é um bom momento de conferir com o chefe do departamento sobre se a divulgação justifique-se ou nãoNew York Times, Guidelines on Integrity

Quando da matéria de Rohter sobre a Bruna, eu questionava porque um livro com vendas de 5.000 exemplares merecia tratamento de “fenômeno cultural” — um verdadeiro sinal do Zeitgeist tupiniquim.

No caso da matéria “bebum marxista”, o então senador Sérgio Cabral Jr. — filho do jornalista mítico do bom e velho Pasquim — interveio para impedir a expulsão do jornalista. Me parece que sabiamente. Liberdade da imprensa tem que incluir a liberdade de ser um idiota total.

Foi um momento importante na virada nas atitudes do continuismo diante uma imprensa nativa dada, sem a sombra de uma dúvida, a certo nível de infoguerrilha.

Bom, esse canal de comunicação entre nós ainda está de mão única.

Tome o perfil da jornalista Miriam Leitão no projeto de jornalistas estrangeiros em tradução do jornal Washington Post — chama-se Post Global.

Me perdoem, mais é meio triste ver essa profissional servindo de representante do jornalismo econômico brasileiro.

Após a leitura de uma história interessante e bastante completa desse jornalismo, eu fiquei sabendo de um Brasil.berço de talento considerável nesse ramo — um talento que não fica limitado a uma ou outra escola de samba de pensamento econômico.

Se eu fosse redator do PostGlobal, eu botava Celso Ming e Luis Nassif, talvez, como representantes de um debate salúbre e inteligente sobre os rumos da economia tupi.

Infelizmente, as vozes brasileiras críticas ouvidas nos comentários à Leitão Para Inglês Ver se limitavam a perpetuar o trocadilho intraduzível “Leitão-PIG” — PIG = «partido da imprensa golpista» = «porco» em inglễs.

Com certo cheiro de Orwell: «Alguns bichos são mais iguais do que outros.»

Ainda bem, o registro da desconfiança desse leitor nativo para inglês ver.

Ainda assim, o leitor americano não morou, cumpadi.

Dá para perceber a emoção negativa, mais faltam os fatos.

Bom, eu acho que se vocês vão exportar o jornalismo da Veja visando informar o consumidor ianquemperialista, este leitor precisará de um certo grau de contexto para pode julgar se os padrões dessa produção são satisfatórios ou não– assim como o bife brasileiro exportado pelos superfrigoríficos de hoje em dia têm que satisfazer a FDA, fiscal de alimentos e remédios.

Nossos países são amigos.

Nos ajudem, então, a evitarmos surtos de doenças tropicais análogas àquelas transmitidas por legumes e frutas.

«O senhor passou algum tempo em fazenda ou outra lavoura agrícola durante sua estada?»

«A Linha Vermelha durante o pico podia ser confundida com um abatedouro, mas não.»

«O senhor assistiu a TV local?»

«Sim, mas tudo era antigas séries da NBC-Universal, legendadas — reprises de Law & Order sem fim. Me sentia bem à vontade!»

É droga não poder importar aos trópicos um belo de um whiskey escocês do tipo Islay — sabor de fumaça! — mais tudo bem. Respeito seu jeito se vocês respeitarem o nosso. Agradeço a isenção de livros dos impostos de importação, aliás.

Então chega do contrabando ideológico que vimos no caso de Reinaldo Azevedo — credenciado pelo GVO no passado como “blogueiro independente” sem mencionar que consta na folha de pagamentos da”grande Mídia».

Papo sério: Eu tenho um orçamento do tempo que posso gastar em blogagens, mais com, digamos, uma hora por dia de traduções simples, podiamos contribuir bastante.

Um bom começo seria acrescentar detalhes concretas sobre as operações internacionais das incubadoras de institutos de pesquisas norteamericanas — citadas pelo SourceWatch mas ainda não detalhadas.

Num primeiro momento, é só fazer uma busca para citações do Brasil-Brazil e preencher entradas que ainda faltam detalhes — aparecam em texto vermelho. Um exemplo aleatório: o World Water Council.

No perfil sobre o projeto CorpWatch achamos o perfil de Atila Roque.

Existe a oportunidade de perfilar o iBASE.

Também acho o nome de uma amiga minha quase de infância, Anna Couey!

A moça fez carreira no terceiro setor em San Francisco e indicou aquela loja de chapéus onde consegui meu querido pork pie durante nossa última visita à cidade do meu coração.

Foi lá que eu caí no hábito de abandonar o carro para virar passageiro de transporte público com exclusividade — hábito que tive que abandonar quando cheguei na Sambódia.

Outro projeto: Ver se os perfis existentes são completos.

O perfil do FHC, por exemplo, consiste somente no currículo oficial do ex-presidente, colado textualmente.

A participação do ex-presidente em eventos patrocinados pelo NED não consta.

Regra geral: a divulgação unilateral de compromissos institucionais quase sempre será seletiva e parcial.

Exemplos

Estou postando alguns dados básicos sobre Ordem Livre e o Instituto Millenium no site de SourceWatch.

Pretendo incluir a “vizinhança” do site, segundo a amostra resultando da Grande Aranação da rede política lusofona-ingluguêsfalante.