Os Gringos Are Coming

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Boas notícias para mim e a patroa: os gringos estão invadindo o Brasil, mas ninguém fala português. Se posso ser-lhes útil, entre em contato.

A nota vem do Law Blog do W$J. Traduzo.

O mundo vai correr até Rio de Janiero [sic] e as Olimpíadas de 2016.

Mas grandes escritórios de  advogacia estão antecipando a pistola nessa corrida.

O último a desembarcr no Brasil é Cleary Gottlieb, que anunciou na sext-feira que abrirá um escritório em Sao Paulo — sujeito à aprovação de autoridades brasileiras.

Que tipo de critério é aplicado nessas decisões?

“Brazil é uma parte importante da nossa prática na região, que começou faz 50 anos  e emprega 100 advogados,” disse o sócio-executivo de Cleary, Mark Walker. A revista American Lawyer publicou uma matéria sobre o assunto..

O escritório brasileiro será tocado pelo sócio de New York Juan Giráldez e o sócio de Roma Francisco Cestero, ambos dos quais vão mudar para São Paulo. Giráldez especializa em financiamentos internacionais e transações de fusões e adquisições, enquanto Cestero ajudou América Móvil, a maior operadora da região, além de outras 10 adquisições e empreendimentos conjuntos.

America Móvil é do mexicano Carlos Slim é sócio da Globo na NET Virtua.

Cleary pretende contratar 10 advogados nas áreas de mercados de capital, financiamento de empreendimentos, fusões e aquisições internacional, assuntos regulatórios, governança, e litígio civil.

Cleary não o primeiro escritório a desembarcar na orla Brasileira. Na verdade faz parte de uma corrida.

A revista American Lawyer aponta a chegada, desde 2008, de Allen & Overy, Chadbourne & Parke, DLA Piper, Gibson Dunn, Milbank, Simpson Thacher, e Skadden, todos com escritórios em São Paulo. O mês passada, Jones Day divulgou planos para entrar no  Brazil.

Cleary se diz o pioneiro, faz 60 anos, da globalização da profissão de advocacia.

Operações na qual já participou incluem

  1. a baita daquela oferta de Petrobras
  2. a compra de Sara Lee pelo Grupo Bimbo
  3. uma permuta valendo $7.35 bilhões entre FEMSA e Heineken
  4. a OPA de VisaNet
  5. uma oferta de títulos de $4 bilhões da América Móvil
  6. a reestruturação do frigorífico Independência S.A.
  7. o finaciamento do New York Times com $250 milhões do Banco Inbursa e Inmobiliaria Caros

DLA Piper é uma firma interessante. Formou uma aliança com o escritório de lobby The Cohen Group, estabelecido pelo antigo Secretário de Defesa de Clinton, William Cohen.

Representa os governos de Afeganistão e Turquia, além dos exportadores de trigo de Austrália, e conta vários antigos ministros federais entre os quadros.

Skadden Arps está representando o “cavalheiro branco” que está salvando a revista Newsweek de falência, o InterActive Corp.

Atuou na compra do Banco Pactual pelo BTG e no investimento de $1 bilhão em TIVIT — primeira integradora de sistemas nativa com escala que a permite concorrer com os IBMs e Ciscos —  pelo Apax Partners.

Recentemente, representou The Travelers Companies, que injetou $370 milhões na seguradora J. Mallucelli em troca de uma participação de 43%.

Gibson, Dunn & Crutcher LLP ganhou fama com a nomeação em 2002 de um lobista virulentemente anti-sindical, Eugene Scalia, como principal assessor jurídico ao Departamento de Trabalho — uma nomeação irregular, abusando as regras de nomeações interinos após o Senado ter recusado a permitir o posse do doutor.

É filho do ministro do STF, Antonin Scalia — o Gilmar Mendes dos EUA.

Chadbourne & Parke defende a American Tobacco Company em processos envolvendo a questão de tabagismo como problema de saúde pública.

Simpson Thacher & Bartlett é o escritório liderado por Cyrus Vance, Secretário de Estado do Presidente Jimmy Carter. Representa JPMorganChase.

Milbank, Tweed, Hadley & McCloy tem como sócio o antigo diretor da CIA e da FBI, William Webster.

Serve no conselho de duas empreiteiras militares, Diligence LLC e Global Options, Inc.