Papel Prensa S.A. | La Wikiverdad

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O artigo na Wikipédia em português sobre a questão complicadíssima da empresa Papel Prensa S.A. é uma piada de mal gosto.

Fica desprovido de qualquer contexto ou fonte primária para fundamentar afirmações sobre fatos históricos. Cite apenas um punhado dos suspeitos de sempre na imprensa brasileira e entidades de classe da mídia argentina.

Autor: Macho Carioca.

É exatamente o que dá ao enciclopédia coletivo sua fama de uma mexerica de propaganda disfarçada de pesquisa, e de um revisionismo histórico do gênero “autohagiografia por procuração.”

No Wikipédia, o Maluf é um genial mal-entendido … segundo o autor covardanônimo sobrinho de Maluf.

O resumo do caso no Observatório da ImprensaO Imbróglio Papel Prensa — igualmente.

Nem toca nos fatos alegados pelo governo argentino, que, se forem verdades, faria da história da imprensa argentina um filme de horror dos mortos-vivo — e,  que se não forem, faria da Cristina Kirchner um monumento à amoralidade mendaz para fechar comêrcio, iqual à Grande Caterina russa e seu cavalo.

Até os observadores do umbigo da profissão à brasileira são simples recicladodores de lugares comúns que dispensam fatos como exigentes e custosos demais..


De grande interesse, por exemplo, foi o papel desempenhado no episódio pelo César CIVITA, que negociou para a Editora Abril o acordo de acionistas de 1973, «Modificación al Estatuto Social. Decreto No 4561/7315.Comisión Fiscalizadora. Cesión del Ejercicio de Voto.Aumentos de Capital.»

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Agora, o artigo sobre a empresa Papel Prensa S.A. na versão em espanhol do enciclopédia — pelo menos na forma em que o encontrei hoje, que vou baixar e guardar — é um obra exemplar de  pesquisa histórica — equilibrada, completa mas sucinta, tecnicamente precisa, e abastecida com uma riqueza de fontes primárias relevantes e depoimentos dos personagens envolvidos.. Tem centenas de ajustes e apurações feitas por dúzias de mãos — entre eles, é verdade, o PlatónBudista.

Qualquer que seja os nomes gozados dos autores, fica evidente que trata-se de contadores de talento. Esta é uma história contada, sobretudo, por meio de planilhas, e não pode ser entendido sem compreender essa dimensão, assim como qualquer .história de fusões e acquisições.

A história do país vizinho para Tupi ler, entretanto, não passa de um plágio por Google Translator dos factóides mais banais — a quarta parte do artigo em espanhol, se isso — com o acréscimo do ponto de vista de quem foi descolado para fustigar a Cristina como clone de Tio Hugo nas páginas de opinião.

Para Tupy ler, em vez da evolução societária fascinante narrada pelos cavalheiros da Reconquista, você assumiria que o assunto emergiu ab nihilo uns dois meses atrás.

Estrutura acionária é um assunto que quase sempre deixa vesgos os meros mortais — mas para um jornalista empresarial, transmite uma riqueza de sutilezas sobre a natureza da controvérsia.

Além disso, os filhos de Sancho Panza, por gentileza, fornecem uma cópia da denúncia do governo argentino sobre o caso — sem a leitura crítica das 218 página da qual ningúem tem moral de opinar sobre o caso, nem em contra nem em favor nem abra a boca, você não sabe do que está falando.

Reproduzo-o aqui, xingando a imprensa brasileira que me obriga a fazer a leitura eu próprio — para se alguém tivesse o desejo de chegar ao momento de anagnórise dessa tragédia jacobina de vingança

O jornalismo é isso: Nós lemos 200 páginas de juridiquês argentino para você não ter que ler.

Qual outra justificativa haveria pelo salário?

Como eu era ingênuo, vindo a morar no Brasil.

Instalado em conforto na maior metrópole de América do Sul, eu teria um perspectiva privilegiada sobre todos os acontecimentos do continente.

Eu, hein? Juro que tenhos vizinhos que nem ouviu falar de Uruguay — que na verdade é um culto e dinámico país capaz de produzir a grande Brecha.  Montevidéu, lá venho eu.

Logo me foi explicado o efeito «Planeta Brasil» — me desabusando deste sonho com uma impiedade, no fim das contas, misericordiosa.

Foi, de fato, uma correspondente do Clarín, econtrada por puro ocaso numa pousada no Litoral Norte, que me introduziu ao conceito, numa longa e animada conversa em esportangluguês.

Outras dicas para pricipiantes: “O FHC foi um estadista!”

A senhora falava do Dom Sorbonne com uma certa tesão, como o jeito com que Oriana Fallaci falava sobre Aristóteles Onassis.

Ainda assim, estou tentando a dar mais jus a essa visão do Grande Cardoso. A senhora sabe do que fala. Continuo começando suas memórias, gostando, e imediatamente largando de novo. O único prosista brasileiro mais falastrão que eu conheço é o Caetano Veloso.

A senhora também me informou, sussurando como não estivessemos no meio de uma mata-atlântica precolombiana, no meio de um apagão e longe de qualquer entreouvinte: “A Veja mente. Sabia?”

Sabia.

Projeto: terminar a tarefa de vertir o castelhano em lusofonia.

Ah, mas a preguiça de novo.

Ai, que preguiça!

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